Puxa, meu plano era fazer um vídeo sobre esta blogagem coletiva de hoje, mas infelizmente a minha trupe está todinha em casa esta semana e eu não gosto de fazer vídeo com platéia me olhando!
Prometo outro vídeo em breve, mas hoje vamos de texto mesmo!
A proposta desta blogagem coletiva é falar sobre o consumismo infantil. Vou contar para vocês o que acontece aqui em casa e o que fiz para a Bella não ser uma consumista mirim:

  • Bella não assiste televisão “aberta”
Aqui em casa nós não assistimos televisão durante o dia e de noite só depois que a Bella dorme. Virou um costume, nós simplesmente não assistimos TV. Nós brincamos, arrumamos a casa, saimos para passear, televisão só em certos momentos e mesmo assim Bella só assiste Netflix, ou seja, seus desenhinhos sem propaganda.
Acho que Bella nunca assistiu uma propaganda na vida portanto ela jamais disse “Mami, quero isso, quero aquilo.”

  • O produto pertence a loja
 Esta dica é preciosa para quem tem filho pequeno, se vocês puderem adotem a minha dica que é infalível. É um comportamento que eu tive bem inconsciente mas um dia me dei conta e pensei: “Nossa, funcionou”.

 Quando Bella era pequenininha e morávamos em Calgary, nós íamos seguido ao shopping Southcenter (ô saudade) e lá visitávamos a loja da Disney. Bella amava correr pela loja e brincar com os bichinhos de pelúcia e ver os brinquedinhos irresistíveis, mas eu sempre disse esta frase mágica na hora de ir embora:
“Hora de colocar o brinquedo na prateleira pois ele pertencem a loja, ele não é nosso, não o levamos para casa.”
Ela largava o brinquedinho sem problema e íamos embora. 
Segue sendo assim até hoje.
Hoje a Bella pensa que a loja da Disney é um parque de diversões, ela não entende que é uma loja. Não vamos lá com frequência,  vamos quem sabe 2 vezes por ano, já que só tem uma em Vancouver no shopping Metrotown e é longe de North Vancouver, então Bella pensa que é um lugar para brincar e ir embora.
Hoje ela está mais crescida e às vezes diz “Mami, podemos levar isso para casa?”, na maioria das vezes eu digo não, mas quando digo sim eu explico que ela só pode levar 1 coisa para casa. Há 1 mês fomos a minha loja de brinquedos favorita no mercado Londsdale Quay e Bella se apaixonou por um carrinho de polícia e depois queria uma caixa de carimbos. Pedi que ela pensasse e decidisse o que ela queria mais, e ela pensou….pensou….correu e devolveu o carrinho e levou os carimbos. Sem briga.

  • Não dê espaço a tentação, não vá as compras com seu filho
Fica difícil explicar a uma criança que ela não pode querer algo se ela é levada a uma loja seguidamente. Eu raramente vou as compras com a Bella a tiracolo, geralmente faço isso no final de semana quando ela pode ficar em casa com o Bryan.

  •  Não vá comprar roupas para o seu filho com ele de acompanhante
Esta sim é perigosa, principalmente para meninas. Você não precisa estimular a sua filha a consumir moda, ela aprenderá sozinha….não me pergunte como! Bella é muito fashionista e ela não é exposta a absolutamente nada! Para começar comigo! A mamãe aqui veste jeans, camisera e casaco de moleton dia sim e outro também, portanto ela não aprende por observação. Talvez esteja no DNA desta criançada de hoje.
Conheço os gostos da Bella e sei que ela ama rosa e lilás e que se a roupa não tiver uma legging e uma saia ela não a vestirá de jeito nenhum, então quando ela precisa de algo eu vou SOZINHA, para não alimentar este consumismo de moda desenfreado que vemos por aí.

  •  Não alimente marcas
Eu nunca digo: “Nossa, que casaquinho da GAP lindo” ou “Amo este All-Star de luzinhas”, aqui em casa as meninas da casa não consomem marcas, compramos o BBB, bom, bonito e barato. Meu marido é mais garoto “Diesel & True Religion”, mas eu e Bella usamos roupas simples, eu nunca me criei consumindo marcas e não gostaria que minha filha fosse escrava disso.
Aqui em casa roupa bonita é roupa bonita, não é roupa bonita desta ou daquela marca.

  • Fuja da tentação do brinquedo demais
Eu AMO comprar brinquedo educativo, sou professora, é a minha tentação, mas eu tento resistir a aqui em casa. Por mais que eu compre brinquedinhos lindos e legais, Bella sempre acaba brincando com patinete, bola, balão e carrinho…pra quê mesmo eu gasto com brinquedos variados?
Este dica é para a mãe, não para o filho. Esta roda materna de hoje nos dá a sensação de que precisamos consumir absolutamente tudo o que está na moda, mesmo quando o nosso instinto diz que nossos filhos não precisam daquilo.

 Conclusão
Google
A luta contra o consumismo tem que partir da mãe e não do filho. Aqui no Canadá é difícil demais não querer fazer umas comprinhas, tudo é BARATÍSSIMO. Você compra roupas belíssima para crianças por menos de $ 15 dólares, você encontra as marcas mais famosas por precinhos camaradas, você cruza com os brinquedos dos sonhos e são praticamente dados….como não querer?
Não sei, é uma luta diária.
Mas vivendo e aprendendo, hoje eu vejo que a minha filha precisa de muito pouco, as coisas favoritas da Bella são:
  • Usar saia, “bailarina” como ela chama
  • Andar de patinete
  • Jogar bola e brincar com balão 
  • Brincar de bambolê
  • Brincar com seus bichinhos de pelúcia
  • Brincar de carrinho
Só isso.
Então eu venho comprando menos e menos brinquedos. Roupinhas só o que é confortável e o que ela usará na escola, roupa enfeitada, 1 ou 2 para um passeio ou jantar na casa de alguém.
Bella seguirá sem ver TV aberta e a tendência é que siga não vendo, pois nós pais não assistimos quase nunca. Bella também provavelmente irá para uma escola ano que vem onde a televisão é um grande NO-NO. Um dos requisitos indiretos da escola Waldorf é que as famílias não estimulem o consumismo nas crianças e restrinjam a televisão o máximo possível, o mesmo com o uso de videogames e afins. Pode parecer meio radical mas a filosofia da escola prega a criança sendo criança e o uso da imaginação, e todos nós sabemos que a televisão elimina o uso da imaginação, a criança senta e apenas absorve o que assiste, ela não tem condições de processar aquilo que está vendo.
Então eu e o Bryan estamos fazendo o máximo que podemos para deixar que a Bella seja criança o máximo possível, sem exageros. Ela AMA-AMA-AMA o seu Ipad, mas eu digo quando ela pode olhar e ela assiste quem sabe meia hora por dia nó máximo, geralmente quando estou fazendo janta ou arrumando a casa.
Tarefa difícil proteger os nossos filhos contra o estímulo ao consumo, mas se nós pais ao menos pensarmos sobre isso e tentarmos controlar um pouquinho que seja, já será meio caminho andado.

5 Comments on Mamãe está de olho: Consumismo

  1. Trícia
    08/04/2013 at 11:13 am (4 years ago)

    Rita, penso um pouco diferente de você. Tenho uma filha de 6 anos que sempre assiste desenhos no Discovery Kids e de vez em quando na TV aberta (cheia de comerciais que estimulam o consumismo). Quando vamos com ela a um shopping e passamos por uma loja de brinquedos explicamos que não podemos comprar, no início ela não compreendia 100%, hoje já entende e não pede.

    Compramos roupa pra ela somente com ela. A levo, ela ajuda a escolher (e experimenta uma por uma, rs) e quando – eventualmente – escolhe alguma que não cabe no orçamento eu aviso que aquela não dá, para trocarmos por outra.

    Ano passado no Dia das Crianças fizemos diferente, estipulamos um valor para o presente dela (50 reais) e na Americanas para que ela escolhesse até esse valor o presente que iria ganhar. (Mantemos a surpresa do presente escolhido pelos pais para o Natal e Aniversário).

    Foi ótimo fazer isso. Ela viu várias opções de brinquedos. Um brinquedo de exatos 50 reais e outros dois que juntando os dois dariam 50 reais, optou por comprar 2 no lugar de um.

    Sou contra o consumismo desenfreado, comprar brinquedos por comprar. Optamos por brinquedos educativos também (até falei disso no meu último post no blog), e ela agora que aprendeu a ler adora ganhar livros e incentivamos isso.

    Acredito que uma conversa clara, direta e com uma linguagem acessível à eles é possível negociar valores, explicar quando pode, quando não pode. Educação financeira se faz desde criança, acho fundamental que eles tenham este raciocínio.

    Achei seu post bem interessante e concordo qdo dizes para não se prender a marcas. Aqui fazemos exatamente isso. Nem eu, nem meu marido somos de consumir da marca X, Y ou Z. Adoramos uma roupa de loja de magazine (rs) – Renner, Riachuelo e afins. Nossa filha vai pelo mesmo caminho. Para as roupinhas de casa, aquelas que vão ficar surradas de tanto sentar no chão, rolar, sujar optamos por roupas do comércio popular, de tecido leve e baratíssimas.

    Ensinar SEMPRE, essa é a nossa função como pais para o resto das vidas. Ensinar, explicar, mostrar o porque disso e daquilo. As crianças entendem sim, basta saber falar.

    Eita…escrevi bastante, hehehehehe…., mas é que acho que é um assunto importantíssimo e deve ser abordado sempre. Orientando a criança agora teremos adultos mais educados financeiramente.

    Parabéns pelo post!

    Bjs! 🙂

    Reply
  2. Andreia Cristina
    08/04/2013 at 1:04 pm (4 years ago)

    Ei Rita!

    A dica de dizer que o produto pertence à loja é muto boa.
    Aqui ainda não chegamos na fase de pedir. Acho que vale conversar, explicar, com o tempo eles vão aprendendo né?

    Bj!

    Reply
  3. Desirée Tapajós
    08/04/2013 at 5:33 pm (4 years ago)

    Rita concordo com a Tricia temos que mostrar que existe no mundo e ai dizer que aquilo não pode, pois fico pensando como será quando sua filha ver uma propaganda? Será que ela saberá se defender dessa publicidade tão pesada. Mas o mais importante que se está dando certo para sua família isso que importa.

    Nesse ponto concordo com você criança tem que ser criança, viver e se vestir com tal.

    Uma excelente semana.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

    Reply
  4. Toninha Borges
    08/04/2013 at 6:49 pm (4 years ago)

    Saber dizer NÃO aos filhos não quer dizer que somos ruins. Faz parte da vida e do crescimento deles.
    Bju
    Toninha

    Reply
  5. Pâmela
    15/04/2013 at 5:16 am (4 years ago)

    Esta é uma luta que eu assumi desde que engravidei!

    MOrria de medo de uma filha que desejasse de tudo e sem necessidade… Fiz tudo que estava ao meu alcance para isso não acontecer…

    Depois de 2 anos ela se afeiçoou por algumas figuras, mas nunca deu trabalho em relação ao consumismo.

    Minha frase mágica nas lojas de brinquedos era: "não, eles não são nossos, ele são da loja, não pode levar, ele vai ficar triste longe dos amiguinhos deles lá." Ela compadecida pelo sofrimento do bichinho o devolvia na prateleira e completava "fica aí com seus amiguinhos tá, outro dia eu venho te ver". rsrs

    Hoje a história é outra, ela entende, hoje não é dia de ganhar brinquedo… e deu. Normalmente eu dou outra opção, se estou no mercado digo que ela pode escolher, por exemplo, o pão que vamos comprar, se estamos em outro lugar digo que podemos brincar de "não sei o que" em casa quando chegarmos, se ela deixa, se faremos isso e aquilo. Geralmente funciona. Quando ela insiste muito entendo que quer muito mesmo.

    É uma luta isso, com certeza! E aqui perdemos uma a pouco tempo. Tramitava uma lei em sp em que proibiria de associar personagens infantis, brinquedos e cia a alimentos. Mas perdemos. No dia seguinte foi ao ar uma propaganda bem alegre do Mc Lanche Feliz, eu disse para meu marido que a caixinha do lanche, como um personagem vivo, tinha ares de tiração de sarro, sabe aquela coisa do uhu aha, to aqui i rsr, bem comemorativa.

    É mais uma coisa a ficar atenta! 🙂

    Bjinhosss

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