Eu e meu marido assistimos a um documentário muito interessante semana passada e finalmente me animei a escrever sobre o tão polêmico parto humanizado.

Embora por força das circunstâncias eu tenha tido um parto normal e sem anestesia (e tenha sobrevivido), não sou nem um pouco radical quanto a este negócio de parto humanizado. Eu tive o meu e me orgulho disso, mas entendo perfeitamente o medo que outras mães tenham da tão temida dor de parto, e por isso escolham a anestesia peridural para o parto normal ou até mesmo uma cesárea. Mas confesso que o documentário ” The business of being born” (a tradução livre seria ” O negócio de se nascer”) abriu os meus olhos para os absurdos que andam acontecendo hoje em dia.

O documentário é imperdível para qualquer mãe, qualquer mulher que queira ser mãe um dia ou para qualquer interessado no assunto, pois traz pontos muito interessantes sobre o tema.

No Canadá e nos Estados Unidos existe uma profissão que não se vê muito no Brasil, ao menos não na classe média e alta, a de “midwife”. Não gosto da tradução que deram a midwife em português, que seria parteira, me soa meio pejorativo, meio anti-profissional, se é que vocês me entendem, mas aqui na América do Norte, as parteiras fazem universidade por mais de 4 anos e ao contrário do que pensamos, são profissionais muito requisitas que cobram muito bem pelo seu serviço, em média mais de 4 mil dólares em “cash” por cada parto. Ela são especialistas em parto normal. Ok…parteiras, mas com universidade e muito respeitadas no exterior.

As parteiras norte americanas atendem pacientes com gravidez de baixo risco, ou seja, sem histórico de complicações e, se por ventura algum problema ocorrer durante a gravidez, a paciente será encaminhada para um médico para seguir com ele até o nascimento do bebê. Se há algum problema durante o parto, elas encaminham a gestante para o hospital, chamam a ambulância, e tem todo o aparato para lidar com emergências mais complexas até a ambulância chegar. A nova onda americana (hello, Gisele Bundchen!) é fazer o parto em casa com uma midwife, o que eu não gosto nem um pouco. Acho que temos que tirar proveito de todo o aparato de um hospital quando necessario. No Canadá sei que você pode ter seu bebê em casa com uma parteira, mas o normal é levar sua parteira para o hospital com você, onde há inclusive uma ala da maternidade especializada para elas, então a coisa aqui no Canadá é muito profissional neste respeito e novamente, a parteira cobrará sua “taxinha” de 4 mil para acompanhar você no seu parto dentro do hospital.

Os relatos do filme contam que em meados dos anos 40 (se não me engano), a profissão de parteira, a mais famosa da “obstetrícia” até então, se tornou “profissão non grata” com o aparecimento de mais  interesse no estudo da obstetrícia e o crescimentos das empresas farmacêuticas, que forneciam medicamentos experimentais ao meio médico, e para justificar o custo destes novos interesses, iniciou-se nos Estados Unidos uma campanha contra as parteiras. Eram tratadas como profissionais sem experiência alguma, pessoas pobres que trabalhavam com parto sem nenhum conhecimento médico. Então a profissão que trazia ao mundo 90% da população, começou a desaparecer e dar lugar a obstetrícia como vemos hoje e sua fase inicial de estudos sobre a cesárea e outros métodos para a hora do parto (como medicamentos para a indução do parto, por exemplo).

O filme aborda este lado da “indústria do nascimento”, mas foca principalmente no medo desenfreado que as mulheres vem sentindo quanto ao parto normal e tenta explicar de onde vêm este medo. Em que momento uma coisa tão natural passou a ser tão temida? Em que momento da história escolher uma cirurgia de difícil recuperação passou a ser aceitável quando a mãe saudável poderia ter o seu bebê do modo mais natural?

Há uma série de explicações durante o filme e eu concordo com todas elas, não vou entrar no mérito destas explicações pois elas tem a ver com a praticidade da cesárea, a comodidade dos médicos e toda aquela história que todos nós sabemos. Entre agendar uma cesárea com 4 meses de antecedência, operá-la em 45 minutos ou ficar junto da mãe em trabalho de parto por no mínimo 12 horas, nós sabemos muito bem o que os médicos escolheriam.

O objetivo do filme, porém, é alertar as futuras mães sobre a escolha que está sendo impingida a elas, para que elas ao menos tenham idéia do por quê a cesárea está sendo indicada e para que ela possa fazer a escolha com conhecimento de causa.

Eu sou uma que gritava aos céus ” Jamais terei parto normal, que barbaridade nos dias de hoje passar por uma dor destas sem necessidade, quando se pode operar e ter seu bebê no seu colo em 45 minutos.” Falava isso e confesso. Também confesso que só tive parto normal por quê não foi uma decisão minha, digo, até foi, mas em circunstâncias extremas como vocês que leram o relato do meu parto prematuro sabem.

Hoje, tendo passado por esta experiência, mudei de idéia. Eu sei que um parto normal não é traumático, passei pelas dores de parto sem anestesia, portanto sou uma das poucas da minha geração hoje em dia que passou por isso. Um dos pontos mais abordados do filme é a questão “filosófica” do parto normal, que é o rito de passagem entre carregar o seu filho dentro de si por 9 meses (6 no meu caso) e o de trazê-lo ao mundo você mesma. Não pelas mãos e maquinário médicos, mas você empurrá-lo ao mundo. Este é o ponto do polêmico assunto do parto humanizado hoje em dia. Humano seria ter o seu filho da maneira natural e abraçá-lo no minuto que ele vêm ao mundo, e não deixar que ele nasça pelas mãos de um médico com luvas, que seus olhinhos vejam as luzes fortes de uma sala de cirurgia antes que ele veja e sinta o cheirinho da pele de sua mãe. Se pudéssemos escolher, quando bebês, que maneira mais convidativa de vir ao mundo, não seria a maneira natural?

Parece papo de hippie dos anos 60, mas uma vez passado por esta experiência, você poderá dizer com a boca cheia: ” Se eu consegui passar por isso, eu posso fazer qualquer coisa nesta vida”.

Como o filme diz, é uma sensação de conquista como nenhuma outra.

Se eu engravidar novamente um dia, se eu tiver condições de escolher a maneira como meu filho virá ao mundo, eu escolheria o parto normal. Com anestesia? Sem anestesia? Acho que só no calor do momento para decidir, a anestesia em si não é o problema, cada um sabe o grau de dor que pode tolerar, mas por mais humano que nós pensemos ser dar à luz ao nosso filho por meio de uma cesárea, será que este seria o método escolhido pelo nosso bebê?

Obviamente não me refiro aos casos onde a cesariana é o único método aceitável para uma gestante, com inúmeras circunstâncias que dificultam o parto normal, me refiro as mães que, como eu no passado, tinham um medo irreal do parto normal. Eu sigo entendendo perfeitamente o por quê do medo, pois é uma das coisas mais desconhecidas  que enfrentamos hoje em dia, estamos tão acostumados a não lidar com dor alguma, a tomar analgésico para qualquer pontinha de dor de cabeça ou indisposição, então sequer pensar em parto normal soa impensável para muitas de nós.

Dê chance a este documentário, e se dê ao direito de ao menos fazer a sua escolha com conhecimento de causa. Se você achar que mesmo assim o parto normal não é para você, siga em frente, mas se você ficar com uma pontinha de dúvida, pesquise a respeito, consulte seu médico, aposte no parto normal, ao menos dê esta chance para provar para você mesma que você pode. Tenha certeza que você olhará para trás um dia com um tremendo orgulho deste feito imenso que é poder trazer uma PESSOA ao mundo da maneira natural.

O filme é muito sensível e chorei em diversos momentos. Os relatos do documentário são muito emocionantes, pegue seu lencinho de papel e um copo de água com açúcar, você vai precisar!

** A título de curiosidade, o índice de cesáreas no Brasil é de 93% em pacientes com seguro médico. 93% de nós preferimos a cesariana, muitas vezes sem ao menos tentar o parto normal. Pense nisso. **

11 Comments on Documentário polêmico sobre o nascimento

  1. Ana
    09/08/2011 at 8:48 pm (7 years ago)

    Eu queria muito ter tido um parto normal. Mas ao longo da minha gestação não tive nenhuma contração, e quando estava na 40ª semana, minha bolsa estourou. Após 3 horas do rompimento, ainda tinha 0 cm de dilatação, então optei pela cesárea – para mim parto induzido jamais foi uma opção, ou o parto é normal, ou cirúrgico.
    O problema maior que eu vejo é que, enquanto nos EUA, Canada e Europa há uma relutância extrema em realizar cesarianas (é até engraçado ver nos documentários do Discovery a reação das mães americanas e seus familiares quando os médicos informam que farão cesárea – parece que receberam uma sentença de morte!) no Brasil há uma total banalização da cirurgia. As mães morrem de medo do parto normal, mesmo com anestesia, e sequer aguardam entrar em trabalho de parto, ou seja, não esperam a hora certa do bebê nascer, agendam a cirurgia para 38 semanas e pronto.
    Em contrapartida…
    Nestes mesmos países (EUA, Canadá e países europeus) o uso dos leites maternizados (fórmulas) é visto com tranquilidade, principalmente para complementação do aleitamento materno.
    Já no Brasil é feito um verdadeiro "terrorismo" em prol do aleitamento materno, vemos os pediatras relutando ao máximo em receitar fórmulas (mesmo como complemento do aleitamento materno), e acabam por encher as mães de remorso se estas não conseguem amamentar. Sei bem pois passei por isso, meu filho ganhou apenas 160gr no 1.º mês de vida por conta de pediatras (isso mesmo, no plural) que prescreviam quantidade insuficiente de fórmula, para que meu leite materno aumentasse. Meu bebê mamava certinho, eu simplesmente tinha pouco leite. Passei um mês estressada e chorando, a ponto do meu leite secar. Tenho certeza que com uma orientação sensata eu teria amamentado meu bebê, com o devido complemento, durante meses.
    Portanto, o que eu acho é: falta sensatez. Falta sensatez em saber que o parto normal é, de fato, "normal"; que o parto cesariano não é mera comodidade; e que embora o leite materno seja o melhor alimento para o bebê, mas não é o único.

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  2. JM
    09/08/2011 at 9:58 pm (7 years ago)

    Eu tenho um comentário grande a fazer!!!
    Lendo seu post fiquei na duvida a diferença entre midwife e doula. Fui no Google e aí esta: A wonderful addition to the birthing process is working with a doula. A doula is also often referred to as a labor coach or assistant. Doulas have been credited with relaxing many soon-to-be moms during the labor process. Doulas work to reduce your stress level while in labor so as to produce a delivery with fewer complications and problems. A doula will attend to you continually throughout the birthing process. Like midwives, a majority of doulas are certified as childbirth assistants. To find a doula near you, contact the Doulas of North America or DONA association. A midwife might be able to recommend a doula for you. 

    Eu tive parto normal e tomei anestesia. Espero – se tiver outro bebe- ter parto normal de novo, e sim, considero ter uma doula comigo. Eu tive uma brevemente no hospital para me ajudar a tomar a anestesia ( minha ultima chance naquele momento). Foi de uma ajuda muito grande, já que naquele momento uma profissional fez toda a dieferenca. Freqüentei com meu marido as aulas de pre-natal o que nos deu uma base muito boa de como se acalmar, massagens durante a gravidez e para a hora da contracoes…. Foi ótimo.
    Bom, escrevi muito, eu sei, mas fica a dica da doula.
    Beijos , Ju

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  3. Taciane
    10/08/2011 at 1:32 am (7 years ago)

    Amei suas considerações, Rita.
    Realmente, aqui no Brasil é uma pressão muito grande em relação a fazer uma cesárea agendada. Não só por parte dos médicos, mas de todos em geral.
    Estou com 29 semanas de gestação e, conversando com uma amiga, falando sobre meu desejo de parto normal, ela foi logo dizendo ( e alterada!): Tá louca? Tá na cara que você não vai ter normal! Deixa de ser boba e marca logo a cesárea, vc vai ficar muito mais tranquila, tudo sob controle!
    Eu fiquei muito indignada, mas respondi que mesmo que não possa ter normal, quero ao menos saber que tentei.
    Além de tudo que você colocou, gostaria só de acrescentar que com essa loucura de agendar cesáreas "a torto e a direito", muitos bebês acabam nascendo antes da hora e precisando de acompanhamento médico por mais tempo.
    Amo seus posts!
    Abraço,
    Taciane

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  4. rita
    10/08/2011 at 3:18 am (7 years ago)

    Oi Ana!

    Amei teu comentario, nunca tinha pensado na diferenca de tratamento quanto a amamentacao. Como voce mesma disse, aqui no "norte" nao existe problema quanto as "formulas", eles incentivam o leite materno mas quando a mae tem pouca producao de leite eles incentivam o complemento sem problema.

    Menina, eh a pura verdade! Aqui receber a noticia que tera que fazer cesarea eh o fim, as maes ficam muito decepcionadas, tristes, fazem de tudo para tentar o normal ao maximo.

    Quem sabe um dia o "normal" volta a ser normal no Brasil?

    Dedos cruzados, e ameiiii teu comentario!

    Beijocas mil da Rita

    Reply
  5. rita
    10/08/2011 at 3:20 am (7 years ago)

    Ju amiga!!!

    Saudade, saudade, saudade!
    To te devendo uma ligacao, vou te colocar nos meus FAVORITE 5 para te ligar seguido.

    Adorei saber a diferenca da doula e da midwife. Nao sabia direito. Ate sabia que a doula era mais couching, e a midwife era mais "medica", mas eh legal ler uma explicacao mais a fundo.

    Olhaaaaaa…..so entre nos, acho que eu tb ia curtir uma doula!!! Vamos nos informando melhor para o segundo entao! hahahahahaha

    Beijos e aguarde minha ligacao

    Reply
  6. rita
    10/08/2011 at 3:22 am (7 years ago)

    Oi Taciane!

    Amei teu recadinho. Eu amo escrever e sei que escrevo muito, quando vejo comentarios elaborados e longos, fico tao felizzzzz. Amo todos os recadinhos, mas os longos me divertem demais!!

    Pois eh, sabe que esta de agendar logo fechando 37 semanas eh esquisito demais nao? Podiam dar ao menos 3 semanas a mais para o bebe perder peso, completando 40 semanas!

    Um absurdo isso.

    Sabia que no final do documentario a diretora disse que foi ao Brasil fazer uma filmagem e ficou aterrorizada com o indice de 93% de cesareas, disse que tinha material para abordar o problema no Brasil mas desistiu, disse que a coisa eh tao preta que so fazendo outro filme.

    Olha a queimacao de filme!

    Beijocas da Rita

    Reply
  7. Paty
    10/08/2011 at 12:29 pm (7 years ago)

    oi Rita…
    amei sua opinião sobre o parto e consideraçoes sobre o documentário;
    qdo minha filha nasceu, de 31 semanas, eu não tive escolha, teve q ser normal… por circunstancias do parto prematuro… não tive nem tempo de ter medo… a médica disse: tem que ser normal e só perguntei: Dói muito? hoje acho graça, mas passar 24 horas com dor, tentando segurar o bb, tomando medicamentos que aceleram seus batimentos cardíacos e com sangramento não é fácil…
    a médica ficou ao meu lado o tempo todo! na madrugada foi descansar e cedo já estava comigo… assim que viu que não conseguiria segurar o bb, e falou que iria nascer se plantou ao meu lado, teve que romper a bolsa…
    foi ótimo… tive analgesia somente nas últimas 3 contrações…
    qdo fui ter meu bb em 2009, já morando em outra cidade, mas acostumada já com a GO, disse que queria parto normal ela disse que não faria, pois perderia muito tempo me acompanhando… e que assim, as pacientes que já estavam agendadas há tempos não seriam atendidas… fiquei muito chateada… doída mesmo … confiava tanto nela… assim fiz cesárea… que odiei!! a dor que senti no pós operatório é muito ruim… sendo que as dores do meu parto já foram esquecidas…
    um gde beijo

    Reply
  8. Karina
    10/08/2011 at 2:38 pm (7 years ago)

    Oi Rita, eu acho que é um assunto delicado este, pq honestamente como vc mesmo diz no inicio do post, tem mulheres que tem medo da dor. E infelizmente esta dor é diferente para cada uma de nós. Por exemplo, meu primeiro filho esperei até 40 semanas e nada de entrar em trabalho de parto, mas eu queria muito parto normal e tentamos induzir no hospital, o que não foi uma boa idéia, pq no final de tudo tivemos que ir pr cesarea pq começou a diminuir os batimentos cardiacos dele. Hj estou com 35 semanas de gravidez e desde as 29 semanas estou de repouso em casa com dilatação e contrações. Desde o início da gravidez já era certo pra mim como 2 e 2 são 4 que este nasceria de cesarea (até por td o trauma do primeiro), mas já estou com 4 cm de dilatação – tenho tido tantas contrações e a minha médica voltou a conversar comigo sobre fazermos normal, pq quando eu entrar em trabaçho de parto estes 6 cm restantes, segundo ela, vão dilatar rapidinho, pois as minhas contrações são bem eficientes. Bom, entrei novamente neste dilema, faço normal? ou vou pra cesarea? Penso nisso a cada instante e ontem parece que tua opinião caiu como luva pra mim. Vou continuar divagando sobre isso e quando decidir compartilharei com vcs. Um super beijão, Ka.

    Reply
  9. rita
    10/08/2011 at 4:11 pm (7 years ago)

    Oi Paty!

    Ai, chega a me dar arrepios historias de outras maes de prematurinhos que tiveram no parto normal o unico modo de dar a luz. Eh um choque na hora, mas depois nos ate agradecemos, certo?

    Choca a gente ouvir de uma medica obstetra que ela simplesmente NAO FAZ PARTO NORMAL, ne? Esquisito demais, credo!

    Eu imagino sua tristeza de ter que partir para uma cesarea, depois de um parto normal…sniffff.

    Quem sabe um dia esta "politica" de cesareas muda no Brasil, esta na hora ne?

    Beijocas da Rita

    Reply
  10. rita
    10/08/2011 at 4:29 pm (7 years ago)

    Oi Karina!

    Puxa, ja com contracoes e tudo!
    Segura firmeeee, a tensao e nervosismo deve estar correndo a mil, ne?

    Menina, sabe que aqui eles induzem o parto com Pitocin, um medicamento que deve ser o que tu tomastes, mas parece que o problema da inducao eh que aumenta as chances de cesarea. Vai entender.

    Entendo o teu dilema, se tentar o parto ou nao. Vai pensando sobre o assunto, se achares que eh estress demais, o que nao faz bem neste momento, opte pela cesarea. Eh dificil decidir por um ou outro pois no final das contas tu tentastes o normal e foi meio traumatico por causa da inducao, entao pense, pesquise e teu coracao dira o que eh melhor para ti e bebe no final.

    Vou adorar publicar no Botoezinhos a tua experiencia com os dois partos dos pequenos.

    Beijinhos da Rita

    Reply
  11. Pâmela
    10/08/2011 at 10:57 pm (7 years ago)

    Oi Rita! Sou partidária do parto natural, não neurótica, mas daquelas que acham que pra quê cesárea se mãe e bebê passam bem?!
    Eu quis e busquei um parto domiciliar. Tinha meu obstetra e minha parteira, enfermeira obstétrica, professora de faculdade de enfermagem e coordenadora de estágios da pós-graduação de obstetrícia, com mais de 20 anos de experiência em partos normais. Sempre estive muito segura com tudo. Nossa escolha foi baseada na razão, um parto domiciliar é seguro, preserva o bebê de rotinas desnecessárias e deixa a mulher a vontade.
    Aqui no Brasil as parteiras modernas são mulheres estudas com nível superior, aquelas parteiras, mulheres de gerações, com experiência de vida acumulada acontece em cidades afastadas, interior. São normalmente enfermeiras com pós-graduação em obstetrícia, ou formadas pelo recém curso de Obstetrícia da USP Leste. Mas como o Brasil é um país onde impera o status estas mulheres ainda não são reconhecidas com o devido respeito, mas isso irá mudar.
    Pedir opinião para nosso obstetra aqui no Brasil, em 90% dos casos não rola se você quer um parto normal, pois nenhum indica, todos dizem que se você tiver mil condições propícias aí sim, com anestesia (sempre) e episiotomia (com toda certeza!!!) você poderá TENTAR um parto normal. Aí quando chega o finzinho da gravidez SEMPRE acontece algo que leva a mulher a uma cesárea.
    Eu sempre quis sentir todas as dores do parto, colocar, minha filha no mundo, nunca me ocorreu a cesárea, pra mim fazia parte do me tornar mãe de verdade, assim como amamentar (para mim). Mas outras situações me levaram a um hospital, sem minha parteira para clarear minhas idéias e nos dar aporte para não sermos enganados. Então ganhei minha filha por cesárea, uma das maiores dores – física e emocional – que já passei na vida! Trocaria tudo por ter podido pegar minha filha no colo ao nascer, abraçá-la, aconchegá-la, acalmá-la, enfim… Isso não tem preço!
    Sou uma inconformada com a situação atual do Brasil na questão do spartos. Acho somente que deveríamos ter nossas escolhas respeitadas, pois hoje só quem escolhe cesárea tem garantia de não ser enganada e respeitada.
    Graças a Deus conheci poucos médicos que fazem prioritariamente partos naturais e hoje minha GO é uma deste seleto grupo, ela mesma teve seu 2º bebê em casa e com parteira depois de uma cesárea do 1º bebê. Sei que com ela não serei enganada numa próxima gravidez.
    Acredito como você Rita e faço o que posso para que ao menos todas as mulheres possam conhecer os motivos, as indicações corretas para a cesárea, as consequências para o parto e futuras gestações, o que ocorre com o bebê em cada tipo de parto.. Enfim que sejam mulheres informadas e aí façam sua escolha consciente. Tenho certeza que esta hororrosa estatísticas de cirurgias para nascimento cairá!

    Bjos e vou procurar ver o documentário se encontrá-lo legendado…

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