Cada vez que escrevo sobre o tratamento que recebemos aqui no Canadá quando Bella nasceu, recebo inúmeros comentários e emails de vocês dizendo que o mesmo não acontece no Brasil, e a maioria ainda acaba com a frase que eu adoro: “Quero me mudar para o Canadá!”
Quando eu conto a minha experiência aqui no Canadá não é com o intuito de me exibir e deixar vocês com inveja, mas sim mostrar o que pode ser. Quem sabe assim, sabendo o quão mais humanizado o parto é no Canadá, possamos não só nos revoltar com o nosso país (sentimento comum atualmente), mas principalmente exigir mais dos serviços públicos e até mesmo os particulares. Eu sou brasileira de sangue quente e eu rodo a baiana quando algo não me agrada, isso já aconteceu aqui no Canadá, mas nada ligado ao sistema de saúde, graças a Deus.
Uma das coisas que me chamou a atenção logo que iniciamos esta jornada com a Bella foi como existe um clima “família” no hospital. Vejam bem, cabe ressaltar que todo canadense é educado, solícito e na maioria das vezes muito simpático, não importa quem seja: motorista de ônibus ou médico. O que noto aqui é que os médicos são gente como a gente, não são bossais, com o perdão da palavra.
O clima da UTI Neonatal, pelo menos em Calgary, é muito receptivo para com a família prematura. A minha experiência ao menos foi maravilhosa, e olha que chamar de maravilhosa e positiva a experiência que eu tive pode parecer exagero. Eu, como toda mãe que se preze, tinha mil planos e medos sobre a gravidez e a hora do parto, e me encontrar na situacao em que eu estive somente com o Bryan e os dois chocados com a noticia do parto prematuro, não foi fácil.
Talvez eu tenha tido sorte, não sei, mas toda a minha experiência desde o minuto que eu tive sangramento até o ultimo dos 138 dias da Bella foram 100% positivos, não posso reclamar de nenhum episódio, de nada. Fomos ao hospital perto da minha casa, como é praxe aqui no Canada. Você terá o seu bebê no hospital mais perto da sua casa. Fui atendida em 15 minutos e em um hora já tinha sido vista pela equipe médica da maternidade, já tinham constatado que Bella nasceria naquela noite e um médico gritou para uma enfermeira: “Quero uma ambulância aqui em menos de 5 minutos!!!”.
Bem coisa de filme!
Em 5 minutos eu já estava numa maca sendo transferida para o Foothills Hospital. E absolutamente todos os profissionais que me atenderam eram extremamente carinhosos. A impressão que eu tenho é que os profissionais envolvidos com maternidade aqui no Canadá fazem um cursinho de “Não esqueça que seu paciente é gente”.
Chegando no hospital me colocaram em uma sala que eu chamaria de transição, onde o médico ginecologista bam bam bam chegou rapidamente para falar comigo. Me explicou rapidamente que eles não conseguiram parar o trabalho de parto e que o bebê nasceria naquela noite. A esta altura eu estava em choque talvez, ou talvez tenha sido efeito dos medicamentos que tomei, mas estava meio no mundo da lua. A minha pergunta bem “casual” para o médico:
“Doutor, como mesmo o bebeê vai nascer?”
hahahaha
Ai, ai, dona Ritinha.
Mas novamente, ao invés de uma resposta qualquer, ele me disse super querido: “O bebê vai nascer do jeito que você quiser, se você quiser uma cesariana eu vou entender, esta é uma situação muito delicada para você, mas se você me permitir um conselho eu diria que a sua filha tem muito mais chances de sobreviver se ela vier ao mundo de maneira natural, portanto eu aconselharia o parto normal.”
“Ok”, foi a minha resposta.
Fui então transferida para um quarto especial para parto normal, e talvez até fosse um quarto próprio para parto prematuro, pois acoplado ao quarto, tinha uma salinha do tamanho exato de uma girafa, incubadora de prematuros. Acredito que tenha sido transferida para ali em torno de 2, 3 da manhã e entre esta hora e às 6 da manhã não lembro muito. Lembro de ter uma enfermeira queridíssima do meu lado sempre, checando os batimentos do bebê e me fazendo companhia.
Lá pelas 6 da manhã começou a entrar o time que faria o parto:
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 pessoas……quando fechou 10 perdi a conta. Todos se posicionaram sem falar nada, nos seus devidos postos: o time da obstetrícia ao redor da minha cama e o time da UTI Neonatal ao redor da incubadora. Na verdade a maior parte das pessoas se apertou naquele cantinho Neonatal.
Um pouco antes das 6 horas chegou a médica chefe da UTI neonatal, a médica que viria me dar as más notícias, tudo aquilo que uma mãe não quer ouvir. Ela foi bastante objetiva e acho que eu estava tão dopada de remédios (ainda na vã tentativa de parar o parto) que eu estava bem no mundo da lua, nada me incomodava, não tinha medo nem ansiedade, estava bem relax, o que definitivamente NÃO é o meu feitio. Talvez a mistura dos remédios com o choque de saber que ela nasceria tão cedo tenha me deixado assim, não sei bem explicar. O Bryan diz que eu estava definitivamente fora do meu corpo, e eu acredito.
A médica explicou tudo o que tinha que explicar, o que o time faria exatamente, cada um dos seus integrantes, explicou como o bebê nasceria (como se pareceria, ou seja, NÃO se pareceria com um bebê normal), e disse que um parto feito a 25 semanas de gestação tinha X % chances do bebê sobreviver. Eu ouvia e acho que assimilava o que ela dizia, mas naquele momento eu aceitava qualquer coisa que me dissessem numa boa. E viva o estado de choque!
Seis e pouco da manhã e o time estava completo, não faço idéia de quantas pessoas estavam dentro daquela sala, umas 12, 13? Não lembro. “Situation” super agradável você, que NÃO fez cursinho pré-Natal (pois não teve tempo, o bebê nasceu antes), não fazia a menor idéia de como proceder em um parto normal, ter uma platéia gigante para dar a luz de parto normal. Mas querem saber? Eu não estava nem aí. A médica (residente acredito, mas super querida, atenciosa e segura de si) furou a bolsa (não doeu) e daí começou a me ENSINAR a empurrar. Vale lembrar que eu não tive um trabalho de parto normal, o meu foi o chamado silencioso, onde as contrações mais se parecem com dor nas costas e cólicas menstruais.
Só senti 3 contrações de verdade, logo antes da Bella nascer. Estas sim doeram, de resto o parto durou 1 hora e 7 minutos apenas. Os médicos me mostraram a Bella em uma fração de meio segundo e ela foi levada imediatamente para a incubadora onde foi procedido o “resurrection”, procedimento em que eles tentam entubar o prematuro para trazê-lo a vida, visto que nasce sem respirar. Esta é sem dúvida a parte mais delicada, pois a médica chefe tinha dito brevemente que a maior dificuldade é quando o bebê nasce tão pequenininho que o menor tubo ainda é grande, sendo impossível assim proceder com a intubação. Bella usou o menor tubo que eles tinha, ou seja, um milagre, se ela fosse um pouquinho menor que seja, não serviria.
Enfim, talvez 10 minutos tenham se passado para intubá-la e a levaram correndo para a UTI. Parece coisa de Greys Anatomy e Plantão Médico, os médicos não empurram o bebê, os médicos correm feito doidos para iniciar os demais procedimentos como raio-x, exames de sangue, etc etc etc etc para estabilizar o bebê.
A única coisa que disse para o Bryan foi: “Corre atrás deles!!!!” Acho que foi a única palavra que disse depois do OK de horas passadas. Lá se foi o Bryan. Ele conseguiu entrar na UTI e assistir os primeiros procedimentos de LONGE, ninguém pediu para ele sair, mas pediram que se afastasse pois toda aquela equipe médica estaria em cima da incubadora e da Bella pelas próximas horas.
Enquanto isso eu lidava com a pior parte do parto no meu caso, a retirada da placenta! Ninguém merece, ninguém avisa você que a retirada da placenta prematura em um parto normal e SEM anestesia não é nada interessante. A médica residente disse que iria me dar o oxigênio para ver se ajudava pois esta parte sim doía muito, mas confesso que o oxigênio não me fez efeito algum. Depois de muitoooo tempo a bendita foi finalmente expelida e pronto, eu já estava de pé tomando banho!
Uhu, as maravilhas do parto normal. Como foi natural e sem anestesia, assim que a médica acabou uma enfermeira querida já chegou com toalhas e xampu para me acompanhar até o chuveiro. Tomei meu banho e de lá já fui de cadeira de rodas (mera formalidade) para o quarto.
Me senti em um hotel! Mil comidinhas e lanchinhos e as enfermeiras me adotaram a tal ponto que me mostraram a fonte dos néctars: um cantinho escondido com uma geladeira cheinha de suquinhos, leite, pudins e biscoitinhos e outras coisinhas caso eu sentisse fome a qualquer hora do dia.
O quarto – Esta foi talvez a única experiência ruim do parto da Bella, mas mesmo assim não

 chamaria de ruim, apenas poderia ter sido melhor. A enfermeira de plantão veio me dizer super chateada que não haviam leitos em quartos para 1 pessoa, e eu teria que dividir o quarto com outra mãe (cortinas fechadas e tal). Até aí eu disse que ok sem problema, mas conforme o dia foi passando o meu estado emocional foi decaindo e a minha depressão começou. Começou e só foi acabar 138 dias depois, para ser mais exata.

Mãe prematura deveria estar em quarto separado, não particular, pois este termo não existe no Canadá, todo serviço é público. Quando a noite chegou foi cruel, muita vontade de chorar, sozinha no quarto, com aquela mãe MALA reclamando que não conseguia dar de mamar (ninguém merece), enfim. Ali eu já sentia que as reclamações de mães “normais” seriam para sempre uma chatice e exagero para mim, que tinha sido “presenteada” com um parto prematuro e com as consequências que vem dele.
Talvez 1 ou 2 horas depois da Bella ter nascido, nós ligamos para a UTI e nos disseram que podíamos visitá-la. Eu estava um poço de ansiedade, nervosa, me sentindo mal até de tão nervosa, pois afinal, não tinha visto a Bella ainda. Acho que ligamos a cada 5 minutos para a UTI. Eles pediram que o Bryan fosse para o quarto na hora de começar a achar acesso venoso nela, uma experiência sempre traumatizante para qualquer mãe e pai de primeira viagem. Então estas foram as únicas 2 horas da vida da Bella em que pediram que nós pais nos ausentássemos, o restante dos 138 dias estavam liberados para a gente, 24 horas por dia.
E fico por aqui com este relato do parto da Bella. Já escrevi outro post sobre ele em que eu relato melhor os sentimentos que envolvem um parto prematuro, mas desta vez o intuito foi mostrar na prática como nasce um prematuro no Canadá.
O que mais chama a atenção sem dúvida é você entrar e sair do hospital sem abrir a carteira. Jamais pagamos qualquer coisa que fosse para mim ou para a Bella, o atendimento fora de série que Bella recebeu foi de graça.
Um enfermeiro estimou que o tratamento da Bella tenha custado:
$ 1.000 por dia só para estar dentro da UTI Neonatal.
Bella ficou 138 dias, portanto $ 138.000 dólares só de internação.
Cirurgia gastro para resolver obstrução, perfuração e necrose dos intestinos: entre $ 100.000 e 
$ 150.000
Inúmeros MRI’s, CT Scans, Raio-X, etc etc etc
Façam as contas.
Não pagamos 1 centavo.
O tratamento que eu recebi como grávida dando a luz e o tratamento que recebi depois, assim como o tratamento dispensado a Bella foi exemplar. Absolutamente todos os profissionais envolvidos na nossa experiência sempre foram cheios de compaixão conosco, jamais me senti uma paciente, sempre me senti mãe de um bebê muito especial. 
Me senti respeitada e digna, amada e bem cuidada. 
Se minha filha e eu sobrevivemos aos horrores que o parto prematuro causa, o amor que recebemos dos profissionais excelentes do Canadá foram peça chave para sairmos de lá sem grandes sequelas físicas, e com muito poucas sequelas emocionais.
Só tenho lembranças boas.
Pésinho de 3 cm com 25 semanas de gestação

11 Comments on O parto normal (e prematuro) no Canadá

  1. Ana Wiebe
    16/01/2013 at 3:07 am (8 years ago)

    emocionante! amo o Canada e o sistema de saude. Esse meu parto, do momento q foi decidido cesária até eu estar na sala de parto, foram menos de 30 minutos. To chorando litros! Vcs sao vitoriosas!

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  2. Pâmela
    16/01/2013 at 3:10 am (8 years ago)

    Igualzinho aqui… rsrsrrsrs Tá virando mania essa mini frase minha 🙂

    Mas sabe Rita, a questão do nascimento no Brasil é algo que me incomoda tão profundamente (talvez por ter sido desrespeitada nele, por não ter tido chance alguma de fazer minha vontade, não pelas circunstâncias, mas pelos profissionais – se é que o são – envolvidos e suas vontades), que chega a me revoltar…

    Relatos como o seu, como de uma amiga, que por um problema no bebê não poderia dar a luz naturalmente e chegou a maternidade com dilatação e teve que provar para a médica plantonista que não poderia ter um parto normal, chegam a me doer um pouco. Dói no sentido de que não consigo acreditar que possa existir um ser humano no mundo capaz de roubar de uma mulher uma das transições mais importante (se não a mais importante) que é a de se tornar mãe. Como pode?

    Não gosto e nem quero entrar no mérito do tipo do parto e etc, mas essas diferenças são tão gritantes, impossível não se admirar (e mesmo sabendo, continuo me admirando)

    Aqui não estamos a salvo nem no setor privado, caro e mesmo assim desqualificado… Médicos se acham deuses e as vezes nem olham na sua cara. Fiquei sabendo de um caso a pouco tempo de uma moça com sangramento que foi negligenciada num atendimento de PS, implorando para fazer um US (tudo isso no hospital particular) e a médica virou pra ela e disse para ela que era assim mesmo, tinha bebê que não vingava, que era para ela ir se acostumando com a ideia, na maior frieza… Ao invés de correrem com os exames e etc… Afinal o que é um aborto né?! Graças a Deus a moça conseguiu o exame, ser atendida e não perdeu o bebê! Mas isso ilustra bem a realidade daqui.

    Me pergunto o que leva uma pessoa estudar medicina e simplesmente não olhar o paciente… Precisamos muito de um tratamento humano assim, das pessoas olhando para nós, nos ouvindo, verdadeiramente cuidando…

    Eu espero mesmo que uma onde de indignação surja, cresça e movimente o povo a lutar por seus direitos, a denunciar maus tratos, violência obstétrica tão comum por aqui e que muitas mulheres nem se dão conta que passaram por elas…

    No meu blog eu coloquei um vídeo realizado por pesquisadoras a respeito da violência obstétrica, são histórias reais, contadas por quem vivenciou, são fortes, mas nos faz pensar na realidade e nos acorda um pouco… Se quiser assistir dá uma passadinha por lá!

    De verdade, quando penso nisso, na educação e outras coisitas me dá uma vontade enorme de arrumar uma oportunidade num país assim, como o Canadá, para ir morar. Fazer algo bem no estilo, já que não dá para mudar, mudo eu!

    Beijos

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  3. Pâmela
    16/01/2013 at 3:15 am (8 years ago)

    Ah esqueci de comentar… Aqui no Brasil jamais um médico diria isso que você escutou, que para um prematuro o melhor seria nascer de parto normal… Aqui se quer dariam esta opção, diriam vamos logo ao CC e pronto… Como os absurdos do dia 12/12/12 (me perdoe se alguém aqui apoia isso, mas é só meu ponto de vista), e que tivemos notícias até de um bebê que não sobreviveu, pq nasceu cedo (estava no óbito).

    Sinto como se os médicos não se importassem… tudo tá valendo… Não sinto o comprometimento e o cuidado que deveriam ter, a orientação que deveriam oferecer…

    bjos de novo rsr

    Reply
  4. Sandra Nogueira
    16/01/2013 at 3:18 am (8 years ago)

    Enfim…já falei várias vezes de como é o tratamento aqui no Brasil, mas amados e respeitados com certeza eu, Helena e Jorge nunca fomos…longe disso só para ilustrar quando nos pediram autorização para desligar os aparelhos do Jorge (que não consentimos porque nem sabíamos exatamente o que estava acontecendo) durante a conversa (na qual eu e Guilherme nem enxergávamos o médico entre um turbilhão de lágrimas) o celular dele (MÉDICO) tocou e ele calmamente na nossa frente pediu ao filho dele que esperasse na concessionária para a retirada do carro novo que era presente pelo vestibular…aff…minha resposta:

    – O que o sr. está me pedindo é para abrir mão de momentos como este que o sr. está vivendo ao lado do seu filho? Preciso de um médico mais preparado para este pedido!

    e saímos da sala…

    então QUERO MUDAR PARA O CANADÁ!!!!

    BJOS

    Reply
  5. Livi - Baianos no Polo Norte
    16/01/2013 at 10:58 am (8 years ago)

    Olá Rita,
    Sou a Livi, do blog Baianos no Polo Norte, moro em Toronto. Venho acompanhando seu blog mas nunca comentei. Fico muito feliz que tudo tenha dado certo para você e sua filha. Já tive algumas experiências ruins com os médicos no Canadá mas atualmente não tenho muito a reclamar. Profissionais ruins existem em todo lugar. O sistema é ótimo, não pagamos nada a mais além dos impostos e temos um "SUS" que funciona. Tive eclâmpsia após o parto da minha primeira filha, acho que eles poderiam ter evitado, já que os sinais eram claros, mas se não fosse o atendimento que recebi durante a crise não sei o que teria sido. Agiram rápido e em poucos minutos os melhores médicos do hospital estavam ao redor de mim, parecendo coisa de filme mesmo. E no parto da segunda ela nasceu com um pouco de dificuldade para respirar e precisou ficar algumas horas na UTI neonatal. Nada como o que você passou mas a atenção que recebemos foi excepcional. Temos muita sorte de poder viver num país como o Canadá e cada vez que venho ao Brasil esse sentimento de amor as terras geladas se fortalece.

    Li esse post e o do nascimento da Bella, fiquei muito emocionada, parabéns pela vitória!

    Reply
  6. Mamãe Nádia
    16/01/2013 at 1:26 pm (8 years ago)

    Sempre choro lendo esses posts sobre o nascimento da Bella. Fico imaginando tudo o que você passou…Meu Deus!
    Tudo o que temos que fazer é celebrar a vida da Bella dia após dia, celebrar cada etapa da infância dela, cada conquista, pois ela é uma vitoriosa! Com certeza ela é uma criança especial e vocês são uma família especial, por terem passado por tudo isso. Deus viu que vocês iam conseguir suportar tudo isso e deu força pra Bella aguentar firme tudo o que ela teve que passar!
    Mas sobre o tema do post em si, fico emocionada ao conhecer o sistema de saúde do Canadá. Nesses dois meses aqui já senti bem nítida a diferença das pessoas aqui para as brasileiras. Todo mundo realmente é muito educado, todas as pessoas são atenciosas…acho isso incrível. Essa coisa dos médicos tratarem você como um pessoa como eles, sem tom de superioridade é realmente algo inédito. Nunca vi isso no Brasil.
    Resumindo, sem querer desfazer o nosso país, mas vamos assumir que o Brasil está muito aquém nas áreas da saúde e da educação. Poderíamos continuar citando todas as outras áreas que precisam ser melhoradas, mas saúde e educação é o básico, e é o que está pior. Fico indignada com o nosso governo, e estou muito feliz em poder criar meus filhos em um país muito melhor. Quero o melhor pros meus filhos. E as pessoas ainda ficam perguntando porque viemos embora…
    Beijos!

    Reply
  7. Rose
    16/01/2013 at 5:59 pm (8 years ago)

    Oi Rita que lindo relato. Obrigada. Eu tambem moro no Canada, mas meus filhos nasceram nos Estados Unidos,onde tinhamso um excelente seguro de saude e tudo transcorreu perfeitamente, portanto nao posso falar a respeito desta situacao no Canada, mas eu tambem nao tenho o que reclamar do sistema de saude canadense, admiro muito. Vale a pena ressaltar que o servico e "gratuito", mas os impostos no Canada sao ALTISSIMOS e TODO MUNDO TEM DE PAGAR, ou seja, no fim um comportamento paga pelo outro.
    Como dizem os americanos, "There is no free lunch."Na minha opiniao e uma questao de organizacao da sociedade em geral, governantes e populacao.
    BJS!!

    Reply
  8. Mercia
    16/01/2013 at 7:09 pm (8 years ago)

    Ei Amiga! Não tem como não se emocionar com seu ralato de parto, principalmente por ter sido tão parecido com o meu, tanto o parto em si, qtos os mais de 120 dias na UTI!
    Não moro no Canadá, mas não posso reclamar, ao contrário dos comentários acima, fomos muito bem orientados durante todo o período em que Luquinhas esteve na UTI, e meu obstetra também me disse que o parto normal seria melhor pro Lucas, e assim fomos, parto normal com 24 semanas de gestação!
    Obvio que no Canadá tudo é bem mais carinhoso, principalmente no quesito enfermeiras, pois algumas tecnicas deixavam a desejar, mas sempre tinha aquelas "anjinhas da guarda" que me deixava mais tranquila, e algumas outras coisas complicadas, as quais vc deve se lembrar…
    Mas no fim, só tenho a agradecer a toda a equipe médica que cuidou do Lucas e ao meu obstetra, já que graças a todo um conjunto de fatores, meu Gordos está aqui comigo hoje e bem!
    Acho que pra tudo precisamos ver o lado bom das coisas!!
    Amo muito vc e Bellinha!
    Beijos nossos

    Reply
  9. Mami e Mimos
    16/01/2013 at 8:44 pm (8 years ago)

    Nossa que relato incrível, me emocionei!
    Bjs

    Reply
  10. Flicka
    25/01/2013 at 1:04 am (8 years ago)

    Que lindo Rita!!! Apesar de eu nao saber da metade da sua dor, ansiedade e agonia da Bellinha na UTI por tanto tempo..
    Quanto carinho da equipe!!!! Que coisa boa ler sobre isso…
    Quando vim pra cá, algumas pessoas me falavam somente da frieza dos medicos e tal.. e eu sempre defendi aqui. Na verdade existem algumas pessoas que nao olham a nossa felicidade de viver um sonho e ser feliz e mostram somente o lado que pode ser ruim da coisa e que morar fora é um absurdo, que nao existe nada como no Brasil, bla bla bla.. ouvi tanto que lendo seu relato (li duas vezes, já era pra ter comentado aqui e so consegui hoje) me aliviou e estou cada vez mais consciente de que terei meu filho aqui sem tanto medo (ja que o medo existe independente se é aqui ou no Brasil)..
    Que equipe abençoada! E sua familia também.. merecem tamanho carinho.
    Beijinhos!!

    Reply
  11. Cristina Vaz
    31/07/2013 at 4:01 pm (7 years ago)

    Rita,

    Você é um vitoriosa e sua família também. fico pensando que poderia ter acontecido comigo.

    acho que meu comentário está um pouco atrasado.
    queria contar o que aconteceu comigo: quando estava com 24 semanas a minha GO falou que ia fazer um exame de toque de "rotina". Eu não queria e falei: mas é preciso? e ela falou que sim e deu explicações e tal e fez o exame.
    Então ela fez uma cara estranha e disse que eu estava com o colo do utero muito fino e com dilatação. Perguntou se estava sentindo alguma coisa e eu disse que não sentia nada. Minhas contrações eram silenciosas. Fiz exames para confirmar esta situação e entrei em repouso absoluto – deitada e tomei remedios para evitar as contrações. e assim fiquei até as 36 semanas, quando já estava com 5cm de dilatação, que foi acontecendo aos poucos e meu bb nasceu de parto normal, sem dor. Hora nenhuma ela falou: eu não disse que precisava? Apenas falou: o repouso vai atrasar o seu trabalho de parto e quanto mais próximo das 40 semanas melhor.

    Depois de tudo ela disse que não esperava que desse tudo tão certo, pois ela achou que ia nascer antes de 30 semanas. Perguntei o que causou e ela disse que pode ser insuficiencia do colo ou apenas uma cicunstancia.
    Você sabe o que causou o seu parto prematuro?

    Eu pretendo ter outro bb e tenho receio de ter o mesmo problema ou ter um parto prematuro antes de 30 semanas.

    Parabéns pelo blog, muito bom, você é muito legal!

    abraços,

    Cristina

    Reply

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