Finalmente o post final sobre a polêmica da capa da Revista Time: a minha opinião sobre o attachment parenting.

Fonte

Por dois anos tive a oportunidade de poder ficar em casa com ela, em função da prematuridade, o meu marido e eu não achamos certo colocáa-la na escolinha tão cedo, entãao a mamãe aqui ficou de plantão em casa por 2 anos e confesso, curti MUITO cada segundo daquela fase. Dois anos voaram e Bella já estava preparada para novos vôos, a fase da escolinha já estava começando a se mostrar necessária, em grande parte pela Bella mesmo, e assim foi, voltei ao mercado de trabalho e Bella iniciou sua vida escolar com 2 anos e 3 meses.

Adoro ser mãe, sou uma mãe muito coruja e muito dedicada a minha filha. Faço a sua comidinha eu mesma todos os dias, preparo a lancheira com o maior carinho, faço aquelas coisinhas fofas que mostro para vocês às vezes, como cortar frutinhas em formato de bichinhos e afins, cuido das suas roupinhas, das suas brincadeiras, cuido da casa sozinha sem a ajuda de diarista, cuido do marido, do cachorro e se tivesse um papagaio, ele certamente seria tão mimado quanto o restante da familia. Para isso, abdico do meu tempo pessoal, o que é uma escolha minha: eu não assisto televisao regularmente, às vezes passa a semana inteira e não assisti um programa de TV, não dedico muito tempo para me mimar, enfim, é uma escolha que eu faço todos os dias, se eu quero dar conta de tudo que estáa sob a minha responsabilidade, eu preciso abdicar de algumas coisas e estas coisas são geralmente tempo para o lazer.

Certo? Errado? Não sei, sei que não é facil ser mãe, que não é fácil ser mãe morando no exterior sem a ajuda de ninguém. Simples assim, portanto algumas escolhas são feitas para eu me sentir uma boa mãe, uma mãe que consegue dar conta de tudo o que envolve sua filha. Toda esta introdução para explicar a minha opinião sobre o tal “attachment parenting”.

A teoria do Dr. Sears alega que a ligação entre mãe e filho têm que ser basicamente “colada”, mãe e filho são um ser só nos primeiros anos de vida da crianças, com a mãe amamentando sob demanda sem tempo estipulado para parar, com os pais dormindo com o filho na famosa e polêmica cama compartilhada e com o uso regular do sling.

Vamos por partes, aqui vai a minha opinião sobre cada um destes tópicos para simplificar o texto:

  •  Amamentação:

 
Nunca pensei em não amamentar, então quando Bella nasceu tão prematura, mesmo com todas as dificuldades que tivemos, com os problemas de saúde um atrás do outro por mais de 3 meses, eu nunca desisti de amamentá-la. O processo de amamentação de um prematuro extremo é muito difícil e complexo:

* Seu corpo não está preparado para produzir leite às 25 semanas de gravidez, nao é um processo natural.

* Você tem que lutar contra a natureza a forçar seu corpo a produzi-lo com muito “pumping” (máquina de extrair leite), para tentar fazer o cérebro entender que existe alguém sugando o leite, quando na verdade a máquina o esta fazendo, e não o bebê que não esta preparado para mamar sendo ele tão pequeno.

* No meu caso apesar de todos os esforços tive que consultar uma clínica especializada em amamentaçãoo e a pedido dos médicos da Bella na UTI e sob sugestão da médica especializada em amamentação, me foi receitado um medicamento que auxiliaria no aumento na produção de leite.

Não foi fácil, muitas de vocês sabem tudo o que Bella passou em termos de sustos médicos, risco de morte, tudo aquilo que envolve um nascimento tão prematuro, portanto ter cabeça para extrair leite de 3 em 3 horas nestas condições foi um sacrifício e tanto da minha parte minha parte, tanto físico como emocional, mas mesmo assim eu dei conta do recado e embarquei nesta jornada da amamentação por mais de 7 meses.

Conclusão: Concordo completamente com a opinião do Dr. Sears sobre a importância da amamentação e confesso que não entendo mães que não lutam para amamentar seu filho. Não é fácil, é sofrido, dói e exige muita paciência, mas já que estou opinando sobre o assunto lá vai: quis ser mãe não quis? O mínimo que você pode fazer é alimentar o seu filho. E desculpa de não ter leite não desce comigo, eu não tive e dei um jeito de ter….é só querer!

  • Cama compartilhada

Discordo completamente deste ponto do Dr. Sears. Já expressei minha opinião aqui no blog (aqui e aqui) sobre o assunto da cama compartilhada e eu tenho uma opinião bem “fechada” sobre este assunto. Por mais que eu entenda que a cama compartilhada existe desde os primórdios da humanidade, eu sigo não concordando com ela.

Por quê?

* Crianças (e adultos) merecem uma boa noite de sono e uma boa noite de sono não existe quando pai, mãe e filho (s) dormem juntos. Você até pode se acostumar com a cama apertada, com pernas aqui, braços acolá, mas não é um sono profundo. A criança, principalmente, merece uma noite de sono sem interrupções, sem o ronco do pai ou a mãe tentando abraçá-lo. O soninho de um bebê e de uma criança pequena é feito de valiosas horas de descanço, o que não acontece com a família toda dormindo junto.

* Crianças devem ser criadas para serem independentes e a cama compartilhada, na minha opinião, cria um senso de insegurança na criança, o completo oposto do que o Dr. Sears alega, pois ela entende que só está segura debaixo das asas da mãe. A mãe cuida do bebê todos os segundos do dia quando ele está acordado e quando a criancinha dorme lá está a mãe de novo num grude total. A sensação que eu tenho é que a necessidade é da mãe de dormir junto, e não da preocupação em si com o bem estar da criança. É uma necessidade materna querer estar junto, grudada no filho, abraçando, beijando, mimando o tempo todo, mas será que a criancinha realmente necessita deste grude até na hora de dormir? I don’t think so….

* Estudos mostram que a cama compartilhada é uma das principais causas da Síndrome da Morte Súbita Infantil. Muito calor na cama, pais que se cobrem e o bebezinho fica abafado na cama, pais que acabam dormindo em cima do bebê, uma tristeza. Esta Síndrome ocorre principalmente em países frios, acredito que em função destes pontos acima e mais a ventilação das casas com calefação.

  • Uso do sling

O uso do sling já está difundido no mundo todo, não sei em que momento da última década virou moda usar o sling-canguru-Baby Bjorn mas todas nós mães já usamos e gostamos, tenho certeza. Que delícia passear por aí agarradinha no bebê o exibindo para o mundo. Eu AMAVA! Mas o uso do sling na teoria do Dr. Sears não se dá somente durante passeios e sim 24 horas por dia, basicamente.

Credo, cansei só de escrever.

Ele alega que o bebê precisa do contato da mãe o tempo inteirinho e cabe a mãe proporcionar esta ligação com o bebê.

Fala sério, né?

Vou acrescentar aqui mais um ponto que embora faça parte da teoria do médico, não é um dos três alicerces do attachment parenting:

  • Deixar a criança chorar

Ok, outro tema polêmico.

Vou contar a minha experiência com a Bella:

Bella começou a dormir sozinha no berço em abril de 2010, tendo ela ido para casa em janeiro do mesmo ano. Dormiu no berço sem problema, chorava para mamar, eu levantava, dava o leite e voltava a dormir sem problema. Passados alguns meses, quando ela começou a ficar mais espertinha, começou a fazer mânha. A cada hora de dormir dava aquela manhada básica e conforme os dias foram passando a mãnha deu lugar ao choro e a gritaria (lágrimas de crocodilo, sabe?). Daí eu…..sem ler nenhum livro….resolvi fazer um teste, vou sair do quarto, fechar a porta e ficar do lado de fora vendo se ela pára de chorar. Passado um tempinho, eu voltava, conversava com ela, que ainda estava chorando e saía de novo. O choro não tinha lágrimas, ela mais grito mesmo. No primeiro dia voltei umas 5 vezes, no final dormiu a noite toda sem acordar. No segundo e terceiro dia ela chorou um pouquinho e dormiu logo depois, e no quarto dia apenas fez mãnha quando saí e nunca mais chorou para dormir sozinha no seu quarto.

Bella tem quase 3 anos e dorme sozinha sem chorar desde então. 4 dias de chorinhos não traumatizaram a minha filha, 4 dias não mostraram como eu era uma péssima mãe, 4 dias mudaram a maneira como a minha filha aprendeu a dormir sozinha 12 horas por noite sem acordar nenhuma vez. Acordava feliz da vida e cheia de energia pois descansou. Não precisei levá-la para minha cama, em apenas 20 minutos de chorinho de crocodilho por 4 dias ela aprendeu a lição de que sua mãe está ali, escondida atrás da porta pronta para entrar quando ela precisar, mas que chorinho de crocodilo sem lágrima não cola sempre! Sempre atendi os choros da minha filha, mas também conhecia seus choros de bebê e o choro sentido não era o choro visto naquela gritaria na hora de dormir, aquilo ela mistura de mãnha com raiva pois ter que dormir.

O attachment parenting criado pelo Dr. Sears é um estilo “mãezona” de educar, aquela mãe que abdica de absolutamente T-U-D-O pelo seu filho. Eu concordo em abdicar de quase tudo por um filho, principalmente quando ele é bebezinho, eu fiz exatamente isso quando Bella nasceu e não me arrependo, mas eu discordo da visão xiita e machista do Dr. Sears. Na minha opinião ele vê a mãe como parte do filho e não como pessoa de vida e necessidades próprias. Uma mulher que anda com o bebê pendurado no pescoço 24 horas por dia, que não têm o direito sequer de dormir sozinha por umas horinhas, pois se seguires a teoria do médico, o bebê será criado, ensinado, a mamar sob demanda (o que é normal), mas tendo o bebê aprendido que a sua fonte de leite está há 10 cm de distância, ele mamará inúmeras vezes durante a noite não por poucos meses no início, mas por quase um ano, talvez até mais de um ano.

Não concordo. Nós mães fazemos a escolha de nos doar, mas a pressão existente atualmente com esta onda do “de volta ao 100% natural  em todos os sentidos” está gerando uma culpa muito grande, acredito que muito maior do que nossas mães sentiam há décadas atrás. Só porquê há 100 anos atrás se dividia a cama com a família por falta de opção, não significa que este seja o certo, ou que seja o certo para todas as famílias. cada família sabe o que funciona para si, no caso da minha a teoria do Dr. Sears não funciona.

Estou tendo dificuldade em expressar a minha opinião com clareza, mas vamos ver se consigo em um parágrafo final:

O mundo em que vivemos hoje é muito diferente do que era antes, há uma pressão muito grande para você ser o melhor aluno (no exterior, principalmente), o melhor profissional, a melhor mãe e o melhor tudo, e o nível de competição é enorme e não perdoa pessoas que não estão preparadas para isso. Por isso acredito muito na importância de criarmos nossos filhos para o mundo, para serem independentes, para não serem inseguros, para não terem medo de coisas e pessoas. Toda esta neurose atual em não tocar no bebê, em não deixar ninguém chegar perto pelas mais variadas razões, em proteger a criança de certas experiências e críticas gera pessoas inseguras e imaturas.

A minha experiência como professora dos pequenininhos de 3 a 5 anos me mostra direitinho que tipo de pai cada criança têm, sem nem mesmo precisar conhecer os pais a fundo. Há o time dos independentes, sociais e descolados, que interagem e se viram, e há o time dos dengosos, dos que precisam de atenção o tempo todo. Lógico que uma criança de 3 anos não será necessariamente o espelho do seu “eu adulto”, mas mostra que ela terá que enfrentar mais dificuldades do que uma criança mais independente.

Na minha opinião a teoria do Dr. Sears como um todo é uma teoria machista e ultrapassada, tendo sido criada há mais de 40 anos atrás, não comporta mais o estilo de vida que vivemos, onde a mãe também passou a ser chefe de família, onde ela sai para trabalhar às 7 da manhã sem tempo para passar a noite em claro dormindo mal ou agarrada no filho no sling. Os tempos são outros e a exigência para com as crianças também mudou, portanto cabe a nós pais criarmos nossos filhotes para o mundo e menos para nós.

Quem me conhece sabe que eu sou a mãe mais coruja e mais grudada na Bella que existe, por mim passaria 24 horas com ela todos os dias por escolha, amo estar com ela, mimo ela bastante com muito amor, atenção, colo, beijinhos, dou tudo de mim para ela, mas acima de tudo eu sou sua mãe, a única pessoa do mundo com a função de educá-la. Eu concordo com os dizeres do Dr. Sears no sentido da educação emocional, no não economizar no amor, no apego e na atenção, eu só acho que as suas táticas vão longe demais.

Agora vocês entendem por quê esta matéria gerou tanta polêmica e na verdade pouco tinha a ver com amamentar uma criança mais velha, o buraco é muito mais embaixo.

E vocês, meninas?
O que acham deste assunto?
Sei que ele é muito polêmico e por isso já estou indo ali do lado buscar meu escudo!
hahahaha

Brincadeira, gosto de ouvir inclusive as opiniões contrárias a minha, acho bacana trocarmos idéias e tentarmos entender a opinião de outras mães.

5 Comments on “Attachment Parenting” – Parte III

  1. Pâmela
    28/06/2012 at 7:11 am (8 years ago)

    Rita adorei o post grandão…

    Concordo com muito do que falou e discordo de algumas coisa também…

    Acho que o Attachment parenting é um excelente jeito de ver as coisas, mas como tudo na vida para mim, nunca deveria ser levado a ferro e fogo. Aliás acho que nada que é receitinha pronta funciona, já que cada criança é tão única…

    Concordo com todos os pontos dele, não necessariamente como ele sugere. Eu já acho que as coisas devem ser mais equilibradas. Por exemplo, acho a cama compartilhada legal (inclusive não acredito de maneira nenhuma que isso cause dependência na criança, ultimamente tenho tido mais certeza – pelos exemplos que eu vejo – e esta insegurança tem mais a ver na relação estabelecida entre mãe e filho do que dormir ou não juntos – só um exemplo), mas acho que ela não funciona para todos, e se alguém opta por não fazer uso dela não penso que esta deixando de lado a essência do que ele sugere… Foi só aquele ponto que não era do jeito ideal para aquela família.

    Melhor dizendo, a essência do que ele quer passar com sua teoria, na minha opinião é fantástica, se soubermos equilibrar com bom senso e sensibilidade as necessidades de cada criança.

    Uma coisa que me incomoda demais é a questão do chorar, como você falou. De maneira nenhuma sou contra o choro, mas acho que tem alguns motivos que poderiam ser deixados de lado. Não gosto de de dizer que 4 dias de choro não fazem mal, porque você teve cuidado e sensibilidade de observar a Bella ao ponto de ter certeza disso, mas existem pais tão desesperados com a situação que forçam a barra, e daí a criança tá sofrendo de verdade (seja porque não está pronta, seja porque tem medo, seja pelo que for) e daí sim esta criança será prejudicada. Prefiro sempre dizer que temos que TER CERTEZA de que aquela experiência está sendo frutífera… Digo isso porque minha experiência foi a oposta da sua e temos um resultado muito feliz hoje.

    Compartilhamos cama por quase 2 anos, e aos poucos e por interesse próprio (e com incentivos nossos) a Lara foi indo para o cantinho dela, dorme a noite toda, é uma criança muito segura, expansiva, conversa com todos e nunca se intimida com nada nem ninguém. Dou créditos disto muito mais ao jeito como sempre lidei com ela do que com a relação dela ter dormido com a gente ou não… E só para colocar, eu NUNCA pretendi isso, sempre coloquei a Lara no cantinho dela e sempre foi assim, até as coisas mudarem e por necessidade a levei para nossa cama e no fim das contas funcionou bem demais… Precisamos, como você falou, prestar bem atenção as necessidades de cada família. Ser sinceros com a agente mesmo (sobre a real necessidade ou não) de determinadas coisas. No fundo sempre sabemos se aquilo será ou está sendo bom ou não.

    Outra coisa que acho que não dá para levar na real como ele sugere é o sling… Adoro, incentivo, indico para as amigas mas nunca fiz uso dele 100% do tempo, de jeito nenhum, não serve pra mim. Se precisasse faria, mas acho que a gente precisa olhar para o bebê, novamente (rsrs) se ele não demanda este contato, se ele fica bem e feliz de outras maneiras acho desnecessário isso de carregar o tempo todo. Mas usei muito viu e até hoje a Lara pede para ir de sling as vezes, e ainda curte bem.

    (…)

    Reply
  2. Pâmela
    28/06/2012 at 7:12 am (8 years ago)

    (…)

    Uma coisa que acho que não tem como negar é a amamentação… Aqui também foi muito difícil, bomba, homeopatia, ordenha, spray, relactação… Fiz tudo que podia fazer… Trabalhamos a livre demanda e no fim fomos vitoriosas… Lara mamou até 1 ano e 7 meses quando desistiu de insistir num peito quase sem produção. Mas depois disso ainda pediu muito, sentia saudades, fazia carinho, queria mamar (sempre deixei e ela dizia que tinha mamado tudo, por isso tinha acabado). Pra foi um ponto de honra conseguir amamentar. Sempre acho possível, salvo situações patológicas mesmo, que é a minoria.

    Agora o sempre me soa estranho, é sobre a gente se adequar a esta vida de hoje em dia… Acho o hoje em dia tão ruim, tão cruel, e tão banal que tento dar a Lara exatamente o contrário e acredito que, ao invés de ir na maré, no sentido de, por exemplo, propiciar à ela estudo de línguas, intercâmbio, cursos extracurriculares e etc, eu prefiro focar diferente (talvez não saiba me expressar). Quero dizer que prefiro, ao invés de oferecer ferramentas, oferecer experiências que a torne forte e consciente e segura para além de usufruir das ferramentas se sair bem no manejo delas… Sinto o mundo tão frio e vejo tantos jovens cheios de cursos, falando duas ou três línguas aos 18 anos, com o passaporte todo carimbado, mas que não tem maturidade e nem sabe o que fazer com tudo que carregam… São despreparados para a dureza do mundo, cheios de ilusões de que se tiverem tudo isso serão vitoriosos e a vitória e o sucesso não depende só disto. E eu penso que não são as ferramentas que ensinam isso à eles, é a vivência, são os valores, a maneira com foi ensinado a ver a vida que os torna corajosos e preparados para enfrentar dificuldades. Neste sentido me sinto resistente ao senso comum quando se fala em educação e meios de se viver o dia a dia hoje…

    Neste sentido falo também que quando escolhemos ter um filho ou quando eles nos escolhem em um determinado momento da vida é preciso fazer concessões mesmo. Infelizmente há aquela parcela de pessoas que simplesmente não podem se dar ao luxo de oferecer esta atenção individualizada e pessoal ao filho no início de sua vida, e daí há de ser fazer arranjos e tirar o melhor da situação, mas quando se pode e mesmo assim não o faz é triste.

    Não quero me adaptar a esta correria e frenesi da vida moderna, quero conseguir equilíbrio entre as cobranças da vida atual e aquilo que considero certo, importante e vital para a minha família (é um grandioso desafio esse, diário, mas preciso enfrentá-lo, para minha felicidade e da minha família também), por isso que não considero tão ultrapassado assim as sugestões do Dr. Sears, acho que são inclusive importantes, mas devem ser olhadas com bom senso e nunca literalmente (na minha opinião né).

    E devo confessar que existe uma parte em mim é que machista (não no sentido degradante em relação à mulher, mas no sentido que tem coisas que só ela pode exercer, como a maternidade). Por melhor pai que um pai seja ele é pai, não é mãe, e mesmo quando ainda se é um bebê isso é uma tremenda diferença. E acho que se a sociedade voltasse a reconhecer isso da maneira certa, não precisaríamos, pelo menos aqui no Brasil, sofrer tanto com leis que não contribuem em nada para a maternidade e onde sim, por conta disso, as mulheres, de uma maneira geral, vivem frustradas e partidas ao meio entre seu bebê lindo que precisa dela e o trabalho que ela conquistou e que as vezes é totalmente essencial para a manutenção da vida familiar)…

    Putz grila, ficou enorme né?! Desculpa rsrs

    Beijos!

    Reply
  3. Ana
    28/06/2012 at 5:10 pm (8 years ago)

    Adorei o comentário da Pamela! Concordo plenamente! O que eu acho é que hoje em dia parece que as mães não sabem mais ser mães. Acabou aquela coisa de instinto maternal e elas precisam de um manualzinho pra saber como lidar com o filho, e aí partem pra essas filosofias, seja attachment parenting ou Ferber ou o que seja! Não acho que tem que ser assim.

    O que funciona para uma família não necessariamente funciona para a outra. E isso vale pra TUDO: amamentação, cama compartilhada, sling, chupeta, mamadeira, e tudo mais. O que a gente não pode é julgar a opção do outro porque achamos que o nosso jeito é o melhor. E nem dizer que o filho de quem faz X (inserir o que quer que seja) vai ser dependente, inseguro e etc. Cada família sabe onde o calo aperta.

    E por isso não vou dizer o que eu fiz com as minhas filhas. Porque no fundo não importa. Eu fiz o que foi certo pra minha família. 🙂

    Reply
  4. Fernanda Reali
    29/06/2012 at 3:12 am (8 years ago)

    Post imenso, assunto polêmico, mas gostei de cada palavra. Achei que tu fizeste ótimas escolhas!

    Nao suporto essas regras que as pessoas vomitam: tem que fazer isso, tem que fazer aquilo, tem que amamentar, tem que ter parto normal, aff. Eu amamentei 2, eu tive parto normal e cesárea, eu me dediquei integralemnte sem babá nem parentes por perto, mas nao gosto que isso seja norma. Cada um tem que fazer como quer, sem ser patrulhado.

    Filho na minha cama nem pensar, só aceito uma horinha para ver DVD junto, dormir não. Cama é para os pais, momento de repouso e intimidade do casal. qualquer outra interferência atrapalha.

    Nao li o que o médico escreveu, mas opinei sobre as tuas observações.

    Já fiz minhas pequenas felicidades cheinhas de blogueiras goxxxxtosas
    http://www.fernandareali.com/2012/06/pequenas-felicidades-post-34.html

    Beijossss

    Reply
  5. Sandra Nogueira
    29/06/2012 at 3:41 am (8 years ago)

    Olá Rita,

    ótimo post…principalmente os preliminares às suas opiniões que deixaram bastante claros os pontos colocados pela matéria que acabei lendo na íntegra devido às suas postagens. Concordo com a Pâmela…nem tudo deve ser visto de forma literal e muitas são as possibilidades de aplicar nos dias de hoje a teoria do Dr. Sears, como experiência própria:
    . amamentei por quatro meses daquele jeito que só você sabe, com medicamentos e tal, mas acredito que devido à morte do Jorge (fiquei sem leite até uns dez dias depois que ele morreu) as coisas não foram muito longe…bem fiz o que pude, pena que foram somente quatro meses…
    . a Helena ainda compartilha a nossa cama, por motivos variados, no início o uso do oxigênio (de noite quando engasgava ou fazia apneia e com medo de estarmos super cansados e não percebermos que ela tinha parado de respirar), depois e até agora com as crises de asma e os bronco espasmos que a fazem ficar cianótica (devido a paralisia das pregas vocais e a disfunção neurológica de deglutição) ficamos receosos de não chegar a tempo até ela para acudir…

    colocamos então uma cama de solteiro do lado da nossa cama e estamos ali compartilhando a cama com ela…até quando, não sei, para nós é certo? Acredito ser mais inevitável,por isso não dá para falar que está certo ou errado, gosto mais de adequado ou não à situação da família e da criança.

    bjos

    Reply

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