A coluna da Maria, Maria de hoje está ótima, como sempre, mas me deu uma ótima deixa para falar de um medo que quase todas nós temos: fazermos aqueles exames de rotina para saber se esta tudo bem (ou não).
Aff
Quem gosta?
Ninguém!
Quem morre de medo de fazer qualquer exame que seja e ouvir uma resposta contrária a “está tudo normal”?
Eu.
Morro de medo. Sempre.
Isso me lembra muito a pesquisadora e assistente social americana Brene Brown, que tem uma extensa pesquisa sobre vulnerabilidade. O que é vulnerabilidade afinal? É você se abrir de verdade, principalmente para o que você tem medo. É dar a cara a tapa. Você se colocar em uma situação em que você pode não gostar do que vem pela frente, mas você não se culpará ou se arrependerá depois por causa do medo, você terá a coragem de dizer: “To morrendo de medo, mas quer saber, vou fazer igual?”

Eu me sinto vulnerável o tempo inteiro, principalmente depois do nascimento da minha filha!
Minha filha nasceu prematura, e agora?
O que será que vai acontecer?
Não sei, mas não posso ter medo, tenho que me permitir ser vulnerável e ter esperanças, mesmo que me machuque depois.
Tenho que fazer um exame que o médico pediu!
Mas e agora?
E se o resultado não for bom?
Tenho que fazer para poder diagnosticar algo antes que seja tarde demais, no final das contas é este o sentido da prevenção. Se detectar cedo, terá infinitamente mais chances de curar do que o contrário.

Sempre lembro que há alguns anos quando botei a mão no pescoço e senti um nódulo inchado. Hum, o que seria aquilo? No dia seguinte descobre-se que o Reynaldo Gianecchini estava com câncer e tinha os nódulos do pescoço inchado.
SURTEI NA BATATINHA.
Podem imaginar.
Fiquei me corroendo por 2 semana morrendo de medo de ir ao médico, na minha loucura já certa do atestado de óbito (credo). Até que tive coragem de contar para meu marido, que riu de mim, como sempre acontece quando eu surto antes de saber se devo surtar. No dia seguinte fui ao médico e levei o marido junto, no caso de péssimas notícias ele estaria lá. 
Entro no consultório e o médico na maior paciência do mundo: “Cadê o nódulo, nossa, tão pequeno que eu nem acho ele! Ahhhhh isso aqui, querida não se estresse, as vezes por causa de uma infeção de garganta ou qualquer outro motivo um nódulo pode inchar um pouco e as vezes nã volta ao seu tamanho normal, pode ficar tranquila que não é nada.”

Saí do consultório chorando – de alegria – e corri para o abraço do marido que, de novo, não entendeu nada. O meu medo era tão desproporcional ao que podia ter acontecido, que eu desabei de tanta felicidade. Totalmente irracional.
Depois deste episódio eu me forço a driblar o medo e ligar para o médico de uma vez e marcar a bendita consulta cada vez que sinto algo errado. Sigo com medo, claro, mas o meu medo sempre diminui quando eu crio coragem de ligar para a clínica e marcar consulta. Parece que discar o telefone e marcar a consulta em si já é meio caminho andado. E SEMPRE que saio do consultório médico sinto aquela sensação de dever cumprido.
Isso se dá não somente no quesito exames médicos, mas em tudo na vida:

  • Ter coragem de entrar em uma reunião e trabalho, aquelas que você sabe que serão pesadas e ruins
  • Ter coragem de se matricular em algo….e quem sabe ser negada ou reprovada
  • Ter coragem de colocar seu bebê na creche, dar tchau e sair porta afora
  • Ter coragem de se declarar a alguém….ou ligar primeiro
  • Ter coragem de escrever um blog e dar sua cara a tapa

Ou como exemplificou Brene Brown em uma das suas entrevistas:

  • Ter coragem de tentar engravidar de novo depois de 3 abortos espontâneos
  • Ter coragem de levantar da cama no dia seguinte ao seu divórcio
  •  Ter coragem de ligar para alguém que você conhece que acabou de perder alguém
Enfim…
Cada vez que eu sinto medo, eu penso nesta autora e daí me encho de coragem.
Tudo na vida dá medo, agora mesmo, estou ouvindo meu cachorro roncar atrás de mim e instantaneamente, na minha cabeça de mãe neurótica acabei de pensar em uma fração de segundos “Ele já tem 8 anos, daqui a pouco não estará mais aqui, o amor canino da minha vida.” Mas e daí? Não terá cachorro pois um dia se irão?
Se você está com medo de seguir a Maria, Maria e ligar para seu médico para marcar aquele checkup de rotina, lembre-se do que eu disse: Pegar o telefone e fazer a ligação já é meio caminho andado!

Website da Brene Brown….imperdível
Com seu blog (divino, muito inspirador), vídeos e seus livros – quero ler seus 2 novos livros, por sinal, pois já li o primeiro.

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