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Quem mandou falar antes da hora, acho que a Bellinha está na fase dos terríveis 3 anos e meio.

Vixi, que isso, gente?
Nem sabia que existia.
E com a chegada desta temida etapa na vida da minha filhota nós todas ganharemos uma pesquisa profunda sobre como passar por esta fase sem grandes traumas e como conseguir (ter saúde emocional) para criar e educar uma menina para lá de serelepe e de personalidade forte como a Bella.
Não me perguntem nada ainda, este semana pesquisarei um bom livro sobre o assunto e depois de um profundo estudo e conversas-cabeça intermináveis com a minha amiga e conselheira (professora da Bella), voltarei aqui para contar o que aprendi.
Para mim é uma dificuldade separar a Rita mãe da Rita professora e às vezes eu me pergunto se eu sou dura demais. Mas se eu não for dura e educá-la, quem vai? A vida? Através de muitos percalços? No thanks, prefiro eu mesma ensiná-la no que eu puder.
Mas qual o problema então?
Bella tem uma personalidade muito forte e quando digo forte, digo forte mesmo, não é coisa de birra e de mãnha, é um traço de personalidade em que ela questiona profundamente o não e se revolta quando as coisas não acontecem como ela quer. Vejam bem, a minha filha é um anjinho se comparada a maioria das crianças que vemos por aí, para terem uma idéia ela fala os seus “please” and “thank yous” sempre e pode sentar em um jantar de adultos por 2 horas quietinha (e sem filme no Iphone) e se distrair quietinha sem incomodar ninguem. Mas ela não é perfeita e tem seus momentos, principalmente quando esta frio e tem que colocar o casaco, dai ela roda a baiana como se fosse o fim do mundo. A minha preocupação se dá pois estes momentos estão ficando complicados de se lidar, mesmo para alguém com experiência com crianças como eu.
Eu não quero ser dura demais e afastar a minha filha, fazer com que ela não queira a mãe como companheira, mas também não admito deixar ela correr solta por aí sem uma mão forte direcionando-a para onde ela deve ir, para o caminho certo.
Dá para ser mãe querida e educar e disciplinar ao mesmo tempo?
Putz, que complicado viu?
Ser mãe de menina é complicado pois elas tendem a se rebelar contra a mãe e pedem exílio (ou colo) para o pai.
Bora ler bastante, pois o meu instinto materno está um pouco confuso neste momento, não estou sabendo bem como equilibrar estas duas tarefas.
Quem falou que ser mãe é facil?

Mae de meninas….alguma dica de livro para mim?

11 Comments on Os desafios de ser mãe de menina

  1. Trícia
    09/04/2013 at 11:19 am (4 years ago)

    Oi Rita!

    Sou mãe de menina e sei bem como é essa fase. minha filha passou, foi duro, mas passamos por ela…rs. A dica que posso te dar, como mãe e psicóloga, é: paciência, amor, conversa, carinho e paciência de novo.

    Aliás, acho que a paciência é a palavra-chave da maternidade pq somos testadas a todo segundo pelos filhos e isso nos faz aprender a refletir, contar até mil de trás pra frente pra não surtar, hehehehehe.

    No site da Revista Crescer – http://revistacrescer.globo.com/ – tem boas dicas de várias mães e especialistas sobre o comportamento infantil.

    O que podes fazer?

    Quando sua filha não quiser colocar o casaco, por exemplo, explique que ela vai sentir frio e que precisa pq pode adoecer e aí não terá como brincar, vai tomar remédio etc etc etc…

    O mais difícil da maternidade é justamente aprender a dar limites aos filhos. É aprender a dizer NÃO e o pior (na minha opinião como mãe) é SUSTENTAR esse NÃO (ou seja, não ceder a "chantagem emocional" que os filhos fazem, sim, pq eles sabem como ninguém nos convencer de algo, rssrsrs.). É díficil, dói, mas é preciso, é imporante pra eles.

    Quando ela teimar com você com algo que sabes que é necessário, fundamental pra ela, insista, diga que ela fazer.

    Sustente o NÃO, as birras podem até vir depois disso e em um primeiro momento ela pode correr pro pai (pra que ele a 'salve' dessa situação), aí vem uma parceria com o ele para que aquilo que você não permitiu se mantenha – trocando em míudos: vocês devem falar a mesma língua, o que um dizer que não pode o outro deve manter (se não concordar, conversem depois, à sós, mas ñ na frente da criança, para não confundir a cabecinha dela).

    Não se preocupe que se em algum momento ela se aproximar mais do pai por X ou Y. É comum que a criança se aproxime daquela pessoa que normalmente dá mais liberdade e menos "punição". Se é você que chama a atenção dela, será inevitável ela se procurar o pai como 'aliado', mas isso ñ quer dizer que ela te ame menos, e sim, uma forma de reagir a algo que não lhe agradou.

    Falar com carinho, no linguajar da criança, explicando SEMPRE o porque disso e daquilo. Eles entendem.

    De resto, você vai aprendendo na relação com ela, acertando, errando, assim se constroi uma relação. Sempre com muito amor, paciência e carinho!

    Estou aqui se precisar de algo tá?

    Beijinhos e que dê tudo certo com sua princesa! 🙂

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  2. Trícia
    09/04/2013 at 11:24 am (4 years ago)

    Desculpe os erros de português, escrevi rápido e agora que vi que tem alguns errinhos! 😉

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  3. Carol P
    09/04/2013 at 1:06 pm (4 years ago)

    Tricia adorei seus conselhos.
    Rita seu o q vc esta passando. Terrible twos hehehe chegou a ser piada, agora q a coisata feia.

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  4. Lu Azevedo
    09/04/2013 at 2:20 pm (4 years ago)

    Rita,

    Eu nao acho que esse comportamento seja exclusivo de menina. Isso é coisa de criança. Aqui o Nic tambem vai procurar o pai quando nao consegue algo comigo – ou vice-versa. Por isso é importante os pais conversarem muito pra pelo menos tentarem agir da mesma forma com a crianca.

    Aqui a fase mais difícil ever foi a dos 3.5 e so agora, com quase 4.5 é que está passando. É a fase que a criança começa a saber argumentar e impor seu ponto de vista e suas vontades. É uma boa coisa! Mas como são muito pequenos, nao racionalizam e se deixam levar pelas emoções.

    Aqui em casa, a abordagem lúdica sempre ganha da conversa. Eu sei que a Bella entende tudo, mas nessas horas de birra, o caminho mais curto é tentar "ganha-la" brincando. Uma ideia seria vc dizer "vamos ver quem consegue colocar o casaco primeiro? Eu ou vc?". Nao sei se ela ja veste o casaco sozinha, mas um jeito divertido é coloca-lo no chão, aberto. A crianca se posiciona perto da gola, coloca os bracinhos nas mangas e passa o casaco por cima da cabeça. Será que deu pra entender? Desde que o Nic aprendeu a técnica nunca teve problema pra vestir casaco!

    Mas sempre que nao quer fazer algo, as coisas que funcionam são: 1. Perguntar se ele consegue fazer tal coisa antes da gente terminar de falar congamonga. Eu sei, é silly, mas funciona, especialmente se a gente fala devagar. 😉 2. Inventar uma historia simulando a situação problemática e usando personagens que ele gosta. Faço isso na noite anterior por exemplo e na historia (dá pra usar bonequinhos tambem) eu demonstro como ele faz (sem usar nomes) e como ele deveria fazer. Uso vozes e deixo ele perceber que é mais cool e divertido fazer do outro jeito. 3. Ter uma música que o condiciona a fazer algo. Essa aprendi na waldorf. De repente vc adapta uma música que ela gosta substituindo uma palavra por casaco, sei lá. A ideia é ter uma musica tipo a do clean up time, que qdo vc começar a cantar ela executa aquela tarefa. 4. Pra quando tudo falha, digo que vou contar ate 3. Se ele preferir fazer tal coisa sozinho, que faca, senão, qdo chegar a 3 eu ajudo. SEMPRE funciona. Nao é o melhor, pois é quase uma imposição, mas serve pros momentos críticos.

    No mais, adoro o livro Raising an Emotionally Intelligent Child, John Gottman. Melhor pra criancas acima de 4 anos.

    Beijos!

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  5. Adriana
    09/04/2013 at 4:47 pm (4 years ago)

    Lu, concordo contigo! Menino tb faz, Ri! 🙂
    Aqui em casa normalmente o q funciona é a disputa pra ver quem vai fazer primeiro. As vezes a luta é pra subir e escovar os dentes… Nessa hora eu corro pra escada e digo q vou cegar antes dele. Precisa ver! Junta todas as forças e sai disparado na minha frente! (Em tempo, odeio apostar corrida na escada, mas tem dias q nao sobra alternativa).
    Contar até 3 tb funciona! Hahahaha O mais engraçado é q isso é linguagem praticamente universal! Já vi mães fazendo o mesmo em árabe, chinês, inglês

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  6. Anonymous
    09/04/2013 at 5:01 pm (4 years ago)

    Gurias

    Amei os conselhos….o problema?

    Estamos sempre na correria e quando os pitis acontecem não tenho tempo de lidar com eles do jeito mais pedagógico que eu gostaria…ou é dentro do carro indo para a escola em 10 minutos, ou no Walmart entre um compromisso e outro , infelizmente não dá para fazer as brincadeiras, tem que ser uma coisa mais direta mesmo.

    Está aí a minha dificuldade, pois eu ando sempre correndo, tenho pouco tempo entre um compromisso e outro e os pitis sao sempre nestas horas.

    Só muito cha de camomila mesmo.

    Beijinhos
    Rita

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  7. Mamãe Nádia
    10/04/2013 at 1:48 am (4 years ago)

    Rita…eu aprendi há muito tempo a abandonar meu título de mãe legal. Eu sempre quis ser a mãe legal, a mãe amiga e companheira. Mas li em algum livro (não lembro qual) algo sobre isso que me fez pensar. Ou sou mãe e assumo meu papel (autoridade) e educo bem meus filhos, ou sou a legal, e deixo eles fazerem birra e vou passando a mão na cabeça…
    Aí eu parei de querer me esforçar pra ser legal. Sou uma mãe bem exigente e meio megera às vezes. Mas fui percebendo que eles gostam disso, confiam mais em mim. Percebi isso trabalhando como professora também. Mostro primeiro o meu lado firme, eles me respeitam e eu conquisto a confiança deles. E só depois eu mostro meu lado legal.
    Isso tem funcionado, e eu vou seguir sendo firme e quando preciso sou daquelas megeras…Mas claro que isso só nos momentos de pitis mesmo, porque nos probleminhas do dia a dia conversando a gente resolve tudo. Meu meninos também tem personalidade forte e questionam tudo, não aceitam qualquer coisa e não é fácil convencê-los. Eu gosto disso. Mas é preciso muita esperteza pra saber quando eles estão questionando ou quando eles estão querendo te passar a perna e fazer birra…Hahaha, não é fácil!
    Bjos.

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  8. Mamãe Nádia
    10/04/2013 at 1:53 am (4 years ago)

    PS: Mas realmente criar meninas e bem diferente, elas realmente vão pedir colo pro pai…
    Com meninos a coisa é outra. Não importa o quando eu seja dura (o pai é o coração mole aqui em casa), eu sou sempre a heróina deles. Acho isso engraçado. Eles nunca se voltam contra mim. Ao mesmo tempo que tenho que ser megera muitas vezes, eles me tratam como uma princesa. É muito bom esse sentimento quando temos filhos meninos, quem sabe um dia se vc tiver um poderá notar as diferenças.
    Então realmente é bom vc ler livros específicos.
    Mas sempre temos que aprender a praticar o amor firme. Não é fácil. Muitas vezes tenho medo de estar ou no amor meloso demais, ou na firmeza demais. Difícil encontrar o equilíbrio…mas a gente segue tentando!

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  9. Sandra Nogueira
    10/04/2013 at 5:38 am (4 years ago)

    Aff…concordo com a Nádia, acho que devemos ser firmes, mesmo com as meninas queridinhas dos papais, mas alguém aí já viu alguma literatura para educação de crianças especiais (especificamente Paralisia cerebral)? Vou confessar, acho dificílimo impor limites à Helena…ela é e tem que ser super estimulada, toma medicamentos fortíssimos e muitas vezes passa a perna na gente porque sabe que qualquer coisa que ela faça (mesmo as traquinagens) são uma evolução…difícil demais viu? Estou agora começando com o auxílio de uma Psicopedagoga que prepara pais e crianças especiais para o convívio saudável em família e na escola, nossa primeira sessão é no sábado, se ela me passar alguma coisa interessante te falo Rita…bjos

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    • Anonymous
      10/04/2013 at 8:28 pm (4 years ago)

      Rita! Eu estou nessa fase e não encontro o equilíbrio!! Me ajude com sua experiência por favor!! Minha pequena tem demonstrado que prefere o pai, a tia do que a mãe. Socorrooo!!!
      maarline1@yahoo.com.br

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  10. Pâmela
    15/04/2013 at 4:55 am (4 years ago)

    Ahhh as lindas menininhas rsrsr

    Lara tem um gênio… exatamente como eu HOJE. Porque minha mãe conta que eu era um bebê fácil, que aceitava fácil as coisas, tinha meus pequenos caprichos, mas no geral fácil – segundo ela (mas vai ver ela tinha esta impressão porque meu irmão mais velho foi um bebê muito difícil rsrs).

    São traços fortes, na mesma medida que ela é doce, carinhosa e prestativa ela é impaciente, geniosa e forte! Afff

    Acho que eu nunca pensei em ser a mãe legal, eu sempre quis ser uma boa mãe. Então nunca tive dificuldade em educar para nada, eu achando certo, eu fazia/faço. O coração mole aqui em casa é o pai. Sempre conversamos em como tinha que ser tudo igual na maneira de conduzir as coisas aqui, mas ele amolecia frequentemente. Até que, a pouco tempo a Lara solta pra mim que o papai fazia ela feliz e a mamãe deixava ela triste. Morri. Daí sentei para conversar com o marido para mostrar o quanto que as amolecidas dele confundiam ela, não educava, mas fazia entender que enquanto a mamãe proibia, dava limites, o papai fazia carinho e arrumava um consolo…

    Graças a Deus que tenho um marido compreensivo e aberto, me escutou com paciência e entendeu que o que eu falava desde o nascimento da menina era FATO! Se ele já me escutava antes por conta da minha formação, depois desta prova cabal ele me escuta MESMO.

    Olha até hoje NUNCA encontrei um livro bom sobre criação de meninas… Comprei um muito famoso por aqui "Criando Meninas", mas achei tão superficial, tão simplista que nem consegui terminar de ler…

    Adoraria dicas de literatura rsrs

    Beijosss

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