Este é o meu terceiro dia das mães, em 2009 eu estava grávida, em 2010 a Bella tinha cinco meses corrigidos e hoje ela já tem um ano e oito meses. Três dias das mães, difícil acreditar como o tempo voa.

Sentei aqui para escrever um texto bem lindo sobre o dia das mães, mas o único texto que me vem à cabeça foi este encontrado no site português “Nascer prematuro”:

“Como se esquece?
Como se esquece? Esta pergunta faço quase todos os dias, e já passaram 2 anos…Em cada olhar e sorriso, em cada birra e choro, as recordações regressam sempre.
As dúvidas de ontem, as certezas de hoje…Tornaram-me no que hoje sou: Mãe! O peso e a responsabilidade desta pequena palavra. Quando olhas para mim, com o teu doce e malandro olhar, o desafio constante e o amor inexplicável que mutuamente sentimos. 
A química existente não há formula matemática que a traduza…Olhas para mim como se fosse capaz de consertar tudo o que está mal no mundo, entregas-me tudo o que se parte, como se fosse capaz de consertar tudo, e não compreendes que nem tudo tem solução, embora eu me esforce para encontrar solução para todos os teus pequeninos problemas.
Pergunto-me todos os dias se esta ligação existiria se tudo tivesse sido diferente…Talvez sim, ou não…A tranquilidade talvez fosse outra, o medo talvez fosse outro… Como se esquece? Ainda não encontrei resposta.
O tempo talvez ajude. Esta é a resposta que convenientemente todos me dão. Vou deixar de procurar respostas! Se calar não é esquecer… Mas sim aprender!
A vida é uma aprendizagem, e a maior lição de vida aprendi com a minha filha! Nunca esqueçam foram 880 gramas de amor e determinação, que hoje transformaram-se em vários quilos de amor, teimosia, sorrisos”.

Este texto representa tudo o que eu senti quando a Bella nasceu e tudo o que ainda sinto hoje. Não há um dia sequer que eu não olhe para a minha filha e não lembre de tudo o que passamos, que não veja aquele sorriso e não me maravilhe com o milagre que é poder tê-la conosco. Nunca um texto disse tanto em tão poucas palavras.

Toda mãe é e sente especial e eu não sou diferente. Quando olho para trás e vejo todas as lutas que venci para poder ser mãe, para um dia poder trazer o meu bebê de apenas 800 gramas para casa, só posso me encher de alegria por ter tido o privilégio de ser mãe. Como diz o texto acima, teríamos a mesma ligação se tudo tivesse sido diferente? Se não tivéssemos passado por tantas provações? Será que eu me sentiria diferente? Provavelmente sim (ou não), mas vejo a luta que vencemos como um aprendizado diário de como acreditar em milagres e de como dar valor a cada dia que passamos com os nossos filhos, afinal, prematuros ou não, cada criança e cada mãe é sem dúvida um presente para todos a sua volta.
Parabéns para todas as mamães mundo afora que merecem muito celebrar o dia de hoje!

E um feliz dia das mães para a melhor mãe do mundo: a minha!

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