Acho que as pessoas estão perdendo um pouquinho a noção das coisas.

Situação acontecida hoje:

Rita, Bella e vovó caminhando despretenciosamente pela rua quando uma conhecida, senhora super querida e simpática, acenou nos chamando, abanando e sorrindo, super feliz em nos ver. A senhora estava acompanhada do filho, da nora e da netinha. Vamos nos aproximando pra dar oi e a nora com aquela cara de quem comeu e não gostou logo disparou, sem nem olhar para a gente e nem muito menos nos cumprimentar como manda o mínimo de educação:

” Don’t touch, please” (não toque por favor)

Quê?

Ouvi bem?

Desde quando virou moda alardear a gregos e troianos, mesmo antes de um educado oi, que não se pode tocar no bebê?

Gente, fico pasma!

Entendo perfeitamente o cuidado de uma mãe com um bebezinho recém nascido, já passei por isso com um bebê micro prematuro, mil vezes mais frágil do que um bebê nascido normalmente de 9 meses, mas mesmo na época da Bella bebê, jamais cruzou meu pensamento em pular a educação para “proteger” minha filha. O bebê em questão tinha certamente mais de 6 meses de idade, ou seja, já tinha passado da época de recém nascido, quando os médicos pedem que se preserve o contato com outras pessoas.

Sei que estou indo contra a onda que vem acontecendo hoje em dia, tanto no Canadá, quanto no Brasil e nos Estados Unidos, mas acho uma pena que estejamos indo por este caminho. A interação com outros “humanos” está diminuindo cada vez mais e estamos nos fechando para nosso mundinho e para as regras que criamos para nós mesmos. O que antes era motivo de alegria, o nascimento de um bebê, uma avó poder apresentar seu netinho a amigos, ou um simples abraço no filho de um conhecido em um lugar público, virou motivo de estress e medo.

Mas medo de quê exatamente?
Medo de germes?
Medo de quê?
Não entendo.

Vejam meu, eu não sou perfeita não, e sou meio anti-social por natureza, mas é minha personalidade tímida, nao é necessariamente baseada no medo. Nós brasileiros somos conhecidos (no bom sentido) pela nossa personalidade calorosa, somos simpáticos, abraçamos, beijamos, fazemos tudo o que nossos amigos americanos, por exemplo, não fazem, e são taxados por nós mesmos de esquisitos e frios. Mas será que estamos tomando o mesmo rumo deles?

Meu marido, zen que só ele, fala que uma das maiores birras dele atualmente é esta história de germes. Ele fala que se não fosse por culpa do uso desenfreado do álcool gel, por exemplo, a comunidade médica não estaria hoje encafifada sem saber como tratar os super vírus e bactérias, aqueles desenvolvidos em função da luta desenfreada contra os germes. Cada vez mais nos protegemos contra os germes e cada vez mais eles estão se desenvolvendo imunes a qualquer medicamento.

Acho que está na hora de pensarmos um pouco mais na interação carinhosa com outras pessoas e um pouquinho menos em germes.

14 Comments on Perdendo a noção?

  1. JM
    21/10/2011 at 11:11 am (7 years ago)

    Ok…ok…. Ta mexendo em vespeiro em Ritinha???? Hahahaahahha
    Confesso que quando a Chloe nasceu eu achei que ia sentir esse "negocio" de "não encosta". Não aconteceu com pessoas conhecidas, mas confesso que acontece nas ruas com pessoas que nunca vi. Jamais falei nada e tento manter o sorriso no rosto, porque sei que bebes fazem as pessoas mais sorridentes e de uma f

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  2. JM
    21/10/2011 at 11:20 am (7 years ago)

    Forma ou de outra faz nos pensarmos em coisas boas… Mas que não aprecio um estranho no supermercado querendo carregar a Chloe isso e verdade. Se for numa atividade onde e a Mae de outra criança não ligo, mas um des. ONG ido a revelia não encosta. Mas NUNCA faltei com a educação. Mas pessoas inconvenientes tem algumas por ai e espero que elas realizem que a falta de educação e simpatia são muito mais "perigosos" que os germes!!!! Hahaaahaa
    Bom dia Ri!!!!

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  3. Roberta Corrêa
    21/10/2011 at 1:11 pm (7 years ago)

    Falou e disse Rita! Concordo 100%! Assim como falou a JM, também acredito que o dia que tiver meus filhos não vou querer que qualquer desconhecido tome liberdade de carregar meu bebê, mas mesmo assim não deixar ninguém chegar perto, ser estúpido e mal educado, não dá. Assim como tudo que é excessivo, a proteção também pode ter péssimas consequências. E eu acho que vai ter muito mais gente concordando contigo do que tu imagina!
    Adorei!
    Beijãoo

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  4. Telma Maciel
    21/10/2011 at 1:39 pm (7 years ago)

    Sabe, acho que na rua as pessoas só precisam ter cuidado em não pegar nas mãozinhas dos bebês, que sempre vão pra boca. Mas pegar no colo, fazer um carinho nas perninhas e barriguinha… eu não resisto!
    Concordo com vc sobre pensarmos mais na interação carinhosa do que nos germes! Germes existem desde sempre, mas hoje em dia 'matam' mais! Pq não damos chances aos nossos filhos de criar defesas naturais contra eles!
    Qtas vezes eu andei descalça em terra vermelha, mato e etc… nunca tive problema! Meu problema de infância era a otite e só!
    Merecemos ser felizes! E abraçar outro ser humano com vontade e sinceridade é a melhor coisa q tem!
    Beijo

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  5. Anonymous
    21/10/2011 at 3:54 pm (7 years ago)

    Rita,
    Quando fui ao Brasil com C e ela tinha uns 6 meses, achei uma falta de respeito a privacidade todo mundo pulando dentro do carrinho para tocar ou dar beijo. Pior gente q nunca tinha visto na rua, serio isso pra mim eh sem nocao. Acho legal vir falar e bla la, mas nao enfiar o nariz dentro do carrinho e sair tocando, ou para na rua e perguntar quanto custou o carrinho. Nao eh pelos germes em si eh pelo ataque a privacidade alheia. Nao conheco a pessoa e vem com essa intimidade toda, e sei lah aonde colocou a mao.
    Gente q coheco , muitas vezes ateh peguntei se nao queriam pegar e coisa e tal, mas nao gosto de intromissao, talvez pq aqui ninguem faca isso.
    bj Carol P
    http://www.motherlovedatabase.com

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  6. Uma parte de mim
    21/10/2011 at 4:51 pm (7 years ago)

    Olha concordo em partes!
    Concordo com que Telma falou e Rita!, mas tb concordo com a Carol!
    Não tem nada mais desagradável do que vc ter um bb e as pessoas falar em cima, tocar e perguntar bobagens!
    Minha filha com 6 meses pegou uma bactéria e quase veio ao óbito por causa disso! as pessoas não respeitam até o limite elas ultrapassam e ñ estão nem ai p o q vc pensa!
    Discordo de super proteção, mas falta de limite tb não concordo!

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  7. Ela
    21/10/2011 at 5:23 pm (7 years ago)

    Falta bom senso a muitas pessoas, né? Eu também tive prematuros (gêmeos) e as pessoas não respeitavam as mãozinhas dos bebês. Mas falta de educação também é o fim da picada. Prefiro lavar as maõzinhas depois…

    A propósito, me ajude a divulgar uma reportagem (em inglês) sobre a influência da TV sobre os bebês abaixo de 2 anos?

    Coloquei o link no meu blog, Emgeral. O link em inglês é gigante!

    Um beijo, Ela

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  8. Pâmela
    21/10/2011 at 6:27 pm (7 years ago)

    Oi Rita! Olha acho esta questão tão "bom senso", basta ter né?! Hahhah Exatamente como vc disse!

    Qdo a Lara era bbzinha não deixava qualquer um desconhecido encostar nela, e se pegavam eu delicadamente retirava a mão sorria e saía de fininho sem mais nem menos kkkk

    Mas quando desconhecidos chegavam perto junto a conhecidos aí dava mais abertura, e se por um acaso a pessoa fosse sem noção depois limpava a mão ou coisa do tipo.

    Já se atreveram a mexer com a Lara no carrinho, no nosso colo, andando, de tudo quanto é jeito, colocando doces na boca e eu tirando na maior cara de pau… NÃO GOSTO, pronto, nem te conheço e vc vem tocando na minha filha? Sai pra lá Juvenal!

    Mas antes de tudo educação… Sem ela o mundo desaba né?! Dá pra evitar ou contornar todo tipo de situação com educação…

    Mas assumo que já perdi a paciência e fui meio grossa algumas vezes rsrs (sorry). Não sou barata e não tenho paciência pra gente sem noção tb… por isso fujo antes de abrir a boca kkk

    bjo

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  9. Adriana
    21/10/2011 at 10:08 pm (7 years ago)

    Neurose 10 x 0 Educação! Socorro! Q moça mal criada esta, hein Ri?
    Bebês são lindos e é mesmo difícil quem resista.
    Me lembro de 2 situações completamente diferentes pelas quais passei:
    A 1a o "E" tinha 2-3 meses e o rapaz q repõe frutas e verduras no supermercado chegou do lado e pegou justo na mãozinha. Confesso q na hora olhei praquelas unhas sujas e me deu um calafrio, mas ele foi tão simpático q não tive como reclamar. Assim q nos afastamos limpei a mãozinha do "E" e pronto.
    A 2a foi qdo visitamos a Bella pela 1a vez. Eu não esperava q fosse poder segurá-la e nem iria te pedir isso, mas a 1a coisa q vc disse qdo abriu a porta da sua casa foi: "Oi Adri! Vamos trocar? Vc segura a minha e eu seguro o seu?" Hahahahaha Olha q diferença!!!
    Saudades de vcs!
    Beijinhos, Adri

    Reply
  10. Zizi
    22/10/2011 at 2:14 am (7 years ago)

    Rita, adoro ler Botoezinhos. Não sou avó, mas poderia ter netos com idades entre 19 ou 20 anos. O tempo passou.
    Percebi ideias diferentes nas postagens sobre o contato com os bebes. Sempre existirão siuações como essas e riscos ocorrerão. Fico me perguntando como reagiria numa situação dessas nesse mundo atual. Nem sei te dizer. Quando meus filhos eram pequenos, todo mundo apertava suas bochechas, davam beijos estalados e não tinha álcool gel. Estão vivos graças a Deus! O amor foi mais forte do que bactérias!
    bjos]
    Zizi

    Reply
  11. Francisca
    22/10/2011 at 8:42 pm (7 years ago)

    PARABÉNS RITINHA!! NÃO podemos seguir o caminho dos esquisitos e frios! Penso que o afeto é fundamental na vida das pessoas e mais forte que as bactérias! Como disse a Sra. Zizi.

    Muitos beijos da Chica

    Reply
  12. Gustavo Correa
    22/10/2011 at 9:15 pm (7 years ago)

    Tenho uma amiga que tu conhece (minha profa. da pucrs e minha anfitriã aqui em Portugal) que por motivos profissionais tem que viajar com frequência e a filha de 5 meses a acompanha. Ela já veio para o Brasil 2x, nova york, paris, etc. e a criança é um doce… o afeto e o carinho sempre faz bem. claro que não nego que o cuidado seja importante, mas a criança não tem que ficar enclausurada e deixar de conviver com outros. sou da teoria que o bebe tem que passear, ver gente e criar anticorpos, hehe. bjos!

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  13. Isabela
    23/10/2011 at 2:54 am (7 years ago)

    Rita,
    A superproteção dessa moça, não justifica sua falta de educação…que horror.
    Quando Nina era bebê era difícil sair com ela em lugares públicos, no máximo até a pracinha aqui do lado, mas recebiamos algumas visitas.
    Por mais que alguém não tivesse o bom senso de chegar da rua e lavar as mãos (independente de querer segurar um bebê) eu ficava agoniada, mas jamais fui mal educada com alguém.
    Mas essa coisa desconhecidos já chegarem colocando a mão, mesmo quando eu estava grávida, acho muita invasão de privacidade. Acho que perguntar se pode por a mão na barriga, não custa nada né…rs
    beijão

    Reply

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