Fonte
Li muito quando estava grávida: li O que Esperar Quando se Está esperando de cabo a rabo, li o livro do Dr. Delamare, comprei diversos livros sobre maternidade, aqueles bem engraçados com crônicas de pais e mães, e acho que não passei um dia sequer sem ler o site Baby Center.
Li, li, li e achei que sabia tudo o que deveria saber sobre o parto e pós parto. Quando a hora H chegou, eu vi que absolutamente ninguém, nem os livros, nem os sites de maternidade e nem a minha mãe, me contaram certos detalhes sobre o parto.
Venho pensando em escrever este texto há tempos, mas sempre mudo de idéia. Estranho, pois as informações que vou dividir com vocês não são um bicho de sete cabeças, mas por algum motivo (vergonha?) ninguém fala sobre elas.
Serei eu a falar então. Pronto!
Vou começar discursando sobre o corpo humano. Todas nós temos absolutamente a mesma anatomia e os mesmos “fenômenos” que acontecem com você, certamente acontecem de maneira parecida, senão igual, à sua vizinha. E para complementar a minha introdução, vale lembrar que médicos falam destas coisas com tanta naturalidade, que se tirarmos a vergonha de lado, também veremos que não há motivo para censura.
Prontas?
Vou do mais light ao mais chato.
  • Talvez você não sinta contrações na hora H. Talvez você seja como eu, que senti dor nas costas o  parto inteiro, e por sorte tive um pingo de sangramento, senão a dona Bella tinha nascido em casa! Pasmem! A médica neonatologista que fez o meu parto me contou que eu tive algo não muito comum, mas nem tão raro assim: contrações silenciosas. Em momento algum tive contrações de sair gritando e gemendo por aí, tive dor na região lombar e depois cólicas. Sabem aquela cólica chata de menstruação? Pois é, aquela mesma, igualzinha. Portanto se você estiver com mais de 5, 6 meses de gravidez e tiver dor nas costas e cólica, por favor vá direto para a maternidade, não acredite em quem diz que é só apenas “Braxton quicks” ou dor de grávida. Até pode ser, mas lembre-se que talvez você possa estar sentindo contrações silenciosas. 

  • Você vai sentir frio e calor ao mesmo tempo na hora do parto. E o pior: você não poderá tomar muita água. Aguente firme!

  • No decorrer do parto, e por parto digo as horas e horas que o antecedem, você terá a impressão de que tem que fazer cocô. Pronto falei, a parte que ninguém gosta de falar. Mas vamos lá, tentarei escrever da maneira mais elegante possível. No meio do frio e do calor, você terá uma vontade doida de fazer xixi e lá pelas tantas você também terá vontade de fazer cocô….but….não é cocô não, é o bebê descendo. Tive uma enfermeira do meu lado, segurando a minha mão (mãe prematura ganha muito mimo, acreditem) e ela ia me contando passo a passo o que eu estava sentindo. E aquela explicação me fazia mentalizar o que ela estava dizendo. Se era o bebê nascendo ok, quando a vontade aparecia eu aguentava firme até passar.

  • No meio do “fusuê” todo, você terá vontade de fazer xixi. Só que aí vem o problema, você provavelmente não poderá levantar. Terá então que usar um pinico (pronto, falei).

  • A bolsa não estourou?
    Hora de estourá-la.
    Eu tinha pesadelos só de pensar em ter uma agulha estourando a bolsa, mas quer saber? Não dói absolutamente NADA. Eu nem senti a bolsa estourar, senti apenas o líquido descendo, que tem a mesma sensação de fazer xixi. Igualzinho, portanto, não é um bicho de sete cabeças.

  • Hora de empurrar o bebê! Agora sim a coisa começa a ficar intensa. A força que se tem que fazer é desumana, e por muitos momentos eu lembro de pensar “Eu simplesmente não tenho forças de empurrar este bebê para fora de mim”, e a sensação é desoladora. Hoje eu vejo que o momento do parto é o momento em que você se dá conta de que não é mais criança. Você não terá a ajuda de ninguém para dar a luz àquele bebê, caberá somente a você esta missão. Dói? No meu caso doer não seria a palavra, eu senti muita pressão, só senti dor nos últimos minutos do parto quando a Bella já estava prestes a sair. Mas aqueles últimos momentos colocam a prova a humanidade de qualquer mulher. Eu sempre penso, até hoje, se eu tive forças para empurrar aquele bebê daquela forma eu mesma, sozinha, sem a ajuda de ninguém, não será um teste de cidadania canadense que vai me estressar.

Bebê nasceu! Viva! Yupi!
E agora?

  • Bom meu amor, agora você será informada de que terá que expelir a placenta. Super legal. Eu nunca tinha pensando na placenta enquanto estive grávida. A placenta meio que sai sozinha quando você tem um bebê nascido a termo, mas se você tiver um prematuro, você terá que expelir a placenta, ou seja, empurrar de novo até a bendita sair. E lá se vão mais 30 minutos de esforço.

  • Parto, acredito que tanto o normal quanto a cesárea, causam sangramento parecido com menstruação. Muito mais forte e por muitos mais dias, mas como ele pode gerar maiores problemas, você será perguntada o tempo como está o seu sangramento. No meu caso não sei se os enfermeiros não acreditavam em mim ou se é algo ligado a prematuridade (acredito que não) mas às vezes eles pediam para eu mostrar o meu absorvente. Falando em absorvente, leve no mínimo uns 2 pacotes de absorvente SUPER DUPER ULTRA MAXI grande para o hospital.

  • Ainda sobre sangramento. Troque o seu absorvente o tempo todo no início, de meia em meia hora se possível. Mesmo que o sangramento não seja muito grande em meia hora, o odor é bastante forte, portanto troque sempre que puder! 
  •  Você só poderá sair do hospital se já estiver fazendo xixi e cocô regularmente.

Ok….última parte chata, prometo!

  • Você será examinada para ver se não desenvolveu hemorróidas. No meu caso justamente no turno em que eu teria alta, me aparece um enfermeiro para me examinar. A cena foi ridícula. O enfermeiro muito gato me dizendo que teria que fazer o exame, eu tive um acesso de riso e disse que não faria exame nenhum com ele nem que a vaca cacarejasse e me recusei tanto que o pobre teve que sentar do meu lado para me convencer por uma boa meia hora. Depois de muito convencimento ele examinou em menos de 1 segundo e disse : “Viu? Pra que o escandalo?”. Acho que estava tão traumatizada por tantos constrangimentos que não sabia que teria que enfrentar que no último eu simplesmente surtei.

Pronto!
Viva!
Acabei!

E nem doeu né meninas?

A minha intenção em dividir este assunto com vocês é por que passei por tudo isso sem saber sobre nada. Nunca li sobre nada disso em livro NENHUM (absurdo) e ninguém nunca me falou. Confesso que fiquei bastante chateada e constrangida ao ter que passar por estas situações sem saber o que esperar. A cada entrada de médico e enfermeira no quarto eu já começava a suar frio, a imaginar o que estaria por vir. E depois que passei por tudo isso pensei : “Por quê raios ninguem nunca me falou?”

A minha experiência é de parto normal, portanto não sei se tudo o que descrevi acima vale para cesárea, mas acredito que sim.

Então espero que de posse destas informações valiosas, e por quê não, secretas, vocês possam encarar a hora do parto sem constrangimentos.

Eu passei por tudo isso e sobrevivi e hoje estou aqui para contar história.

E no final de tudo, o seu pacote de alegria estará esperando por você! Vejam a belezura da Bella no hospital. Esta foto não é de quando ela nasceu não, é de perto da data em que ela recebeu alta. Vejam o mimo da roupinha micro de prematura.

12 Comments on Maternidade nua, crua e sem censura!

  1. Amanda Bruchado
    25/01/2012 at 11:08 am (6 years ago)

    Olá Rita, adorei sua iniciativa! Ótimo relato! Muitas mulheres tem vergonha…Como estou gravidinha é ótimo ver depoimentos de quem já passou pela situação, porque daqui a pouco eu quem vou estar nessa situação… Medinho…Mas quando nasce nasce dizem que todo aquele esforço valeu a pena!! Um beijão Rita e da uma passadinha no meu blog estou começando a falar da minha gravidez!! ;****

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  2. Nêssa Rodrigues
    25/01/2012 at 2:02 pm (6 years ago)

    Oi Rita, gostei muito do seu relato, eu estou planejando engravidar, ando lendo muita coisa e ainda não li nada sobre isso que você contou… obrigada por dividir!
    Bjos

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  3. Carine
    25/01/2012 at 4:00 pm (6 years ago)

    Rita, que palavras mais lindas, sinceras, sério… me envolvi com a leitura e já repassei (como sempre!!). Não perca jamais este teu encantamento ao escrever coisas tão especiais e que fazem tão bem para as mamães e para quem deseja ser mãe um dia, como eu. PARABÉNS pela sinceridade e por fazer a diferença nos nossos dias!! beijos Carine

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  4. Roberta Corrêa
    25/01/2012 at 4:14 pm (6 years ago)

    Oi Rita!! Adorei o post! Sabe que eu sempre senti muito medo do parto natural, acho que é uma coisa cultural que a minha geração acabou pegando com a popularização da cesariana. Porém a gente cresce né! Ainda tenho medo, das dores principalmente, mas aos poucos acho que meu lado mais humano vem sussurrando nos meus ouvidos que um parto natural não precisa ser necessariamente uma experiência ruim, muito pelo contrário. Conheci a pouco tempo o projeto Parto pelo Mundo, que é liderado pela irmã de uma amiga minha, e comecei e me interessar pelo assunto! O projeto é lindo e as motivações dele mais lindas ainda! Fazia tempo que queria te mostrar isso, acho que pode ser legal para muitas leitoras do Botõezinhos que assim como eu querem entender melhor como tornar esse momento mais especial e transformador. Segue o site: http://www.partopelomundo.com/ – vale ler o blog que mostra todas as experiências de parto que ela vem conhecendo pelo mundo! Beijinhos

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  5. Anonymous
    25/01/2012 at 6:19 pm (6 years ago)

    Oi Rita!

    Sou a Ludmila, de Brasília, mãe do Lucas de 2 meses e meio. Apesar dele ser um bebe a termo, leio muito sobre o assunto prematuridade. Sou da secretaria de saúde do DF e trabalho como fisioterapeuta em uma UTI neonatal num hospital público na periferia de Brasília. Confesso que sempre leio sobre as doenças dos bebes, sequelas, tipos de estimulação, etc. Mas, nunca busquei olhar com mais carinho para as "mães da UTI". Que vergonha! Sei que tenho pouco a oferecer, sempre tentei trata-las com carinho e oferecer o mínimo de dignidade, mas eu posso ir além. Depois que li os seus relatos e o de outras mães aqui no seu blog, fiquei muito sensibilizada. Mandei o link para as minhas colegas da UTI. E quando acabar minha licença e voltar a trabalhar, sem dúvida terei uma postura diferente diante dessas mulheres, que estão os corações dilacerados diante de tanta dor e tanta expectativa. Com certeza, farei minha parte, para que os dias dessas mães na UTI sejam menos dolorosos e que elas possam lembrar com carinho dos momentos difícies, mas que tiveram amparo, abraços e ombro pra chorar quando precisaram. Parabéns pela superação e pela sua linda princesinha. Que Deus as abençoe!!

    beijos

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  6. Beatriz!
    25/01/2012 at 7:19 pm (6 years ago)

    Olá minhas lindonas: Bella e Rita!
    Rita realmente não é um bicho de sete cabeças ser mãe, mas os detalhes somente aqui vim ler realmente.(risos)
    Bem sonhava em ter partos normais. Li alguns livros que ensinavam determinados exercícios para ajudar na hora do parto. Fiz todos os exercícios. Enfim a data chegou e não podia mais esperar. Minha primeira filha nasceu através da Cesárea, pois se fosse induzir o parto o que já não seria mais um parto normal ela não suportaria por falta de líquido. Então fui para o centro cirurgico sem sentir nadica de nada. Só senti dores, muitas dores após o parto. Menina, pensei que não teria coragem de arrumar outro. Quanto ao absorvente comprei os grandões como você indicou. Mas acredita, o sangramento veio menos que a menstruação o que já não é tão exagerada (pelo menos a minha). Acabei que doei o restante para o hospital no outro dia quando tive alta. Na consulta pós parto, o meu médico achou que a Bia já estava escaldada com a primeira filha. Sorri e falei, claro que não quero outro para fechar a fábrica logo. Mas por ter sido cesárea ele me proibiu e pediu para esperar a Tainá fazer dois anos. Assim obedeci, quando Tainá fez dois anos, pronto engravidei de Renan, tudo de novo o sonho de pelo menos esse ser parto normal. Que nada, novamente cesárea. Essa mulher que vos fala só tem tamanho e gordura passagem que é bom, vixe nunca, nadinha de nada. Nem sei o que é dor de parto. Se bem que antes da Tainá tive um aborto, senti dores horríveis, mas que lógicamente nos fazem sobreviver ao final, mães que já tiveram aborto e também parto normal costumam dizer que a dor é igual. Aí lhe conto outro segredo que você não postou mas que não posso deixar de falar.
    A AMAMENTAÇÃO!!!
    Não comprei nadinha de mamadeira e leite.
    Comi de tudo, nem me importei para os quilos a mais, queria mesmo era ser uma boa "vaca leiteira". Até o bico do peito rachou e eu forte cuidei e aguentei a terrível dor ao dar de mamá….
    Aff, minha filha com uma semana abriu a boca a chorar e nada fazia parar, nem o remédio para gazes. Meu pai chega e fala: – Sua filha está é passando fome.
    A Bia abre a boca e começa a chorar, não acredito. To dando o peito de duas em duas horas, intercalando, tomando muito líquido, comendo direitinho?
    Mas é fome. Então liguei para esposo que trouxe o leite e a chuca. Ao chegar esterelizamos arrumamos o leite a danada dormiu, parou o choro. Ela custou largar o peito, mamava nos dois até ver que nada saia para depois aceitar a mamadeira, isso durou uns dois meses. Mas meu leite nunca jorrava.
    Já com o meu caçula o Renan, ele começou dormir a noite toda, pensei: Obaaaaaaaaaaaa, desta vez o leite está dando certo, fiquei toda orgulhosa, finalmente vou amamentar até ele ficar grandão.
    Que nada, na primeira consulta com a pediatra o Renan havia perdido peso, a médica olhou meu leite e disse que não era o suficiente, mas indaguei: Eita, mas ele dorme a noite toda já. Ela disse, pq ele é muito bom. Mas vc terá que entrar com mamadeira.
    Então lá vai a Bia fazer mamadeira.
    Quando o Renan descobriu o que era ter a barriguinha cheia, nem quis mais peito, ao contrário da irmã, tive logo que controlar os horários das mamadeiras.
    Fiquei chateada, pois todo mundo, no Mundo todo fala que toda mulher dá leite.
    Minha pediatra disse que se não for feita a campanha desta forma, muitas mães não insistem e acabam dando mamadeira antes mesmo de ter certeza se são boas ou não para dar leite. E que de fato, existem mulheres que não produzem leite o suficiente para alimentar o próprio filho.
    Então está aí a outra parte da história que muitos não falam. Espero que a futura mãe que ler isso, pelo amor de Deus tentem ao máximo cuidar de seus filhos. Feliz é a mãe que pode amamentar corretamente seus filhos.

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  7. Anonymous
    25/01/2012 at 7:25 pm (6 years ago)

    Olá, Rita!
    Tinha tempo que não postava, mas tô sempre acompanhando.
    Muito bacana a sua decisão de fazer esse relato e contar tudo-que-você-queria-saber-sobre-a-hora-do-parto-e-não-aparecia-um-cristão-para-te-contar.
    Me fez lembrar uma frase do Frei Betto, da qual gosto muito: Quem não vive para servir, não serve para viver.

    Um abraço e sucesso sempre, Alberto Bota

    Reply
  8. Mônica Carvalho
    25/01/2012 at 8:00 pm (6 years ago)

    Oi, Rita!

    Amei o relato!
    Realmente,concordo com cada palavra e vírgulas.
    Quando optei por parto natural, a grande maioria das pessoas tinham aquele olhar reprovador, por incrível que pareça até alguns médicos.Felizmente, encontrei Dra. Sylvia Vianna. Ela foi maravilhosa antes, durante e depois do parto. Digo isso porque quando escolhemos o profissional que nos acompanhará nessa incrível jornada, devemos pensar que as coisas não acabam no parto.Principalmente para as mães de primeira viagem, as dúvidas e medos continuam, enfim é essencial alguém que lhe deixe a vontade.
    Agora voltando ao parto,sempre vi em filmes ou relatos de pessoas a tal história da bolsa que rompe. Gente, senti as dores e depois de horas e horas, nada. Então, me perguntava "Cada aquela água da bolsa?" O médico que me acompanhou até a chegada de Sylvia, entrava no quarto de tempo em tempo, até que ele chamou meu marido e falu algo. Depois se aproximou para me examinar novamente (foi o que eu pensava) na realidade ele rompeu a bolsa. Rita, infelizmente no meu caso foi diferente, senti uma dor daquelas…
    Beijos.
    Mônica Carvalho

    Reply
  9. Mercia
    26/01/2012 at 2:24 am (6 years ago)

    Vc é demais Amiga, ficou otimo o post, super verdadeiro!!! Beijos

    Reply
  10. Pâmela
    26/01/2012 at 5:19 am (6 years ago)

    Ai que post legal! Adorei! Realmente tem coisas sobre maternidade que ninguém fala MESMO! Só grávida fui descobrir que aqui no Brasil era costume (alguns hospitais ainda fazem ou alguns médicos ainda insistem em fazer) fazer lavagem intestinal e tricotomia (raspagem total dos pelos pubianos). Quando descobri isso me neguei a permitir que alguém fizesse isso comigo! srrs

    Aqui tb se estoura bolsa como parte da rotina de partos, mas muitos nem estouram, li uma reportagem sobre um bebê que nasceu envolto a bolsa (líquido havia saído, mas ela não havia estourado, por isso estava intacta), quando o bebê nasceu aí rasgaram ela… impressionante!

    Sobre o tal exames de hemorróidas eu não passei por ele e ninguém que eu conheça que tenha feito parto normal tb passou… interessante isso rsrs.

    Nem o do sangramento… ninguém ficou me analisando, só perguntaram se tudo ia bem… Tb não tive tanto sangramento assim, ele durou bastante, mas o médico disse que e cesáreas eles costumam "limpar" bem o útero, daí que sangra em menos quantidade… Um absorvente comum teria dado conta do recado aqui comigo rsrs

    Tb tive alta antes de ir ao banheiro para o 2 rsrs Mas sempre soube que a prática era outra..

    Sobre a dor, eu ainda insisto, parto pode ser prazer… E depois o povo diz que a Gisele Bündchen contou lorota quando disse que não teve dor no parto… eu acredito ser possível, tanto pelo que vc relatou, tanto pela forma que cada um lida com o nascimento e que tenha se preparado para ele…

    Mas uma coisa que NINGUÉM me contou: que minha bolsa podia estourar e eu ficar dias sem entrar em trabalho de parto… Sempre achei, até pelos relatos que li que depois da bolsa estourar (naturalmente) a gente entrava em TP até umas 8 horas depois… Qdo cheguei neste marco e não senti nada, fiquei achando que o processo aqui tava errado… Só depois fui descobrir que poderia demorar bem mais…

    Em tempo, sabe que é disto que sinto falta no parto da Lara, todas as mulheres de deram a luz naturalmente como vc descreveu relatam uma força interior que as fazem sentir capaz de lidar com qualquer coisa no universo… É desta força que eu sinto falta, deste poder… Sempre associei o nascimento de uma mãe/mulher completa com o parto normal, com a ação participativa da mulher, com este protagonismo, para mim era essencial. Ficou faltando saber que poder é esse rsrs Posso enfrentar o mundo pela minha filha, mas esse é um outro poder rsrs

    bjo!

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  11. Ana de Geo
    26/01/2012 at 11:40 am (6 years ago)

    Sim, tudo o que escreveu é verdade quando se trata de parto cesáreo. Eu passei pelos dois, e não achei muita diferença. A minha recuperação dos cesáreos foi melhor que no normal, inclusive!
    Beijos!

    Reply
  12. T
    27/01/2012 at 10:46 am (6 years ago)

    Nossa, é bem por ai, todas passamos por isso mas nenhuma falamos abertamente. 🙂

    Eu tb quase morri de vergonha quando vieram ver a tal da "hemorroidis"!!! rsrs

    Bjus
    T

    Reply

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