Post dedicado a uma amiga querida, mãe de uma doçura picurruchinha e cabeluda 🙂

Faz tanto tempo que não escrevo um post assim, que nem sabia mais escrever!

As vezes me pego pensando, fico feliz por minha filha ter nascido em 2009, quando não existia Instagram, Facebook não era tão usado como hoje e os blogs de mães não eram tão comuns e lidos. Tive o privilégio de criá-la do meu jeito, sem a intromissão de nada e nem de ninguém. As mães atuais – mães de bebês novinhos – são vítimas de tantas “perfeições” vistas na internet, que sinceramente não sei como não entram em parafuso. A mãe de hoje tem que ter bastante paciência e discernimento para não cair na armadilha da imperfeição e das comparações.
Mãe é mãe e todas as mães são iguais.
Fato.
Nenhuma é melhor que você, nem você é melhor que ninguém.
Talvez existam apenas estilos diferentes de se criar os filhos.
Pena nós só nos darmos conta disso meses, anos depois dos nossos filhos terem nascido.
A internet está cheia de blogs sobre maternidade e isso é muito legal, pois nos dão dicas maravilhosas sobre tudo o que podemos imaginar, mas servem, principalmente, de inspiração. Há que se ter filtro para saber o que é e o que não é possível alcançar, não se deve ler as tais dicas de amiga imaginando que quem as escreve as faz seguidamente e de maneira perfeita. Talvez nisso more a pressão e a temida comparação.
Na época que minha filha nasceu e recebeu alta do hospital, cheguei em casa com instruções rigorosas vindas de seus médicos, principalmente no quesito alimentação. Fiz o que me ensinaram pois fez sentido para mim, e fiz como fiz porque tive o luxo e o privilégio de poder estar em casa com minha filha por 1 ano e meio. Preparei cada papinha, cada comidinha, ensinei direitinho como ela deveria dormir e estas são minhas grandes vitórias práticas como mãe naquela época, mas o que fiz só foi possível pois eu pude ficar em casa com minha filha. E mais do que tudo, em razão de como ela nasceu, a situação não exigiu escolha, eu tinha que ficar com ela em casa até ela completar seus dois aninhos e pronto, para ganhar imunidade e não pegar doenças infantis demais. Se ela não tivesse nascido prematurinha, eu teria voltado ao mercado de trabalho logo após seu nascimento, simplesmente porque nossa família precisa de pai e mãe trabalhando. Simples.
A perfeição mora dentro da sua vontade de acertar, você acertando ou não. Já fiz e faço inúmeras coisas que consideraria imperfeitas como mãe, mas mesmo assim faço, pois não sou perfeita:
  • Assistir o maldito Ipad, talvez mais do que eu gostaria que ela assistisse
  • Comer um chocolatinho aqui e acolá (quando eu  preferiria que ela não comesse)
  • Tomar Nescau de vez em quando (quando eu preferiria que ela só tomasse leite puro)
  • Eu falar inglês com ela, quando só deveria falar portugues! Eu tento ao maximo, mas o ingles as vezes sai….e ai???
  • Deixar ela colocar esmalte…hahahaha….jurei que nunca deixaria!
Só alguns exemplos, nada grave, mas coisas que eu gostaria que eu não fizesse, que ela não fizesse, mas penso que o número de acertos é infinitamente maior.
Minha filha se alimenta bem, dorme bem, é educada e muito, muito querida, mesmo com o tanto de imperfeição de sua mãe.
Quando outras mães ou a dona internet colocar caraminhola na sua cabeça, lembre-se que boa mãe é aquela que dá muito beijo, abraço, colo e que sabe dizer não….o resto é resto!
Com amor,
Mãe imperfeita,
Rita

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