Adoro quando família e amigos me mandam artigos interessantes sobre crianças, pois além de amar o assunto, a maioria dos artigos acaba servindo de inspiração para o blog. Portanto,  se um dia vocês cruzarem com um assunto legal sintam-se à vontade para me enviarem (piscadinha, piscadinha).

O artigo em questão foi este e achei tão legal que resolvi comentar sobre ele.

“Avós são pais com açúcar”, conforme já diz o ditado, e eu concordo 100%.

Nossos pais já fizeram a sua parte ao nos educar, e com a chegada dos netos, nada mais justo do que deixar para eles a tarefa de apenas curtir os netinhos, sem grande pressão e stress. Vejam bem, a Bella têm a sorte de ter a sua vovó visitando-a por 6 meses do ano, e este ano ela acabou cuidando da Bella quando eu voltei ao mercado de trabalho. A vovó arregaçou as mangas e se jogou no papel de avó da Bella, o que significa suar a camisa o dia inteiro correndo atrás da pimentinha que não para nunca! Não é tarefa fácil.

Percebo que hoje em dia, talvez um pouco mais do que no passado, nós pais atuais estamos mais “chatos”. Temos tanta informação sobre o que é politicamente correto e o que não é, lemos tanto sobre nutrição e seus efeitos a longo prazo, ouvimos tantos relatos de médicos e psicólogos sobre o assunto, que acabamos criando dentro de nós uma ansiedade e insegurança sobre a maneira certa de educar nossos filhos.

Concordam comigo?

Eu vejo por mim mesma, eu tenho na minha cabeça a fórmula certinha de como gostaria de criar a Bella: com disciplina mas com liberdade, com alegria, sem medo de fazer as coisas, comendo tudo do bom e do melhor e por aí vai, e quando eu estou no meu papel de mãe, eu vejo o quanto esta tarefa é difícil, portanto como exigir que nossos pais eduquem (ou nos ajudem a educar) nossos filhos baseados na maneira como nós criamos, e nós mesmos temos dificuldade?

Impossível.

Aqui em casa chegamos a um meio termo: vovó têm liberdade para ser linha dura com a Bella e também têm liberdade para deixar ela fazer suas artes e macaquices que talvez eu não fosse deixar. Minha mãe sabe como eu educo a Bella e tenta ao máximo seguir a mesma linha, mas ela também quer relaxar e aproveitar a neta, sem ter que ser “carrasca” e sem ter que tirar o prazer das duas de fazerem coisas juntas. Eu deixo a Bella comer sozinha, a vovó prefere dar na boca. Eu deixo a Bella chorar quando vejo que ela está fazendo mânha, já a vovó morre de pena e pega no colo. Certo ou errado? Apenas como as coisas são.

Mãe e pai são únicos, e cabe a eles a parte chata da educação dos filhos. Assim como cabe aos avós, tios, primos e amigos apenas curtirem os filhos dos outros. Eu não quero educar o filho de ninguém
(corrijo, esta é minha tarefa como professora e também como mãe), mas com os filhos dos outros eu não tenho a menor vontade de educar ninguém, quero apenas aproveitar o momento com aquela criança. O mesmo serve para os avós.

E para finalizar o assunto, vejam que mensagem bonita que encontrei na internet para ilustrar o assunto:

“Experiencing childbirth is miraculous, astonishing, and tiring. It commands a daunting sense of responsibility and full-time commitment. To hold a new baby in my arms as a grandparent however, is like rising to an elevated view looking over a whole new landscape and giving me another chance. The birth of my first grandchild brings my place in the world as a parent to a new phase in my life cycle. Knowing that my little granddaughter will carry my DNA perhaps for generations to come gives me a sense of immortality.”

“Passar pela experiência do parto é algo milagroso, inexplicável e cansativo. Traz à tona um incível senso de responsabilidade para a vida inteira. Mas ao segurar um bebê nos braços como uma avó, sinto uma porta se abrir e vejo uma paisagem totalmente diferente, como se a vida estivesse me dando uma segunda chance. O nascimento da minha primeira neta mostrou que meu papel como mãe agora se transforma com o ciclo da vida. Saber que minha neta traz dentro de si um pouco de mim, provavelmente por muitas gerações que estão por vir, me dá um grande senso de imortalidade”

Fonte: citação

2 Comments on Avós não substituem os pais

  1. Dani Dani
    17/11/2011 at 4:19 pm (7 years ago)

    Muito complicado.

    A questão dos avós ainda tem uma outra abordagem que eu acho muito interessante.

    Existem os avós de cá e os avós de lá.
    Eu nunca acho que minha sogra vai cuidar do meu neto tão bem quanto minha mãe cuidaria. Simplesmente não tenho 100% de confiança nela.

    Quando eu viajei de lua de mel fiquei 17 dias pela Europa e o Bibi ficou com os sogros, eu chorava todos os dias e perguntava a Deus porque ele tinha levado meus pais e estava me fazendo passar por tudo isso?

    Ela fez tudo errado, não seguiu a rotina, prometeu que ficaria na minha casa e ficou na dela, a 40 min. de distância da escola.

    O mundo acabou pra mim, jurei que nunca mais passaria por isso. Agora onde eu vou carrego, e se não posso carregar, não vou.

    Eu também concordo com sua posição quanto à educação. Mas por aqui também tenho problemas quanto a isso. O que eu demorei um mês para educar eles (os avós e família em geral) deseducam em 1h e eu levo mais 1 mês para corrigir. Isso é muito complicado.
    Outro dia ele empurrou a bisa dele (minha avó) e falou VAZA!! Tinham ensinado isso para ele no FDS anterior, mas ela ficou arrasada. E a minha cara? Rachou né. Não consigo tirar esse comportamente que ele aprendeu em 10 minutos, eu fico imaginando ele na escola empurrando a professora e gritando VAAAAAZA!! 1 ano e 7 meses, pode? NÃO PODE!!

    Reply

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Comment *