Quando eu penso que já vi tudo em termos de pais excêntricos, leio uma reportagem sobre uma família no Canadá e vejo que não vi tudo ainda.

Esta semana um casal fez notícia ao anunciar que seu bebê recém nascido teria o sexo omitido em nome da liberdade de escolha.

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Kathy Witterick e David Stocker, que já são pais de dois meninos, acabaram de dar à luz ao bebê chamado Storm (Tempestade) e resolveram omitir de todos, inclusive do restante da família, o sexo do bebê. Ninguém sabe se Storm é menino ou menina, nem os seus avós (tá na cara que é menino!).

O irmão mais velho, Jazz, e Storm

A notícia correu o mundo e o debate sobre liberdade de escolha sexual tomou propoções imensas, com a maioria das pessoas pendendo para a crítica ao invés do apoio a escolha destes pais.

Entendo que desde que o mundo é mundo existe o que a língua inglesa chama de “gender bias”, o que significa tratar meninos e meninas de maneira estereótipa , incentivando meninos a brincarem de carrinho e de super herói, enquanto as meninas brincam de boneca e de panelinha. Hoje em dia psicólogos e educadores aconselham os pais a promoverem atividades mais amplas as criancas, onde todos brincam de joguinhos, de carrinho, de boneca e de trenzinho. Não vejo problema algum na Bella gostar de trenzinho e de um menininho de 2 anos caminhar pela creche com uma boneca nos braços, criança nesta idade gosta de explorar todo tipo de brincadeira e acho isso muito saudável. Porém, o que os pais do pequeno(a) Storm estão propondo, é apagar do resto do mundo o sexo do seu bebê, para que ele cresça livre para escolher se quer ser homem ou mulher.

A mãe de Storm argumenta que a primeira pergunta que se faz quando alguém nasce é se a pessoa é menino ou menina, e que isso não é justo para a escolha sexual da criança mais tarde.

Psiquiatras e educadores dizem que ignorar a natureza de cada um desde uma idade tão jovem causa mais mal do que bem, que apenas confunde ainda mais o que já é complicado de se entender, como a tênue linha entre o se sentir mulher e o se sentir homem, ou o optar por querer estar com uma mulher ou querer estar com um homem.

Posso dar a minha opinião?

O mundo já é tão complicado hoje em dia, para quê complicar algo que é tão simples como a nossa natureza, você nasce homem ou você nasce mulher, o modo como você escolhe viver a sua vida sexual no futuro, é escolha de cada um quando chegar a hora, o que para alguns ocorre cedo na vida e para outros ocorre mais adiante.

Fonte: CTV News

Os pais do bebê  “assexuado” já inovaram o bastante ao deixarem os seus dois meninos mais velhos vestirem somente o que querem vestir, sendo que um deles veste roupas de menina e tem cabelo comprido (que gosta de usar trançado). Os avós das crianças temem que a escolha dos pais cause constrangimento e ridicularização dos meninos na escola, o que eu concordo, visto que a onda de bullying vem aumentando a níveis assustadores no mundo todo.

E aí?
Será que Shiloh Nouvel, filha de Brad Pitt e Angelina Jolie, inspirou esta mãe a agir desta maneira? Já fazem alguns anos que a pequena Shiloh só veste roupas de menino, e aparentemente seus pais concordam com isso. Eu por exemplo, gosto que a Bella vista roupas moderninhas, de cores menos óbvias como rosa e amarelo bebê, mas entre usar preto e cinza e se vestir como um menino existe uma grande diferença.

O que vocês acham da liberdade de escolha sexual para um bebê? Me soa até estranho digitar esta frase, mas vamos lá, vamos abrir o debate pois este assunto dá muito pano para manga.

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