Google, fonte desconhecida
Não pensaram que o irmãozinho era da Bella, né?
Peguei vocês!
Ainda estamos longe disso.
Estou rodeada de aluninhos e conhecidos que serão irmãozinhos mais velhos, por isso resolvi contar aqui a experiência que tenho com relação a transição que ocorre com o irmão mais velho, que é sempre uma experiência delicada na vida da família.
Uma nova gravidez é sempre motivo de alegria, mas cabe lembrar que a alegria maior é dos pais, e sem papas na língua….na maioria das vezes a M-A-I-O-R alegria é da mãe em primeiro lugar, do pai em segundo lugar, do papagaio em terceiro e o irmãozinho está lá correndo na quarta posição!
Quem quer deixar de ser o centro das atenções?
Quem quer deixar de ser o número 1 no coração dos pais?
Quem quer deixar de ser o rei do colinho da mãe, do pai e dos avós?
Eu que não!
Desculpa aí Dindo Sabe Tudo, mas se eu pudesse lembrar dos meus 4 anos quando você nasceu, eu certamente veria a cena de uma Rita indignada com esta história de “Parabéns, você ganhará um irmãozinho!”.
O que ocorre agora, diferente do que nós vivenciávamos há 30 anos, é que há uma comercialização do irmãozinho mais velho-irmãozinho mais novo, tanto é que virou business. Você pode comprar camisetinha de Big Brother e Big Sister em qualquer loja, existem livros e mais livros sobre o assunto, assim como uma maior conscientização dos pais sobre como a chegada de um irmão afeta a vida do filho mais velho, e tanta informação acaba criando uma ansiedade desnecessária na criança, o que dificultará o apego do filho mais velho para com seu tão esperado irmãozinho.
Vamos ao ponto mais importante na minha opinião:
  • Resista a tentação de falar do bebê que está por vir muito seguidamente
É aí que mora o maior perigo, a overdose de uma pessoa que nem existe a olhos vistos ainda. 
Imagine-se nesta situação:
Você só conhece a vida com seu pai e sua mãe, você sabe o papel de cada um dentro de casa e sabe que os seus pais estão aí para você para o que der e vier em todos os momentos do dia. Você se sente amado, desejado e especial. Eles só falam em você e com você, e na sua cabecinha é assim que deve ser. Daí de repente os pais vem com este papo esquisito de que você ganhará um irmãozinho, palavra que você nem sabia que existia. 
O tal de bebê finalmente chega e hello! Cadê a minha mãe? Constantemente segurando aquela criança que apareceu ONTEM aqui em casa. Cadê o meu colo? Quero a minha mãe… que tenta me convencer que o colo do papai é tão bom quanto. Ué? Se fosse tão bom assim o tal de bebê viveria no colo do papai e não no colo da mamãe.
Quer saber? Já não me sinto tão especial assim, já peguei nojinho deste tal de bebê.”
O relato fictício acima é meu, mas vindo de muita observação de crianças que estão passando por uma gravidez ou que acabaram de se tornar irmãozinhos mais velhos. Tive duas experiências bem difíceis com crianças passando por isso, e confesso que era de quebrar o coração, as duas crianças (uma durante a gravidez e outra logo após o parto do irmão) tiveram comportamentos bem problemáticos, mas mais do que birra e mãnha, a imagem que eu percebia era de tristeza, de confusão, um sentimento de não ser mais especial. Como professora, vendo a situação de fora, era muito mais fácil identificar estes sentimentos e embora eu tenha tentado lidar com estas dificuldades e ajudar o irmãozinho mais velho, a minha ajuda não surgiu muito efeito, parece que toda a minha ajuda não se equiparava com a constante “falação” dos pais quanto ao novo bebê.
Ás vezes na ãnsia de incluir o irmão mais velho na felicidade geral da família, esta overdose acaba fechando a criança e daí demora para ela se abrir novamente. Vejam bem, isso não acontece em todos os casos, obviamente, mas acontece seguidamente sim e é um assunto delicado pois os pais estão super felizes e não conseguem se conter.
Conversando com minhas colegas de trabalho, chegamos a conclusão que o comportamento do irmão mais velho será determinado pelo enfoque que os pais darão a nova gravidez. Uma felicidade destas tem que ser dividida com o irmão mais velho, mas não há que se falar o tempo todo sobre isso……ponto!
Dica:
Explique o significado do bebê a caminho quando o casal descobrir a gravidez, dividam sua felicidade com o filhote mais velho e explique que a barriga da mamãe crescerá e tudo, mostre foto do ultrasom e eventuais comprinhas para o bebê, mas não exagere na dose. Lembre-se: você está feliz, mas seu filho não faz a menor idéia da importância do que está por vir e vem daí o ciúme, da importância exagerada de alguém “invisível” aos seus olhos.
Você não precisa falar do bebê todos os dias, deixe que seu filho se dê conta do que está acontecendo através do crescimento da barriga da mãe, esta sim, uma prova concreta da novidade.
Tenho ainda mais uma dica para dividir sobre a idade ideal de se encomendar o bebê número 2, do ponto de vista do filho número 1, mas reservarei para um próximo post.

8 Comments on Um irmãozinho vem aí…..e agora?

  1. Pâmela
    25/10/2012 at 4:32 am (8 years ago)

    Adorei o post Rita!

    Quando era estagiária presenciei um aluno que virou uma criança totalmente revoltada, agressiva e impulsiva na gravidez da mãe! Era uma tristeza olhar aquela situação…

    Não sei como era na casa, o quanto a mãe falava e etc, mas é verdade que deve-se ter o maior cuidado nisso…

    Lembro de ler, não sei onde agora, uma dica de com o bb2 convivendo já e ao sentir o mais velho meio trocado algo como "poxa vida filho, esse bebê nem deixa eu brincar com você… deixa eu fazê-lo dormir logo para poder ficar só com você e mais ninguém!"

    Deixar as coisas de um jeito em que o maior se sinta ainda amado, respeitado e etc…

    Concordo em incluir sem exageros… Se tudo for aos poucos, até a aceitação será assim, há grandes chances de tudo estar bem quando o pequeno chegar.

    Agora quero saber da outra dica, escreve logo tá! Tenho lá minhas ideias e teorias a respeito também rsrsr

    Bjos

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  2. Ana Wiebe
    25/10/2012 at 4:37 am (8 years ago)

    Aqui em casa, a Clara foi a primeira a saber, antes mesmo de mim (falou no sabado de manhã, mamãe, eu vou ser seu baby pra sempre, né? E pediu pra vestir uma fralda! A noite, comprei um teste de farmácia e .. positivo) – temos procurado fazer com que ela participe da chegada – o nome, ela foi quem decidiu (demos 2 opções), quando fui lavar as roupas, ela foi junto, e tals, mas não acho que ela tem se dado conta que vem um bebezinho por ai. Quando nascer, aí tenho certeza que vão haver ajustes a serem feitos, mas se Deus quizer, vai dar tudo certo! 🙂 (sim, eu to com receio, sou humana, né.. e faltam só 2 meses – ops, menos de 2 meses).

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  3. Ellen Caliseo
    25/10/2012 at 9:06 am (8 years ago)

    Oii…
    Realmente é dificil, preparar a mais velha..fomos com jeitinho,ela tinha 5 anos na época..esse fato ela encarou bem, foi dela a escolha do nome do irmão..ela queria um menino, e graças veio um menininho..sempre interagi ela nas conversas..pq ela queria saber de tudo..levamos pra ver o ultrasom..mas o dificil é depois,o irmão nasceu prematuro e teve que ter atenção redobrada..foi uma fase punk..,mas soubemos lidar com essa situação..sempre tem briguinhas corriqueiras..mas no geral eles se dão mto bem..mas tem que ter paciência e jogo de cintura..a fase é tensa..mas mtuio prazerosa.
    Adoro seus posts..
    Bjs!

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  4. mundodepalavras
    25/10/2012 at 1:14 pm (8 years ago)

    Olá!! Concordo com sua dica e ponto de vista. Esse post foi para mim hoje! E em meio às lágrimas digo q não é fácil nem p/ as crianças nem p/ os pais pq um momento que deveria ser apenas de alegria e celebração se torna também um momento de tensão. Minha filha tem 2 anos e faz apenas 10 dias que o irmãozinho chegou. Preparamos o ambiente, conversamos com ela, tentamos explicar, seguimos orientações do psicólogo da escola e parecia tudo bem. A princípio ela adorou, fez festa e tal. Mas… ontem a ficha dela caiu! E de repente começou chamar a nossa atenção com birras, pirraças e gritos, demonstrando q está se sentindo "abandonada" com a minha "ausência", que está se sentindo trocada. Não adinta os avós, tiios, tias tentarem suprir a minha ausência. Ela quer ficar comigo. Afinal, a mãezinha dela que passava horas brincando no chão, lendo historinhas, agarradinha, agora vive com outro bebê no colo. Além de rejeitar a mim e ao irmão, ela me demonstrou tristeza no olhar. E isso doeu muito. Daí decidimos tomar algumas medidas para amenizar a situação. Vamos ver se vai dar certo. Pq não existe fórmula mágica. Infelizmente. Temos que ter consciência, muito amor e principalmente paciência… bjs Camila Vaz

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  5. rita
    26/10/2012 at 1:08 am (8 years ago)

    Oi Pam

    Sim, tudo sem exageros.
    O que percebo agora é que os pais tentam incluir os filhos DEMAIS em uma coisa que eles nem entendem, o estar gravida. Eh um tal de comprar e ler livrinhos, de mostrar enxoval, de falar falar falar, acho que isso causa uma ansiedade.

    Beijinho
    Rita

    Reply
  6. rita
    26/10/2012 at 1:10 am (8 years ago)

    Oi Ana!

    Dedos cruzados para que tudo de certo na transicao da sua filhota!!!

    Beijos
    Rita

    Reply
  7. rita
    26/10/2012 at 1:11 am (8 years ago)

    Ellen, que legal!!!

    Acho que o maior stress eh somente durante a gravidez e as primeiras semanas depois da chegada do bebe, depois serao decadas de amizade.

    Beijos
    Rita

    Reply
  8. rita
    26/10/2012 at 1:12 am (8 years ago)

    Camila 🙂

    Pois é, sua experiencia parece ser parecida com a que eu ouvi falar e que me inspirou para escrever o post.

    É complicado mesmo deixar de ser o numero 1, mas é so questao de tempo ate as coisas voltarem ao normal.

    Dedos cruzados

    Beijocas grandes
    Rita

    Reply

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