Feriado por aqui, portanto mais um post nesta segunda-feira.

Hoje é dia de blogagem coletiva em apoio ao movimento Infãncia Livre de Consumismo.

Eu já escrevi sobre este assunto no blog, mas sendo hoje um dia especial, o dia que antecede a audiência pública que antecede o projeto de lei 9521/01, que visa regulamentar a publicidade nos meios de comunicação infantil, blogueiras como eu estão dando o seu apoio e ajudando a divulgar esta causa.

A Bella, por hora, me parece protegida das propagandas infantis feitas na televisão. Bella não assiste televisão “aberta” nunca, seus desenhos animados são assistidos no Netflix e, portanto, sem comercial. Não a levo com frequência ao shopping, muito menos em lojas de brinquedos e roupas. Sou eu quem compra suas coisinhas e por hora ela não dá sua opinião ainda no que quer ou não quer, mas uma coisa eu já percebi, que mesmo com esta proteção da nossa parte, ela já está exposta sim a marcas:

  • O logo da Starbucks ela vê há quilômetros de distância e já grita “Yum, Coffee” (como se bebesse café, até parece!)

  • A maçã da Apple ela já sacou que aparece no laptop, no Ipad e no Iphone e quando passamos na frente de uma loja ela grita APPLE. Ela não entende o que a marca significa, mas já sabe identificá-la.

  • O M de McDonalds então, ela fica doida. Não comemos no Mc com assiduidade, mas ela gosta de batatinhas fritas e quando vamos ao médico, por exemplo, virou tradição um pulinho no Mc para uma batatinha.

Nada de muito perigoso até agora, mas é assim que o consumismo cresce, devagarinho sendo introduzido na vida dos nossos filhos.

Eu procuro ao máximo eu mesma não dar vazão a isso. Sou uma pessoa extremamente simples e que NÃO CONSOME MARCA.

Exemplo?

Fazem meses que estou namorando as alpargatas da moda chamadas Toms. Toms têm uma idéia brilhante por atrás do seu nome, para cada sapato vendido, um par é doado a quem necessita em países pobres. Mas um par de Toms, porém, custa 70 dólares mais os impostos e este final de semana embora eu tenha saído com a missão de comprar um par, desisti. Experimentei os modelos que eu queria e não os achei confortáveis, olhei, experimentei e não me apaixonei pelo conforto. Também pensei, quer saber? Um par de alpargatas não vale 80 dólares, certamente não durará mais que duas estações, portando o custo benefício não vale no meu ponto de vista.

Sabem o que eu fiz?
Comprei uma alpargata similar da Sketchers!
Parecidíssima porém super confortável e pela matade do preço! E a Sketchers também doa um par de calçados a quem necessita.
Não têm o apelo “cool” da marca Toms, mas o conforto dos meus pés e o meu orçamento me disseram que eu poderia sim ter um belo par de alpargatas, contando que abrisse mão da modinha da marca.

E sou assim com tudo.
Sou bastante econômica nas minhas compras e posso contar em uma mão os produtos que não abro mão de comprar de marca, sua grande maioria eletrônicos. Sim, sou a maior fã dos produtos da Apple, tenho tudo da Apple, mas não porquê gosto de desfilar a marca, e sim porquê prezo seu funcionamento e criatividade.

E é assim que pretendo criar a minha filha, livre do consumismo que afeta tão intimamente inclusive a nossa auto estima. Só por que eu não visto roupa de marca não significa que eu sou menos, eu carrego comigo aquela máxima:

“Eu não tenho, eu sou.”

E assim eu crio a minha filha, dentro das condições da nossa família. Ela não têm brinquedos e roupas caras e vocês podem comprovar através das fotos que publico no blog: Quer criança mais charmosa do que a Bella? Suas roupinhas JAMAIS custam mais de 15 dólares, esta é a minha regra, e na sua grande maioria ficam por apenas 5 dólares.

E devagarinho vou plantando na sua cabecinha que nós não precisamos ter nada, nós só precisamos ser nós mesmas, que de resto a nossa inteligência e charme se encarregam.

1 Comment on Blogagem coletiva: Infância livre de consumismo

  1. Rebeca Albuquerque
    03/07/2012 at 1:50 pm (8 years ago)

    Sempre que dá curto seu blog, e hj me deparei com o seguinte comentário: nós não precisamos ter nada, nós só precisamos ser nós mesmas, que de resto a nossa inteligência e charme se encarregam. Concordo d+ com isso e kda dia que passa tenho tido essa consciência e de forma discreta tenho passado pra minha família. Bacana ver que outras pessoas pensam assim tbm. Parabêns pelo teu blog.

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