Dizem
que amigos são feito irmãos que moram em casas diferentes. Já ouvi que os
amigos são a família que nós escolhemos ter. Também gosto muito dessa outra
ideia: amigos são aqueles que, mesmo longe um do outro, não se separam
jamais
.
O fato
é que são os meus afetos, entre eles os meus amigos, que me impulsionam, trazem
graça para minha vida e disposição para travar minhas batalhas diárias.
Claro
que tenho minhas metas pessoais e meus incentivos internos para seguir adiante.
Trabalho duro porque preciso me sustentar; não como frituras e
“besteiras” porque cuido da minha saúde; estudo porque quero me
qualificar e, quiçá, ganhar o mundo; sou uma filha e uma esposa dedicada porque
quero preservar e adubar minha família. Enfim, tenho meus estímulos próprios
para acordar todos os dias de manhã bem cedo, enfrentar o trânsito, o colega
chato do trabalho, os dias pesados de chuva e não ter muito tempo para o ócio.
A
verdade é que a presença dos amigos na minha vida e, principalmente no meu
coração, amenizam todas as dores e alegram muito mais os momentos felizes.
Pensemos assim: minha vida já é colorida, mas com meus amigos, ela fica
“purpurinada”.
A vida
me deu bons amigos. Tenho certeza que ganharei outros muito queridos pelo
caminho que ainda vou seguir. Alguns rumaram para lugares diferentes do meu e
nunca mais os vi. De alguns senti e sinto muita falta, de outros, nem tanto.
Penso que essas pessoas que não fazem muita falta (ou pra quem eu não faço
falta), talvez não fossem AMIGOS, propriamente Poderiam ser companheiros de uma
determinada jornada, poderiam ser parceiros de trabalho, parceiros de festa,
parceiros de uma expectativa em comum, mas amigos, não.
Amigos
tocam nosso coração e não vão embora. Amigos seguem a recomendação do Pequeno
Príncipe (ou se preferirem, de Saint-Exupéry): tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas.
Pois
bem, sei que meus amigos, que talvez não encham minha mão de cinco dedos, não
são levianos comigo e há muito tempo cuidam do coração que entreguei a eles. Da
mesma forma, pretendo, eternamente, cuidar daqueles que cativei.
Cuidar
não se resume a dar boas risadas e telefonar em datas festivas. Cuidar é uma
forma de amor. E esse amor se traduz em um abraço apertado, em críticas e
atritos, em lágrimas de alegria pela conquista do outro, sem falar quando
estamos na pior e aquele amigo te abraça e chora junto…
Ser
amigo é aceitar que o outro resolveu que agora precisa investir alguns anos
dourados de sua vida em sua carreira e escolheu ficar longe de tudo até
alcançar aquele objetivo que nem sabemos existir. E quando levamos esse amigo para
o aeroporto, sem ter certeza de quando nos veremos novamente, permanecemos ali
parados, admirando aquele ser tão especial se afastar e se perder na multidão
cosmopolita que passa por lá, sabendo que aquela amizade é para sempre. Sempre
foi, mesmo que se sofra com a despedida.
Amor de amigo é também
respeitar quando aquele seu amigo mais disponível e mais bom astral resolveu se
recolher em sua concha porque precisa pensar na vida ou curtir a fossa do
“inferno astral”. Somos amigos mesmo assim, não interessa o ânimo,
nem a data. Estamos aqui um para o outro.
Hoje não é dia do amigo, mas
no final de semana que passou, tive a oportunidade de passar dias intensos com
minhas amigas da infância, que são as mesmas amigas da adolescência, da vida
adulta e, se Deus permitir, da velhice.
Só de pensar nelas e lembrar
das nossas mais profundas confidências, meus olhos ficam marejados e posso
garantir que é de felicidade.

Felicidade porque não estou
sozinha nessa vida, tenho meus pares e eles me amam, tal qual eu amo eles. E
hoje, mesmo que com um copo d’água, vou brindar aos meus amigos!
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3 Comments on Um brinde à amizade

  1. Rita
    17/10/2013 at 5:08 pm (7 years ago)

    Ai que lindo!

    Puxa, é verdade.
    Quantos amigos fazemos na vida? Cada um no seu momento….uns se vão, uns ficam, mas foram importantes naquela época e te ensinaram tanto, te ajudaram, te amaram, e as vezes a vida separa a gente, seja pela distancia fisica, seja por momentos diferentes de vida, mas nao significa que foram menos importantes.

    Eu morando longe a tanto tempo vejo que é dificil manter as amizades, nao, minto, nao manter, mas conseguir se fazer presente em todos os momentos dos amigos….quando eles estao longe. É um eterno aprendizado, saber lidar com a saudade, com as expectativas as vezes irreias de tentar estar presente o tempo todo, e ao mesmo tempo entender quando os amigos nao conseguem dar a sua atencao para ti na mesma moeda.

    Eu não sou uma pessoa de uma lista infindavel de amigos proximos, mas considero meus amigos muito especiais e torco, apoio, amo, aprendo e sofro junto na medida que eu posso.

    Este assunto ate vale mais um post, pois quando se mora fora existe expectativas complicadas de alcançar, e o se fazer presente eh sempre o mais dificil….ainda mais depois que se vira adulto e se tem trabalho, responsabilidades, filhos, enfim…

    Pô….saudade dos meus amigos, queria poder juntar todos eles em uma cidade so, em um pais so, a vida seria tao mais completa assim!

    beijo
    Rita

    Reply
  2. Wera Corrêa
    17/10/2013 at 11:13 pm (7 years ago)

    Dizem que os verdadeiros amigos jamais se separam, somente trilham caminhos diferentes. Um dia uma amiga me falou que nao importa o quao pouco a gente se encontra, mas o importante eh que a gente sabe que se ama. Ela partiu ha alguns anos e ate hoje lembro dessa frase e lembro dela. Amizade eh isso e para sempre.

    Reply
  3. Izabel
    18/10/2013 at 7:34 am (7 years ago)

    Lindo texto Rita! Concordo plenamente!

    Reply

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