Disse o poeta: Filhos…
Filhos?/Melhor não tê-los!/Mas se não os temos/Como sabê-lo?
Ainda não sou mãe, mas sei
que vou ser (não sei quando, ainda). Nunca tive dúvidas, desde pequena, de que
queria ter filhos, passar pela gravidez e usufruir dos “benefícios” de ser
gestante.
Não me refiro aos facilitadores de preferência em filas, de vaga especial para estacionar ou de satisfazer o
desejo de comer chocolate (e outras milhares de gostosuras) sem culpa.
Penso que o “momento
grávida” deve ser um estado de graça, mesmo sabendo que os pés incham, que
estrias aparecem, que nos últimos meses é desconfortável dormir e que a
gravidade é infalível com o corpo da mulher.
Eu realmente acho que
todas as grávidas são lindas, adoro vê-las desfilando na beira da praia de
biquíni ou pela cidade com blusas largas.
Por outro lado, me pego
pensando se vou dar conta do recado. Às vezes, pareço não dar conta de mim!
Faltam horas no meu dia para mim, como vou dividir essas horas com mais alguém?
Mas diante de casos que
tenho à minha volta, minhas questões começam a serem solucionadas. Vejo que a
mulher que se tornou mãe entende que pode tudo. Nada é impossível, se ela
quiser, afinal, ela foi capaz de gerar e dar à luz a uma outra vida. Passou não
só pelo desafio do parto, mas pela dor de fazer o primeiro corte no cordão
umbilical. Antes seu filho ficava “guardadinho” e protegido em seu ventre,
agora, ele é do mundo. Será que existe dor ou angústia maior para uma mãe do
que o significado do parto?
Feliz daquela mãe que deseja
asas para seu filho, mas tem certeza de suas raízes.
E após toda essa transição
entre a proteção de seu corpo e a exposição para o mundo, a mãe continua sendo
o lar e o alimento do seu filho.
Vejo minha irmã, mãe há 4
meses, alimentar-se de refeições frias, não ter tempo para um bom banho, para
assistir um filme. Unhas e cabelo? Que nada, isso é luxo. Mesmo sentindo falta
de satisfazer necessidades básicas ou relaxantes, vejo que ela está plena.
Então minha irmã se tornou
mãe e não foi diferente para ela: desde que meu afilhado nasceu, ela sabe que
pode o que desejar, pois por aquilo que é mais difícil, ela já passou.
Não estou sendo coruja em
demasia nesse momento, mas preciso dividir minha constatação com o mundo. Meu
afilhado completou ela de tal maneira e abriu tanto seus horizontes,
simplesmente por existir, que, no momento, ela não precisa de mais nada, a não
ser ele.
Minha irmã ganhou o mundo,
ela tem tudo, pois tem a ele. Hoje ela sabe que não há desafios que ela não
enfrente, que não há batalhas que não vença, pois ser mãe, é ser guerreira.
Mãe vai à caça, por sua
cria; prepara o ninho para o seu filhote; enfrenta os predadores; alimenta;
educa; ama e depois, entrega o filho para a vida. Mesmo assim, as mãe ainda são
detentoras de seu maior bem: o filho. Parece contraditório!
Dizem que o maior amor do
mundo, é o amor de mãe.
Durante a gestação do meu afilhado,
minha irmã ouviu muito uma música: I’ve got you do Jack Johnson. E não é
que o guri adora essa música? Quando, nem mesmo o seio de sua mãe é suficiente
para estancar o choro, ouvir aquela música traz uma paz, não só para ele, mas
para a dinda dele.
Traz paz para ele, pois
parece que a composição da letra foi baseada em um filme retratando a jovem
história desta mãe e deste filho. Diz, mais ou menos assim: Eu tenho você,
tenho tudo. Eu tenho você, não preciso de mais nada além de você. Eu tenho
tudo, eu tenho você.
Quando a música toca, ele lembra que está protegido e
se acalma. E essa é a sensação mais genuína que os filhos têm em relação aos
pais, a proteção.
E a paz que a música traz para essa dinda? Além de significar que o choro parou e que ninguém vai perceber que
sou incompetente na função de aconchegar meu afilhado, demonstra para mim que
minha irmã, ao tornar-se mãe, se encontrou, afinal, ela tem a ele e não precisa
de mais nada.

Encontrou a força que sempre
teve, mas não conhecia e, ouso dizer, encontrou sua missão no mundo inspirada
em sua maior preciosidade, no melhor presente que a vida poderia lhe dar.
Para conhecer a Maria, Maria clique aqui.

5 Comments on Poder de mãe

  1. Anonymous
    14/11/2013 at 5:45 pm (4 years ago)

    mana, meu cálice transbordou lendo teu post!! te amo-te adoro!!

    Reply
  2. rita
    14/11/2013 at 7:38 pm (4 years ago)

    Ai que lindo, pura verdade.

    Não existe NADA no mundo igual ao amor de mae, so depois que se é mae é que se sabe, ate entao se imagina, mas nao se imagina igual a realidade.

    Amor de mãe é irracional, olha eu esta semana, debatendo se coloco o nome da Bella ou nao no sorteio para a Imersão Francesa na escola, e com pensamentos sombrios de:

    "Onde estou me metendo, querendo ensinar a menina a ter um frances fluente, depois ela cresce e resolve ir para Paris para fazer faculdade e eu vou me arrepender"

    hahahaha

    A gente quer dar asas, mas tem medo ao mesmo tempo, admiro demais a minha mae que nunca disse nao quando eu resolvi vir para o Canada, eu nao sei se eu conseguiria ter a paz de espirito que ela teve, eu iria dar um escandalo.

    Mas quando a hora chega o amor de mae fala mais alto e se o filho será feliz em Vancouver ou Paris, cabe a ele saber e a mae aceitar….e começar a juntar milhas para visitar!

    Aconselho a todo mundo engravidar logo para saber a dor e a delícia que é ser mãe, o mundo é muito mais divertido com filhos, cachorro, papagaio, casa bagunçada, historias engracadas para contar, brigas com o marido de madrugada para ver quem vai levantar e trocar fralda, levar 2 hors para sair de casa e ainda assim esquecer metade das coisas no balcão da cozinha…..quando tu tiver teu bebe saberás 🙂

    Beijinhos
    Rita

    Reply
  3. Anonymous
    14/11/2013 at 8:33 pm (4 years ago)

    Apesar de não ser mãe, você soube descrever muito bem muitas das coisas que fazem parte da maternidade. Adorei o post.

    Reply
    • Rita
      15/11/2013 at 3:58 am (4 years ago)

      Concordo, a Maria, Maria escreve muito bem sobre maternidade, imagina depois que for mae?

      Um abraco
      Rita

      Reply
  4. Paulinha
    18/11/2013 at 6:10 pm (4 years ago)

    Me identifiquei tanto com essa postagem! Talvez por termos aproximadamente a mesma idade… os mesmos anseios, dúvidas, medos… e a vontade de ser mãe!

    Reply

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