Não posso fazer uma semana dedicada aos “Pets” e não contar a história do meu, né?
Não sei quem é mais famoso neste blog, se a Bella ou o Butters!
Eu sempre quis um cachorro, mas morando em apartamento com todo mundo estudando ou trabalhando fora, o sonho não se realizou até meus vinte e tantos anos.
Valeu esperar cada minuto deste sonho:


Eu sempre tive dois sonhos na vida: um bulldog e ir para a Polínesia Francesa, para mim um buldogue é equiparado as praias mais lindas do mundo! Você nunca verá um filhote mais lindo, mais gordo, mais fofo e mais tudo na vida do que um filhote de buldogue!


Meu marido sabia que depois de comprarmos a nossa casa, o próximo passo seria ter um cachorrinho….sim, antes de termos filhos….e quando a sua prima me ligou um dia para dizer que a Pedrita, sua buldogue, tinha acabado de ganhar meio-irmãozinhos eu delirei. Coitado do meu marido, ele não teria a menor chance de me convencer do contrário!

Ligamos imediatamente para a criadora de buldogues, uma senhora que depois veio se tornar nossa super amiga, da família mesmo, de tanto que gostávamos dela. Ela foi muito durona no telefone, mesmo conosco dispostos a pagar MUITO dinheiro pelo filhote. Finalmente conseguimos convencê-la a visitarmos a sua casa e vermos os filhotes, pois ela não queria, disse que não nos conhecia e que não se sentia confortável vendendo um de seus filhotes para quem ela não conhecia e tinha confiança.


Finalmente chegamos na sua casa, uma casa enormeeee na verdade, no bairro de Springbanks em Calgary. Primeiro ela nos fez visitar e conhecer cada um de seus buldogues: a tia do Butters acima, a Emily, mãe da Pedrita, depois o pai do Butters, depois a avó do Butters, depois as primas do Butters, 6 buldogues ao todo. Depois de sei lá quantas horas de visita, ela finalmente deixou nós vermos os filhotes…sem compromisso, ela não prometia nada.
Ai que tortura meu Deus!
Ela disse que somente 1 filhotinho não tinha dono ainda, e ela achava que era porque ele era maior que os outros, era macho, tinha patas enormes e era IGUAL ao pai. Vejamm bem, o pai do Butters recebeu o apelido de estátua, pois ele era gigante! Acho que 2 vezes o tamanho do Butters hoje.

Vejam o tamanho da “estátua”! Não me admiro que alguns tenham ficado com medo do cachorrinho ficar com o tamanho do pai, enorme. Mas não eu!
Foi amor a primeira vista!


Esta foto foi tirada no dia que conhecemos o Butters!
Tem como não se apaixonar perdidamente por uma coisinha destas?
Me senti super orgulhosa pois a Rita…nome da criadora dos Bulls….disse que NUNCA deixava possíveis pais segurarem os filhotes antes da segunda dose de vacinas, que seriam somente 1 mês depois deste dia, mas depois de mil horas na casa dela, ficamos tão amigas que ela deixou não só eu segurar o Butters, como também todos seus maninhos e bater mil fotos.

As maninhas do Butters
Eu nasci para ser mãe “prematura” pelo visto, pois quando conhecemos o Butters tivemos que esperar dois longos meses para levá-lo para casa, e depois 4 meses e meio com a Bella….que isso gente? Teste de paciência de mãe!
A criadora era muito séria e cuidava dos seus cachorrinhos até seu terceiro mês e só entregava para os donos depois de todas as doses de vacinas e de cada um ter recebido a sua tatuagem de identificação!

O Bryan também se apaixonou loucamente pelo seu filhote, e desde o primeiro minuto viraram melhores amigos:


Visitamos o nosso filho por dois meses todo santo final de semana, mesmo sendo fora de mão, metade do caminho para as montanhas rochosas! Ficamos íntimas de toda a família de buldogues, pegamos dicas preciosas com a Rita e o Bill, senhores de idade já, donos dos bulls, e eu sabia a história de cada buldogue que a família já tinha criado, criamos um laço de amizade maravilhoso com eles.
Em 2011 a nossa querida amiga Rita faleceu inesperadamente e eu fiquei muito muito triste por muito tempo, pois ela realmente fez parte da nossa história, quando nos víamos a cada final de semana ela nos dava um abraço tão gostoso que parecia que nos conhecíamos há anos. Até hoje lembro dela e de como sei que fomos especiais para ela e o Bill, pois conheço a reputação deles e eles não “davam” seus filhotes para qualquer um.

Foto dedicada a querida Simone, que também sonha com um buldogue!

Bryan e Bill tinham altos papos cabeça sobre buldogues e política a cada visita!

Infelizmente a Rita nunca deixou eu bater uma foto dela 🙁
Mas a lembrança daquela risada ficará para sempre!
Acima já é a segunda geração de maninhos do Butters, a cada nova ninhada a Rita nos ligava para visitar, nos dando entrada “liberada” para mimar e segurar todos os cachorrinhos!
Depois de longos 2 meses finalmente levamos o nosso dengo para casa!
Sinceramente, uns dos dias mais felizes da minha vida….a realização de um sonho!


Butters chegou em casa e se sentiu parte da família desde o primeiro minuto. Está para nascer cachorrinho mais amado, cuidado e mimado do que este. Juro, difícil de achar, viu?
Ele desde pequenininho já mostrava sua personalidade forte igual a sua mamãe! Fico até com pena do meu marido, pois eu tenho personalidade fortíssima, assim como a Bella e o Butters. Equilibramos bem, visto que ele é super zen, só um Dalai Lama para aturar a gente, né Bella e Butters?
A gente comanda a casa!
Somos os reizinhos!

 

Buldogues são cachorros difíceis de treinar, pois eles são lindos e gordos e sabem disso, então se considere sortuda se você conseguir convencer seu cão a vir quando você chamar! Nunca esqueço uma TARDE que dediquei a ensinar o Butters, com 3 meses de idade, a vir quando eu dizia COME. Acho que nunca dei tantos biscoitos na vida dele.
Uma hora eu lá em cima do deck e ele lá embaixo no meio do pátio….falei COME e ele veio correndo! Me senti vitoriosa, como se tivesse ganho a mega sena!
Butters foi matriculado em uma aula de treinamento de filhotes mas deu vexame, não fazia nada que era pedido, no melhor estilo Marley e Eu.

Buldogue é uma raça muito querida, calma, carinhosa, latem muito pouco, ao ponto de eu achar que o Butters não tinha voz (sério). Ele foi para casa e nunca latiu por semanas, até que um belo dia ouvimos UM latido e mandei o Bryan olhar pois achava que tinha 1 cachorro estranho nas redondezas de casa, até que olhamos no meio do gramado e lá estava nosso majestoso Bull….latindo!


Ele é muito querido e interessado nas visitas, não tem ninguém que ele não goste. É bobão até demais, mas assim que é bom, pois quando trouxemos Bellinha para casa, ela tão pequenininha, ele jamais sentiu ciúmes, jamais criou problema, pelo contrário, Bella se transformou na pessoa favorita dele em casa, mais que eu e Bryan. Quer saber onde está o Butters? Procure pela Bella. Ele senta nos pés dela e até colo quer!


Embora esta raça seja tudo de bom em todos os sentidos, ela não é para qualquer um. Você precisa estar disposto a realmente cuidar do seu cachorro, da sua alimentação e saúde com muito esmero, pois é uma raça propensa a certos problemas de saúde.
Nós cuidamos do nosso bull com todo o zelo, limpo suas rugas e orelhinhas todos os dias (mãe boa, eu sei!), damos banho toda semana, cuidamos muito da alimentação dele pois ele tem alergia, enfim, há um cuidado muito grande, também financeiro. Tem que estar disposto a levar no veterinário seguido, comprar ração de alta qualidade (não as achadas em lojas comuns), tem que realmente botar a mão na massa como se fosse uma criança que merece todos os cuidados dos seus pais.
É uma raça que não vive muito, mas todos os cachorros da família do Butters viveram mais de 11, 12 anos, pois a Rita e o Bill cuidavam muito bem deles. Butters já tem quase 8 anos e está aí lindo e forte, cheio de saúde, o nosso único problema é lidar com a alimentação e alergia, mas afora isso nunca nos deu trabalho ou contas de veterinário milionárias!
É o amor da nossa vida, a Bellinha e ele, os nossos maiores bens. E embora tenha gente que não seja assim super fá de animais, e possa achar exagerado, eu não tenho vergonha de dizer que o meu cachorro é minha cara metade, acho que nunca dei tanto amor e um amor tão puro e verdadeiro quanto dou para ele e para a Bellinha. É um amor de mãe mesmo, que não se mede. Eu olho para o meu buldogue e meu coração se derrete e eu penso que preciso amá-lo com tudo de mim pois sei que em breve ele não estará mais conosco.
Todos os dias quando saio de casa dou um beijo na bochecha gorda dele e digo BUTTERS, I LOVE YOU SO MUCH
🙂
Coisas de mãe!

6 Comments on A história do Butters

  1. Misuri
    29/10/2013 at 5:47 pm (4 years ago)

    Rita! Me identifiquei completamente com a sua postagem a respeito do Butters! Ele e lindo, perfeito, gostoso! *-*
    Eu tenho um sithsu e ele é quase isso que o você falou do Butters, a diferença é que ele é menorzinho! Quando ele chegou em casa, eu e minha mãe achamos que ele não tinha fala também! Ele CUSTOU pra latir!
    Cachorro é tudo de bom! Impossível não amar! São GRANDES companheiros! A briga aqui em casa é quando eu me casar! Já pedi a guarda compartilhada do Yuki pra minha mãe! Uma semana comigo, uma com ela! kkkkkk
    Vê se pode!
    Abração
    Bruna

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  2. Larissa Bany
    29/10/2013 at 6:33 pm (4 years ago)

    Rita li o post com meu marido do lado, ele é louco pra ter um cachorro. Babamos a cada parágrafo e a cada foto. O Butters é muito lindo! Beijos

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  3. Alicinha
    29/10/2013 at 10:17 pm (4 years ago)

    Adorei Rita, um dos seus melhores posts! Também sou super fã de cachorros. Adorei a foto do Butters "secando" os bolinhos na mesa. Uma carinha tão carente, do tipo "me dá um pedacinho?" Lindo!

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  4. Juliana Leal Valera
    30/10/2013 at 7:35 pm (4 years ago)

    Que bacana a história da família!!
    Eu sou super a favor de ter animaizinhos em casa, ainda mais com crianças… Mas sempre temos que saber que eles vão exigir cuidados e atenção, alguns probleminhas e muitos gastos aparecerão. Mas eles nos dão muito amor e isso compensa muito.
    Tenho saudades dos meus gatos que ficaram no Brasil.
    Beijos

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  5. Flicka
    16/11/2013 at 10:45 am (4 years ago)

    Owmmm Rita!! Que lindoooooo!! A historia e ele!! O que é ele filhotinho?! Tem como resistir?? Impossivel!!!
    Amei!

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