Artigo muito interessante na Revista Época:

“Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade…”

Para ler o restante do artigo, clique aqui.

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

4 Comments on “Meu filho, você não merece nada”

  1. Anonymous
    13/07/2011 at 2:02 am (6 years ago)

    Rita, excelente artigo.
    Sou muito crítica em relação à nossa sociedade contemporânea. Hoje os bebês (e as crianças) nascem tendo uma babá. E os laços que criam são com ela (a babá) e não com a mãe (e o pai).
    Criar filho dá trabalho e cansaço… mas também dá uma alegria e uma satisfação enorme. Quem, depois de passar uma noite acordada com um bebê, não se derrete com um sorriso maroto ao amanhecer?
    Sou mãe de quatro filhos. Optei por não ter babá. Sempre cuidei das crianças. Sempre trabalhei. Optei por um emprego de meio expediente (mesmo ganhando menos) para poder estar com as crianças pela manhã.
    Valeu a pena… e continua valendo.
    Os meus filhos sempre tiveram tarefas cotidianas: arrumar a cama, guardar o pijama, ajudar a colocar e tirar a mesa para as refeições, dentre outros.
    Bom, já falei demais, né?!
    É que essas pequenas coisas fazem com que mãe/pai e filhos criem laços profundos… compartilham alegrias, conquistas, negativas, frustrações… e aprendem que vale a pena continuar caminhando… e conquistar o seu espaço no mundo.
    Fique com Deus.
    Bj.
    Pat Coutinho

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  2. Liv Desaulniers
    13/07/2011 at 4:02 am (6 years ago)

    Assino embaixo e, infelizmente, sou produto dessa geração que acha que a felicidade e um direito…mas a vida esta me mostrando que não e nada disso…

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  3. Ana Paula Daleffe
    19/07/2012 at 6:50 pm (5 years ago)

    Acho que não podemos rotular as babás x filhos x mães. Há casos, e há casos. A minha filha tem babá, nem por isso sou ausente… Ela sabe muito bem o que a babá representa e o que eu represento a ela.. é uma questão de mostrar que é a mãe, ou seja, quem é a chefe!!!
    A babá nada mais é que uma ajudante-facilitadora, a educadora sou eu!
    Rita, adorei o artigo, aliás.. ADORO seu blog! Aprendo muito com vc e seu artigos!! AMO!

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