Ás vezes fico me perguntando: O quão importante é ter informação demais? Lógico que aprender, seja o que for, é sempre válido para qualquer ser humano, mas no caso de nós mães de prematuros, how much is too much, como dizemos em inglês?O quanto é demais?

Hoje eu tenho sede de informação sobre prematuridade, quero aprender o máximo que puder, para entender um pouco melhor o que passamos e para tentar me preparar melhor para um próximo parto prematuro se um dia ele vier (tô aqui batendo na madeira). Por mais que eu tente evitar pensar sobre um possível parto prematuro no futuro, a realidade é que as chances de se ter outro, quando você já teve um, são muito maiores. Desta forma, prefiro me informar. Mas veja, hoje a Bella está em casa, está bem, está segura, e eu sou uma mãe traquila, não sou a mesma Rita de 2009 que estava lidando com um bebê em estado crítico por meses a fio.

O motivo deste post é sobre informação exagerada durante a internação do seu bebê. Quando a Bella nasceu de sopetão, eu não tinha sequer um website sobre prematuridade, a única informação que eu tinha eram as poucas págicas saídas do livro O Que Esperar Quando Se Está Esperando. E talvez a minha ignorância naquela época tenha me feito bem.

Olho para trás e lembro das minhas primeiras semanas na UTI com a Bella e lembro de pensar que tudo estava indo tão bem naquelas 3 semanas, que nada de ruim poderia acontecer, certo? Bom, se eu me perguntasse isso hoje, eu diria errado: seu bebê pode ter problemas pulmonares, cerebrais, cardíacos e intestinais e inúmeros outros percalços na sua estada na UTI. O quanto faz bem para uma mãe nestas condições armazenar este tipo de informação?

Lembro que nos primeiros dias em que a Bella foi diagnosticada com NEC (necrose dos intestinos), uma das enfermeiras comentou vagamente sobre a movimentação de gases no raio x e lá foi a dona Rita para o computador da UTI procurar no google “preemie bowel gases”, ou algo parecido. Para quê meu Deus? Até onde vai a utlidade do google nestas horas?

Vocês devem estar pensando que este post não está indo para lugar nenhum, e vocês tem razão, não sei bem onde quero chegar, mas me deu vontade de abordar isso aqui no blog, pois sei que tenho inúmeras grávidas lendo o Botõezinhos e elas provavelmente se perguntam isso: pesquiso a fundo sobre as enfermidades que podem atingir o meu bebê ou não?

A resposta é não.
Não, não, não.

Se você está grávida ou se você está grávida e tem a possibilidade de ter parto prematuro, foque apenas no que o seu médico diz por hora. Pense positivo, se encha de esperaça, não leia tudo de mal que um prematuro pode ter, senão você não aguentará a barra de entrar na UTI todo dia, já pensando nas doenças que seu filho pode desenvolver.

Foque no nascimento dele, nos problemas do dia a dia e nas “besteirinhas” dignas da vida de um prematuro: anemia, Bradys, transfusões de sangue, temperatura, ganho de peso, deixe que estas sejam as suas preocupações. Não pense em PDA, em necrose e em sangramento cerebral, não deixe sua mente vagar para estes lugares sombrios, pois se Deus quiser o seu bebê não terá que passar por isso. Se preocupe com estas coisas piores se e quando elas acontecerem.

Ok gravidinhas?

1 Comment on Saber ou não saber? Eis a questão.

  1. Marina
    07/07/2011 at 5:50 pm (6 years ago)

    Que lindo esse seu post! Adorei!!! Por sabermos demais, as vezes tranformamos um probleminha em um problemão, em tudo na vida…

    Beijo

    ninademarina.blogspot.com

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