Ponte Love Lock, a caminho de Notre Dame

  • Escolhendo o Hotel

Já virou praxe, é assim que começo a organizar as nossas viagens:
Uma vez definida mais ou menos a data e destino da viagem, eu vou no site http://www.expedia.com (ou http://www.expedia.com.br no Brasil) para pesquisar vôos e/ou pacotes.
Desta vez foi assim também. Sabíamos que queríamos Paris, e sabia a data, então coloquei no site estas informações e fui vendo os resultados. Nós optamos por comprar o pacote de passagem + hotel, pois não queria ter que fazer tudo individualmente e ficar orçando hoteis, dias de embarque, pesquisando o melhor preco.
O site Expedia gerou uma lista enorme de pacotes e eu acabei escolhendo o hotel baseado em uma dica de um blog brasileiro, esqueci o nome agora. Na verdade a moça havia se hospedado no hotel Novotel Gare Montparnasse, mas eu acabei optando pelo hotel Novotel Vaugirard Montparnasse, achei a localização melhor.
No blog desta brasileira, ela contava que havia uma serie de atividades para a família, para as crianças, como animação durante o cafe da manha e outras coisinhas, o que não vi no hotel que ficamos. Mas confesso que depois desta viagem cheguei a uma conclusão, que eu já sabia na verdade, mas que só solidificou o que eu acho sobre hoteis: são só para dormir ( na maioria das vezes).
Claro, se você for fazer uma viagem bem relaxante, como a que fizemos para o Caribe ano passado, a estrutura do hotel conta, afinal, você estara passando bastante tempo dentro do hotel, mas quando embarca para uma viagem onde sabes que haverão mais passeios na rua, onde passará o dia inteirinho fora,  não há porque escolher um hotel baseado na grande estrutura que ele tem. Novamente, minha opiniao.
O nosso hotel era ótimo, novo e bonito, bem moderno, o quarto era super aconchegante, as camas maravilhosas, uma banheira com chuveiro divino, um restaurante super gostoso no lobby e o principal: uma ótima localização. Estavamos entre os bairros de Invalides e Montparnasse.
Acordávamos cedo, tomávamos banho e um bom café da manha e era rua e rua o dia inteiro. So voltávamos para o hotel 10/11 da noite passada, somente para dormir.

Igreja Saint Sulpice

  • Se locomovendo em Paris

Comparada as cidades canadenses, Paris não está assim muito preparada para crianças de carrinho ou pessoas com necessidades especiais. Nem toda estação de metro tinha elevador ou escada rolante, e subir e descer vários andares com o carrinho era um suplício. Levamos o carrinho “umbrella” da Bella, que é da marca Inglesina, ótimo, pequeno e leve, e mesmo assim foi complicado. Não sei exatamente como famílias com bebês pequenos fazem, pois não vi ninguém de carrinho de bebezinho de colo zanzando pelos corredores do metro. Outro fator importante é que em certos horários, os trens são lotados, e a logística de se desmontar o carrinho e entrar no trem lotado com a criança no colo e todas as bugigangas que vão embaixo do carrinho não é fácil.
Dá para fazer, e nós fizemos, mas nós fizemos com uma criança de 4 anos e um carrinho umbrella.
Nós andávamos muito a pé, o dia inteiro, e procurávamos  fazer os pontos turísticos dentro do bairro, assim conhecíamos tudo de uma tacada só. Uma vez aquela área acabada, pegávamos o metrô para outra área, às vezes com 2 ou 3 conexões (escada acima, escada abaixo) para chegarmos até o destino.
Quem conhece Paris a fundo já entende do sistema de metrô, de passagens e tudo mais, mas para marinheiros de primeira viagem –  vou ser sincera, achei complexo. As linhas são diferentes, com letras, números e cores diferentes no mapa, e algumas estações tem um sistema de passagem, outra outro sistema, você não sabe direito que passagem comprar ou se pode pegar x conexões com aquela mesma passagem, ou quanto tempo a passagem vale para voce pegar outra conexão mais tarde.
Gente, dificil viu?
Mas vale cada momento perdido, pois convenhamos, se perder em Paris é a melhor coisa do mundo….lá lá lá. Me perderia todo dia por lá, com gosto.
Nossa meta era fazer o máximo possível a pé, que é o que Paris pede. Com tanta coisa linda para se ver, andar a pé é o ideal sempre.
Houve alguns momentos que pegamos taxi, porém:
Aeroporto
A moça do guinchê de informações nos avisou que para 4 pessoas, o táxi até o nosso hotel valeria mais a pena, pois de passagens de trem e metrô custaria 60 euros para os 4, e o táxi custaria 55 euros, então fizemos o que ela disse, o que foi muito mais cômodo pois estávamos viajando com criança, malas e carrinho.
Nosso aeroporto era o Charles de Gaulle, pois viajamos pela companhia Air Transat, que aparentemente nestes vôos fretados saindo do Canadá, o Charles é o aeroporto mais comum. Ele é bem longe do centro de Paris, quase 1 hora de carro.
Alguns táxis aceitam cartão de credito, você tem que perguntar antes.
 Da Torre Eiffel até o hotel
Lá estávamos nós curtindo um final de tarde embaixo da torre quando Bella grita, preciso ir no banheiro AGORA! Ave Maria, quando ela fala isso é agora mesmo, ela não consegue aguentar muito mais tempo. Só que para nossa surpresa, não havia um banheiro ali por perto, ao menos nenhum banheiro que tenhamos visto em nossa árdua busca por um toilet. Caminhamos para cá e para lá, perguntamos, apontamos, e nada, ninguém sabia indicar um banheiro, não conseguíamos avistar nada por ali, então tivemos que pegar um taxi dali até o hotel. Deu 14 euros e chegamos a tempo, graças a Deus.

Jardins de Luxemburgo

  • Crianças em Paris

Achei o máximo como crianças são tratadas em Paris, exceto o acesso aos metrôs – que é complicado para os pais –  mas de resto nota 10!
Se você é avistado com uma criança, sempre terá preferência. Fomos na Montparnasse Tower, e tinha uma fila imensa de pessoas para subir. O funcionário disse que seria mais de 1 hora de espera, até que um segundo depois um funcionário nos avistou e nos levou para o inicio da fila. O mesmo aconteceu no Louvre , no Palacio de Versalhes, no museu Rodin, Jardins de Luxemburgo e por ai vai. Neste ponto a cidade esta preparada para receber famílias e facilitar suas vidas, não deixando-as amargar em fila por muito tempo.

** Farei um post especial sobre alimentação infantil em Paris, por isso não comentarei nada agora. **

4 Comments on Paris: Curiosidades Parte II

  1. Juliana Leal Valera
    28/06/2014 at 12:31 am (3 years ago)

    Rita, tudo bem?? Faz um tempão que não passo por aqui, culpa da vida corrida, mas sempre estou te seguindo no Insta e Facebook, acompanhando as novidades.
    Lindas fotos da viagem. Nunca fui a Paris, deve ser demais.
    Beijos
    Ju
    http://www.voucontarpravoce.blogspot.com

    Reply
  2. Nine Copetti
    28/06/2014 at 3:03 am (3 years ago)

    E a vontade de pegar um voo pra Paris agorinha aflorando em mim sem limites!!! Ai o que as amigas fazem com a gente!!!

    Reply
  3. Liliane de Paula
    30/06/2014 at 1:35 pm (3 years ago)

    Rita, Susan Spencer-Wendel, que escreveu o bonito livro de despedida "Until I say goodbye", faleceu dia 04/06.
    Como li sua postagem por ocasião da leitura do livro, e gostei, vim avisar.
    Acredito que vc já tenha sabido.
    Bom passeio.

    Se puder, tire esse "chato", verificador de palavras. é a 4 vez que vou tentar acertar. Blogs para serem visitados, não necessita dessa coisa chata.

    Reply
  4. Trícia
    01/07/2014 at 1:24 pm (3 years ago)

    Realmente o metrô de Paris dá um nó na nossa cabeça! Ficamos com a nítida sensação de virar minhoca de tanto que descemos escadas e entramos em túneis e descemos mais escadas e …gente…confuso total! Depois de uns 2 dias a gente se acostuma com o sistema colorido/númerico dele e vai ser feliz e se perder em Paris (pq concordo contigo, ficar perdido lá nem é ruim assim…kkkkkkkkkk).

    E sim, Paris é mega fácil e gostoso de andar com criança, eles são super receptivos!

    Ai ai Paris….deixa saudades né?

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