Já diz aquele ditado inglês:  “It takes a village do raise a child”, ou seja, precisa-se de uma aldeia para criar uma criança, e o post da educadora Pamela Greco (e também minha amiga querida) acertou em cheio ontem.
Estou anexando o link do post dela aqui para vocês lerem, vale a pena.
Refletindo sobre a minha jornada como mãe até agora, nestes 6 anos de aprendizado, eu posso afirmar que Bella foi e está sendo criada pela minha pequena aldeia. Me dá até vontade de dar pulinhos de alegria quando penso nisso, pois desde que Bellinha nasceu eu percebo que tive a ajuda e o carinho de tanta gente me auxiliando a criar a minha filha:

 

  • Minha mãe…..seja de longe lá no Brasil ou de perto quando estava aqui no Canadá
  • Minhas tias, minha prima, que mesmo de longe se faziam presentes
  • Minhas amigas queridas em Calgary
  • Minha amigas-mães que mesmo longe, morando em outros países, sempre me davam dicas valiosas, me ouviam
Enfim. Muita gente para agradecer.
Naquela época não existia este tanto de blogs como hoje, nem comunidades e grupos de auxilio a mães no Facebook, mas lá atrás a minha aldeia foi fundamental para a criação da minha filha e a proteção da minha saúde emocional. Eu não precisava ficar divagando sozinha sobre o que fazer, como fazer, pois eu perguntava para elas e conversávamos, dividíamos experiências, era uma delícia. Já hoje, com minha filha maiorzinha, além da minha aldeia, que está crescendo aqui em Vancouver, eu ainda tenho o auxílio de grupos legais no Facebook, de encontros com as amigas para conversar, Happy Hours para a gente rir…..e assim a aldeia vai devagarinho aumentando.
A maternidade é uma experiência estranha se formos refletir a fundo sobre a complexidade do que ela representa, e tende-se a querer viver em uma bolha, mas a experiência pode ser muito mais enriquecedora para a mãe e para o filho quando ela é compartilhada, quando os desafios são resolvidos em conjunto, quando a felicidade é compartilhada, multiplicada.
Moramos “sozinhos” aqui no Canadá, não temos absolutamente nenhum familiar morando na mesma cidade ou província, mas nunca me sinto sozinha, pois sei que construí a minha aldeia com tijolinhos muito especiais e estes tijolinhos construiram suas casinhas onde hoje eu e minha familia moramos. Nos sentimos acolhidos, queridos, parte de uma tribo.
Sempre me dizem – e eu me inflo de orgulho – que minha filha é muito querida e educada, mas agora pensando sobre isso, percebo que este elogio que enche meu coração de orgulho não é só mérito meu, da mãe leoa aqui, mas sim meu, do meu marido e de toda a minha aldeia, que sempre fez questão de estar e permanecer na minha vida e na vida da minha filha, nos cuidando, nos incentivando, nos levando para a frente.

 

 

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