Todos nós temos algo especial que entra ano e sai ano e aquilo segue no topo da lista de memórias mais especiais da nossa vida.

Seja um filme, seja uma música, seja uma comida favorita.

Quando a coisa em questão foi escolhida quando ainda éramos crianças, parece que ela guarda um gostinho ainda mais especial.

No meu caso é um filme.

Em 1986, um ratinho muito especial embarcou em uma longa jornada. Atrás de um sonho, ele e sua mãe deram adeus à seu pais de origem, a Rússia, e seguiram viagem para alcançar o seu destino, os Estados Unidos. Durante sua jornada, o ratinho perde sua mãe e segue viagem sem perder a esperança de encontrá-la, fazendo novos amigos e passando a perna em gatinhos que teimavam cruzar seu caminho.

Estão lembrandos desta história?

Apresento-lhes, Fievel, o Ratovich !

Fievel foi meu primeiro filme favorito, portanto o mais especial até hoje.
Muitos anos atrás eu li um comentário de um crítico de cinema que disse que nossos filmes favoritos, aqueles que realmente tocaram nosso coração de alguma forma, não deveriam ser vistos inúmerass vezes. Deveriam ficar na nossa memória da forma como os assistimos pela primeira vez, e por coincidência ou não, assisti Fievel poucas vezes no decorrer da minha vida. O incrível é que lembro perfeitamente o dia em eu, minha mãe e meu irmão fomos ao cinema assisti-lo: Primeiro eu tinha ido ao dentista arrancar um dentinho de leite, e depois como prêmio de consolação fomos a confeitaria Maomé, no parque da Rendenção em Porto Alegre, e depois fomos ao cinema. Lembro que era frio e que o dia estava acizentado. Não é interessante como certos dias da nossa vida ficam bem guardados assim na memória?

A paixão foi tanta na época, que pela primeira vez chorei copiosamente no shopping Iguatemi, triste por não ter ganho meu Fievel de pelúcia. Eu queria porque queria, e chorei quando minha mãe não comprou ele para mim. Mal sabia eu que o Papai Noel já tinha providenciado um Fievel para mim e este já estava empacotado em casa.

Fievel é tão meu xodó que ele mora aqui em casa no Canadá comigo.
Não pensaram que deixaria meu companheiro de infância sozinho no Brasil, né?

Estou aciosa para apresentar o filme à Bella.

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